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Archive for Novembro, 2014

TEMPO DE VIGIAR

Novembro 29, 2014 Deixe um comentário

Este Domingo assinala o começo de um novo Ano Litúrgico durante o qual a Igreja irá celebrando os diversos mistérios da Vida do Senhor Jesus. Começa com o Tempo do Advento, tempo para esperar e preparar o mistério do Natal.

Se te for possível aproveita estas semanas para viver mais intensamente a tua união com Deus.

Manifesta-Lhe o desejo de acolher, de modo renovado, o nascimento de Jesus, enviado do Pai para salvar a humanidade.

Com este desejo começa a tua semana de oração.

Marcador da Palavra para a 1.ª Semana do Advento (30 de novembro a 6 de dezembro – ano B)

O MOMENTO DE VIGIAR É HOJE

Novembro 29, 2014 Deixe um comentário

A liturgia do primeiro Domingo do Advento convida-nos a equacionar a nossa caminhada pela história à luz da certeza de que “o Senhor vem”. Apresenta também aos crentes indicações concretas acerca da forma devem viver esse tempo de espera.

A primeira leitura é um apelo dramático a Jahwéh, o Deus que é “pai” e “redentor”, no sentido de vir mais uma vez ao encontro de Israel para o libertar do pecado e para recriar um Povo de coração novo. O profeta não tem dúvidas: a essência de Deus é amor e misericórdia; essas “qualidades” de Deus são a garantia da sua intervenção salvadora em cada passo da caminhada histórica do Povo de Deus.

O Evangelho convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso activo e efectivo com a construção do Reino.

A segunda leitura mostra como Deus Se faz presente na história e na vida de uma comunidade crente, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos crentes que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus.

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Nós olhamos o pobre de frente, ou passamos ao largo?

Novembro 22, 2014 Deixe um comentário

pantocrator-ribamarNo 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. As leituras deste domingo falam-nos do Reino de Deus (esse Reino de que Jesus é rei). Apresentam-no como uma realidade que Jesus semeou, que os discípulos são chamados a edificar na história (através do amor) e que terá o seu tempo definitivo no mundo que há-de vir.

A primeira leitura utiliza a imagem do Bom Pastor para apresentar Deus e para definir a sua relação com os homens. A imagem sublinha, por um lado, a autoridade de Deus e o seu papel na condução do seu Povo pelos caminhos da história; e sublinha, por outro lado, a preocupação, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo seu Povo.

O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, o “rei” Jesus a interpelar os seus discípulo acerca do amor que partilharam com os irmãos, sobretudo com os pobres, os débeis, os desprotegidos. A questão é esta: o egoísmo, o fechamento em si próprio, a indiferença para com o irmão que sofre, não têm lugar no Reino de Deus. Quem insistir em conduzir a sua vida por esses critérios ficará à margem do Reino.

Na segunda leitura, Paulo lembra aos cristãos que o fim último da caminhada do crente é a participação nesse “Reino de Deus” de vida plena, para o qual Cristo nos conduz. Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-Se-á em tudo e actuará como Senhor de todas as coisas (vers. 28).

Recebemos para fazer crescer

Novembro 15, 2014 Deixe um comentário

A Ressurreição do Senhor que a Igreja celebra em cada Domingo é a certeza/promessa da tua ressurreição. Certeza porque a Ressurreição do Senhor inaugurou um tempo novo n o qual a morte já não aparece como a palavra definitiva. Promessa porque a Ressurreição do Senhor só dá frutos na tua vida se tu quiseres. Mais do que nunca, é a tua liberdade que está em jogo. Entrega ao Senhor o teu desejo de permaneceres ressuscitado com Ele e começa assim a tua semana de oração.

Marcador da Palavra para a 33.ª Semana do Tempo Comu – ano A (de 16 a 22 de novembro)

O Evangelho praticado abre-te à alegria do bem

Novembro 15, 2014 Deixe um comentário

A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum recorda a cada cristão a grave responsabilidade de ser, no tempo histórico em que vivemos, testemunha consciente, activa e comprometida desse projecto de salvação/libertação que Deus Pai tem para os homens.

O Evangelho apresenta-nos dois exemplos opostos de como esperar e preparar a última vinda de Jesus. Louva o discípulo que se empenha em fazer frutificar os “bens” que Deus lhe confia; e condena o discípulo que se instala no medo e na apatia e não põe a render os “bens” que Deus lhe entrega (dessa forma, ele está a desperdiçar os dons de Deus e a privar os irmãos, a Igreja e o mundo dos frutos a que têm direito).

Na segunda leitura, Paulo deixa claro que o importante não é saber quando virá o Senhor pela segunda vez; mas é estar atento e vigilante, vivendo de acordo com os ensinamentos de Jesus, testemunhando os seus projetos, empenhando-se ativamente na construção do Reino.

A primeira leitura apresenta, na figura da mulher virtuosa, alguns dos valores que asseguram a felicidade, o êxito, a realização. O “sábio” autor do texto propõe, sobretudo, os valores do trabalho, do compromisso, da generosidade, do “temor de Deus”. Não são só valores da mulher virtuosa: são valores de que deve revestir-se o discípulo que quer viver na fidelidade aos projectos de Deus e corresponder à missão que Deus lhe confiou.

Destruirei o Templo e erguê-lo-ei

Novembro 8, 2014 Deixe um comentário

A Basílica de S. João de Latrão fica na cidade de Roma e é Igreja Catedral do Bispo desta cidade, o Papa. Construída nos anos a seguir ao reconhecimento da liberdade de culto para os cristãos pelo Imperador Constantino, a sua consagração teve lugar no ano 320. Por ser a Igreja Catedral do Papa é considerada a mãe e cabeça de todas as igrejas, sinal da unidade dos cristãos católicos de todo o mundo. Considera, por momentos, estes quase 1700 anos de história escritas na pedra mas também no coração de tantas gerações de cristãos. Dá graças ao Senhor por todos os seus dons, sobretudo pelo dom da sua Igreja, e começa assim a tua semana de oração.

Marcador da Palavra para 32.ª Semana do Tempo Comun – ano A ( 9 a 15 de novembro)

O importante somos nós, não as pedras

Novembro 8, 2014 Deixe um comentário

A Basílica de S. João de Latrão, cuja “dedicação” ou consagração aconteceu no ano de 320, é a catedral do Papa, enquanto Bispo de Roma. Ela é a “mãe de todas as igrejas”, o símbolo das Igrejas de todo o mundo, unidas à volta do sucessor de Pedro. A Festa da Dedicação da Basílica de Latrão convida-nos a tomar consciência de que a Igreja de Deus (que a Basílica de Latrão simboliza e representa) é hoje, no meio do mundo, a “morada de Deus”, o testemunho vivo da presença de Deus na caminhada histórica dos homens.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel, dirigindo-se ao Povo de Deus exilado na Babilónia, anuncia a chegada de um tempo de salvação e de graça, em que Deus vai estabelecer a sua morada no meio dos homens e vai derramar sobre a humanidade sofredora vida em abundância.

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o Novo Templo, o “lugar” onde Deus reside no mundo e onde os homens podem fazer a experiência do encontro com Deus. É através de Jesus que o Pai oferece aos homens o seu amor e a sua vida. Aquilo que a antiga Lei já não conseguia fazer – estabelecer relação entre Deus e os homens – é Jesus que, a partir de agora, o faz.

Na segunda leitura, Paulo recorda aos cristãos de Corinto (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) que são, no mundo, o Templo de Deus onde reside o Espírito. Animados pelo Espírito, os cristãos são chamados a viver numa dinâmica nova, seguindo Jesus no caminho do amor, da partilha, do serviço, da obediência a Deus e da entrega aos irmãos; vivendo dessa forma, eles tornam Deus presente e actuante no meio da cidade dos homens.

“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”

Novembro 1, 2014 Deixe um comentário

Depois da Solenidade de Todos os Santos celebrada ontem, a Igreja propõe-te a memória de todos os cristãos que morreram confiados no Amor de Cristo e na sua promessa de Vida Eterna. Nesta semana de oração, procura ter presente estes teus irmãos na fé, de modo particular os teus familiares e amigos. Recorda-os com carinho, mesmo aqueles que possam ter deixado uma recordação menos positiva e confia-os ao Amor Misericordioso de Deus. Unido aos que te precederam na vida e na fé dá início à tua oração.

Marcador da Palavra para a 31.ª Semana do Tempo Comum – ano A (2 a 8 de novembro, 2014)

Porquê chorar? Levantemos os olhos e saberemos que começou a vida.

Novembro 1, 2014 Deixe um comentário

A liturgia da Comemoração dos Fiéis Defuntos convida-nos a descobrir que o projecto de Deus para o homem é um projecto de vida. No horizonte final do homem não está a morte, o fracasso, o nada, mas está a comunhão com Deus, a realização plena do homem, a felicidade definitiva, a vida eterna.

No Evangelho, Jesus deixa claro que o objectivo final da sua missão é dar aos homens o “pão” que conduz à vida eterna. Para aceder a essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projecto, a interiorizar a sua proposta. A Eucaristia cristã (o “comer a carne” e beber o sangue” de Jesus) é, ao longo da nossa caminhada pela terra, um momento privilegiado de encontro e de compromisso com essa vida nova e definitiva que Jesus veio oferecer.

Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalónica que Cristo virá de novo, um dia, para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre.

Na primeira leitura, Isaías anuncia e descreve o “banquete” que Deus, um dia, vai oferecer a todos os Povos. Com imagens muito sugestivas, o profeta sugere que o fim último da caminhada do homem é o “sentar-se à mesa” de Deus, o partilhar a vida de Deus, o fazer parte da família de Deus. Dessa comunhão com Deus resultará, para o homem, a felicidade total, a vida definitiva.