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NOVO ANO PASTORAL

Acabaram-se as férias. Regressamos ao trabalho. Os primeiros trabalhadores a iniciar a sua atividade são aqueles que querem fazer a Primeira Comunhão e Crisma no dia 8 de dezembro. Por isso reunimos os seus pais na passada sexta-feira.

Ano novo, vida nova. Já se chegou à conclusão de que a Catequese tradicional já perdeu eficácia. Os catequistas esforçam-se e não veem resultados. As crianças não aprendem e a grande maioria após a Primeira Comunhão ou no Crisma voltam as costas à Igreja. Aquilo que aí prometem é falso, porque não têm intenção de cumprir. Porquê? Porque lhes falta o apoio familiar. Catequese que não nasce na família dificilmente tem continuidade. É preciso mudar de método. A viragem já começou mas ainda está com dificuldade. A Catequese tem de ser Catequese Familiar.O único ambiente para uma autêntica Catequese – dizia João Paulo II – é a Família, Santuário doméstico”(FC.42,52). É necessário fornecer a este “Santuário” os elementos que precisa para que volte a ser o lugar privilegiado na formação da pessoa, já que todos os outros ambientes só estão a deformar. Desde João Paulo II que a Igreja vem insistindo na necessidade de uma Nova Evangelização com um “ardor novo e métodos novos”. Por isso, ele dizia: “A família é a célula vital da sociedade e da Igreja. A futura evangelização depende da Igreja doméstica”. Conhecedor das profundas transformações por que está a passar a sociedade, devido aos mais diversos fatores como a legislação, medo, trabalho, violência, toxicodependência, ateísmo, etc… que impedem ou dificultam o acesso das pessoas a uma formação religiosa normal, o Papa propôs a Catequese Familiar, como única saída, afirmando categoricamente: “A absoluta necessidade da Catequese Familiar surge com singular vigor onde uma incredulidade difundida ou um secularismo invasor tornam praticamente impossível um verdadeiro crescimento religioso”….”O futuro do mundo e da Igreja passa através da família”.

Por isso, não somos os únicos que iniciámos a Catequese Familiar em Ribamar, são cada vez mais as Paróquias que vão abraçando este método. Porém, as famílias apresentam dificuldades que precisamos de vencer. Com boa vontade consegue-se resolver.

Que pretendemos dos pais:

  1. A evangelização dos pais. Ninguém dá o que não tem. Qualquer profissão, hoje, exige preparação.
  2. A descoberta da dignidade da família. As famílias podem ser bem diferentes se tomarem consciência de que cada família forma uma “igreja doméstica”, onde os pais são verdadeiros sacerdotes (= distribuidores dos dons sagrados): procurando alimentação, vestuário, educação, formação de sentimentos e celebrando com a família as suas datas importantes, lembrando a ação de Deus nos seus membros.
  3. A integração dos pais na vida da comunidade: participando nas suas atividades; exercendo a caridade, o acolhimento, a visita aos doentes; é no exercício da partilha que se faz a experiência religiosa da presença de Deus na pessoa.
  4. Pais comprometidos na construção de uma sociedade justa: ensinando e praticando as bem-aventuranças.
  5. Pais empenhados em cumprir os seus compromissos que um dia assumiram com os seus filhos: “Ao pedir o Batismo para os vossos filhos, tendes consciência do compromisso que assumis de os educar na fé cristã?” Responderam: “Sim temos”.- formando-os pela palavra e pelo exemplo, ajudando-os a formar os seus critérios de valor.

Em Outubro vamos iniciar o ANO DA FÉ. Será mais um estímulo para todos.

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