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Archive for Maio, 2013

O Pai, o Filho e o Espírito presenteiam a Terra

A Igreja propõe-te, hoje, Deus na plenitude do seu mistério.

Não vale a pena tentar simplificar as coisas. Este Deus uno e único é três pessoas inconfundíveis mas também inseparáveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Há muitas religiões, dizem-te… é verdade. Mas o cristianismo não se confunde com elas porque só nele encontras Deus na sua verdade mais íntima. Essa revelação é oferecida a cada um em Jesus Cristo que dá a conhecer o Pai, que se apresenta como Filho e que envia o Espírito Santo.

Na alegria de saberes que desde o dia do teu Batismo vives mergulhado neste mistério, começa a tua semana de oração.

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JESUS É DEUS QUE ENCHE A TERRA

A Solenidade  que hoje celebrámos  não é um convite  a decifrar  a mistério  que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).

A segunda leitura convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos“justifica”,  de  forma  gratuita  e  incondicional.  É  através  do  Filho  que  os  dons  de Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.

O  Evangelho  convoca-nos,  outra  vez,  para  contemplar  o  amor  do  Pai,  que  se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada  histórica  através  do Espírito.  A meta  final  desta  “história  de amor”  é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.

REVESTIDOS PELO PODER DO ALTO

A Ascensão do Senhor assinala a conclusão dos Evangelhos.

Tendo ressuscitado, Jesus apareceu aos apóstolos e a outros discípulos.

Mas este modo de estar connosco era passageiro e terminou com a Ascensão de Jesus aos Céus.

Jesus não nos abandonou, mudou o modo de relação connosco.

Agora, está presente a todos em todos os lugares e com lugar para todos no seu coração.

Contemplando este mistério, dá início à tua semana de oração.

Solenidade da Ascensão do Senhor

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projeto salvador de Deus e resulta do facto de a ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside nesse “corpo”.

O ESPÍRITO EXPLICA-NOS TUDO

Nesta semana és convidado a acolher a bondade de Deus.

Deixa que esta bondade penetre todas as fibras do teu ser como água pura em terra ressequida.

Tu és terra ressequida e a bondade do Senhor é água que dá vida ao deserto da tua existência.

Pedindo ao Senhor que te renove interiormente com esta água viva dá início à tua semana de oração.

O AMOR VEM DO PAI

Na liturgia deste domingo sobressai a promessa de Jesus de acompanhar de forma permanente a caminhada da sua comunidade em marcha pela história: não estamos sozinhos; Jesus ressuscitado vai sempre ao nosso lado.
No Evangelho, Jesus diz aos discípulos como se hão-de manter em comunhão com Ele e reafirma a sua presença e a sua assistência através do “paráclito” – o Espírito Santo.
A primeira leitura apresenta-nos a Igreja de Jesus a confrontar-se com os desafios
dos  novos  tempos.  Animados  pelo  Espírito,  os  crentes  aprendem  a  discernir  o essencial do acessório e atualizam a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos.
Na segunda leitura, apresenta-se mais uma vez a meta final da caminhada da Igreja: a “Jerusalém messiânica”, essa cidade nova da comunhão com Deus, da vida plena, da felicidade total.

FESTA DA CASA DO OESTE E FESTA DO CONCÍLIO

cartaz-festa-2013A Fundação João XXIII/Casa do Oeste e os Movimentos rurais da Ação Católica (ACR, JARC, ACN) vão celebrar na Festa da Casa do Oeste, não só a Festa da Família Rural com a Bênção dos Campos, mas também este ano de um modo especial, os 50 anos do Concílio Vaticano II.

É sempre no domingo da Ascensão que este ano terá lugar a 12 de Maio.

Ao longo deste ano os grupos tem vindo a refletir alguns documentos saídos do Concílio, pois continuam desconhecidos e estão muito actuais. Essa caminhada de reflexão vai  culminar duma forma festiva na Festa da Casa do Oeste.

A festa, tendo como pano de fundo o Concílio, será divida em dois tempos fortes. De manhã a partir das dez horas haverá um colóquio onde será abordado o Concílio na vertente de dois dos seus documentos, a saber, a Gaudium et Spes – sobre a Igreja no mundo de hoje e a Apostolicam Actuositatem – sobre o papel dos leigos.

Após este colóquio será a celebração da Eucaristia às 11.30 horas

O segundo tempo é de animação cultural, a decorrer após o almoço,  com diversas atividades e onde diversos grupos da ACR apresentarão de uma forma festiva/lúdica a sua reflexão sobre os documentos do Concílio.

Um dos objectivos da Festa, para além da formação, do convívio, do reencontro de muitos é o de angariar receitas para que a Casa do Oeste se mantenha em funcionamento e possa continuar a cumprir os propósitos de servir a todos.