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Archive for Outubro, 2012

MARCADOR PARA A 30.ª SEMANA DO TEMPO COMUM – ano B

Outubro 27, 2012 Deixe um comentário

Considera, por momentos, o que te propões fazer.

Não é fácil dispores-te a rezar…

… há sempre coisas urgentes que pedem a tua atenção…  há sempre pequenas distrações que levam a tua imaginação para onde não pensavas e, de repente, já não estás a falar com Deus nem a escutá-l’O: estás a passear levado pelas asas da imaginação.

Pede ao Senhor a graça da Sua presença, insiste neste pedido e com Ele nos lábios, começa a tua oração.

Marcador da Palavra para a 30.ª Semana do Tempo Comum-ano B

QUE EU VEJA

Outubro 27, 2012 Deixe um comentário

Ao povo que se encontra no exílio, Jeremias leva uma palavra de consolação: “Deus não esquece o seu povo, que em breve regressará à terra prometida”.

Para o cego do Evangelho, a terra prometida é a pessoa de Jesus Cristo, na qual o Reino de Deus, a vida eterna, se torna já hoje presente entre nós.

O texto diz-nos o nome do cego, que era mendigo e que “ouviu dizer” que se tratava de Jesus de Nazaré. Perante a cegueira espiritual dos nossos dias, é nossa responsabilidade anunciarmos o nome de Jesus, porque, se não houver quem fale, nunca haverá quem ouça e, por conseguinte, quem peça.

O trecho de S. Marcos alerta-nos ainda para não tentarmos calar nenhum daqueles que, com fé, imploram de Jesus a cura e a salvação. “Mestre, que eu veja!”.

Neste ano da FÉ, peçamos a Jesus que abra os olhos da nossa IGREJA

Outubro 27, 2012 Deixe um comentário

A liturgia do 30.° Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

Marcador da Palavra para a 27.ª semana do Tempo Comum

Outubro 6, 2012 1 comentário

Na semana que vai começar assinalam-se vários acontecimentos importantes na vida da Igreja:

  • neste domingo tem início a Assembleia do Sínodo dos Bispos, dedicada a refletir sobre a Nova Evangelização;
  • na próxima quinta-feira, assinalam-se os 50 anos do início do Concílio Vaticano II e inicia-se o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI.

Durante esta semana procura ter presente na tua oração o Santo Padre e toda a Igreja, e procura ser a primeira testemunha de Cristo onde quer que te encontres.

Marcador da Palavra para a 27.ª semana do Tempo Comum

Dos que são como elas é o Reino de Deus

Outubro 6, 2012 1 comentário

No Livro do Génesis, Deus revela-nos a dimensão social do Homem, a sua vocação sublime de comunicador. É a essa última palavra da Criação, palavra que gerou o Homem – assim elevado ao estatuto de centro da criação – que Jesus regressa no Evangelho.

Interpelado pelos fariseus, o Senhor destrói a armadilha legalista, autêntica redoma, que os seus inimigos acabavam de lhe estender, numa tentativa de justificarem o divórcio e, simultaneamente, comprometerem Jesus.

A resposta de Cristo é contundente: a criação está antes da lei; foi o pecado do Homem que veio tornar a lei necessária.

Na perspetiva cristã, o matrimónio é uma comunidade de vida e amor, mais sacramento do que contrato.

Deus é maior que as nossas incoerências

Outubro 5, 2012 Deixe um comentário

As leituras do 27.º Domingo do Tempo Comum apresentam, como tema principal, o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

A primeira leitura diz-nos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”. Ser “uma só carne” implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher.

A segunda leitura lembra-nos a “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-Se com os homens, partilhou a debilidade dos homens e, cumprindo o projecto do Pai, aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a vida verdadeira está no amor que se dá até às últimas consequências. Ligando o texto da Carta aos Hebreus com o tema principal da liturgia deste domingo, podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade.