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Archive for Agosto, 2012

MARCADOR DA PALAVRA – 22.ª semana do Tempo Comum

Agosto 31, 2012 Deixe um comentário

Lava as tuas mãos no meu Amor

No silêncio e na disponibilidade interior dá lugar à presença de Deus em ti nesta semana.

Procura não desejar mais nem esperar demasiado de ti e desta semana de oração. Deixa-te ficar simples e pobre, disponível para Deus, na certeza do Seu Amor.

Tanto quanto possível, coloca-te à escuta dos teus irmãos, daquele ou daquela que esta semana mais necessita de ti. Deixa que eles ocupem o lugar principal e, diante deles, começa a tua semana de oração.

Marcador da Palavra para a 22.ª semana do Tempo Comum

Sede cumpridores da Palavra

Agosto 29, 2012 Deixe um comentário

A pureza ritual das purificações judaicas é incapaz de limpar o coração diante de Deus, diz-nos Jesus neste domingo.

A vida do cristão deve ser marcada pela diferença na oração e na prática da caridade, não por mero legalismo, mas porque são a manifestação exterior da relação interior que temos com Deus.

Superemos o mal com abundância de bem

Agosto 29, 2012 Deixe um comentário

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos.

A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela.

No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspetiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos.

A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.

UM RICO POBRE

Agosto 26, 2012 1 comentário

“As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida” (diz Jesus).

Era uma vez um homem muito rico. Possuía tantos negócios, tantas fábricas e tantos bancos, que todas as semanas recebia no seu palácio vários camiões carregados de dinheiro. Já não sabia onde colocá-lo, nem em que gastá-lo. De tudo o que gostava comprava: aviões, barcos, comboios, edifícios, monumentos, etc. Andava sempre à procura de coisas para comprar.

Até que chegou um dia em que este homem já tinha tudo. Não havia nada que não tivesse; tudo era seu. Mas havia uma coisa que não conseguia ter e, por mais que comprasse coisas, nunca a encontrava; era a alegria. Nunca encontrou uma loja onde a vendessem.

Empenhou-se em procurá-la, custasse o que custasse, porque era a única coisa que não tinha. Percorreu meio mundo à sua procura, mas não a encontrou.

Estando numa pequena aldeia, apercebeu-se de que um sábio velhinho o poderia ajudar. Vivia num alto de uma montanha, numa humilde e pobre cabana. Dirigiu-se até lá e quando o encontrou disse-lhe:

– Disseram-me que o senhor me poderia ajudar a encontrar a alegria.

O velhinho olhou-o com um sorriso nos lábios e disse-lhe:

– Bom, já a encontrou, amigo. Eu tenho muita alegria.

O homem, espantado, respondeu:

– O senhor? Mas se o senhor tem apenas uma pobre cabana e pouco mais!

O velhinho respondeu:

– É verdade, e graças a isso tenho alegria, porque vou dando tudo o que tenho a mais a quem o necessita.

O homem perguntou:

– E assim consegue-se a alegria?

O velhinho disse:

– Assim a encontrei eu.

O homem foi-se embora pensativo. Passado algum tempo, decidiu-se a dar tudo aquilo de que não precisava aos que necessitavam.

Com grande surpresa, descobriu que, fazendo isso já estava alegre. Tinha-se dado conta de que havia mais alegria em dar e fazer felizes os outros, que em receber e ter coisas sem as partilhar.

Questões:

  1. Que fazia o rico com tanto dinheiro e o que conseguia ter ?
  2. Quem lhe diz que o poderia ajudar ?
  3. Porque é que o velhinho tinha alegria?
  4. O que é que decidiu fazer o homem rico?
  5. Porque é que o homem rico quando tinha tantas coisas não conseguia estar alegre?
  6. Que entendes por ´sociedade de consumo’?
  7. Recorda momentos em que estiveste mais alegre e feliz. Estavas só ou acompanhado? Donde te vinha essa alegria?

A CAMINHO DO ANO DA FÉ

Agosto 24, 2012 Deixe um comentário

Uma equipa constituída pelo pároco e alguns leigos está a preparar a Celebração do Ano da Fé que o Papa Bento XVI quer que os cristãos se empenhem num “ritmo de Nova Evangelização”, celebrando o 50.º aniversário do Concílio Vaticano II.

Estamos a programar três etapas para o novo ano pastoral:

  • a 1ª etapa vai de outubro ao Natal para divulgação do Concílio;
  • a 2ª etapa vai de janeiro à semana santa, Páscoa, dia 31 de março em Grupos de Estudo, Visitas familiares do Concílio e Peregrinação conciliar, culminando com a Festa do Concílio;
  • a 3ª etapa vai ser a Escola Paroquial nos meses de abril e maio, culminando com um ‘Concílio’ ou Sínodo Interparoquial a 19 de maio, no Domingo de Pentecostes.

A tua palavra eleva-nos ao Céu

Agosto 24, 2012 Deixe um comentário

Tu tens palavras de vida eterna

Agosto 24, 2012 Deixe um comentário

Ao apresentar-Se como o Pão da Vida, Jesus exige uma adesão de fé à Sua Pessoa.

O Filho é o alimento divino e só por Ele nos vêm a Salvação e a Vida.

S. Paulo compreendeu que tudo sem excepção está sujeito a Cristo, que é n’Ele que tudo ganha sentido e unidade, como acontece entre marido e mulher. Por isso, como já de seguida nos diz Josué, é que todos devemos o culto ao mesmo e único Deus, mestre da História e libertador.

Porque é que tantas vezes O abandonamos?

Agosto 24, 2012 Deixe um comentário

A liturgia do 21.º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha.

Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egito e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz.

O Evangelho coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à ação de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos.

Na segunda leitura, Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser o lugar onde se manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja.

O ARMÁRIO DO PÃO

Agosto 24, 2012 Deixe um comentário

“Ditosos os que agora passam fome, porque serão saciados”. (diz Jesus)

Como era seu costume, Deus foi dar um passeio pela terra dos homens. E, como sempre, poucos eram os que O reconheciam.

Naquele dia passou diante de uma barraca onde estava um menino a chorar. Parou e bateu à porta. Apareceu uma mulher com cara de doente e disse:

– O que é que o senhor deseja?

Deus respondeu:

– Venho ajudá-la.

– Ajudar-me a mim? Vai ser difícil, pois ninguém o quis fazer até agora. Só Deus me poderia ajudar. O meu filho chora, porque tem fome e só me resta um pedaço de pão no armário. Quando o comermos, tudo terá acabado para nós.

Ao escutar isto, Deus começou a sentir-se mal. A sua cara tornou-se a de um doente, como a da mulher, e umas lágrimas, como as do menino, caiam-lhe pela face.

Deus perguntou:

– E ninguém te quis ajudar, mulher?

Respondeu ela:

– Ninguém, senhor. Todos me voltaram as costas.

A mulher ficou impressionada pela reação daquela pessoa. Pelo seu aspeto, parecia ser pobre como ela. Viu-o tão mal, com uma cara tão fraca que, pensando que ia a desmaiar, foi ao armário onde guardava o seu último pedaço de pão e oferece-lho. Quando Deus viu este gesto, emocionou-se muito e olhando-a nos olhos, disse:

– Não, obrigado! Tu precisas mais do que eu. Fica com ele e dá-o ao menino. Amanhã chegar-te-á a minha ajuda. Não deixes de fazer a ninguém o que fizeste comigo. E, dito isto, foi-se embora.

A mulher não entendeu nada, mas ficou-lhe gravado aquele olhar. Nessa noite, o seu filho e ela comeram o último pedaço de pão que lhes restava.

No dia seguinte, a mulher teve uma grande surpresa: o armário estava cheio de pão. Mas a surpresa foi ainda maior quando se deu conta de que, por mais pães que tirasse, nunca se acabavam. Naquela casa nunca mais voltou a faltar o pão.

Depressa compreendeu quem era aquele que lhe tinha batido à porta. Desde então, não deixou de fazer a ninguém o que tinha feito com Ele: partilhar o seu pão com o necessitado.

A pobreza e a fome, a solidariedade e a partilha Deus abençoa.

Questões:

  1. Porque é que eram poucos os que reconheciam a Deus?
  2. Porque é que Deus bateu àquela porta?
  3. Porque é que Deus ficou tão triste com tão mau aspeto e como é que a mulher reagiu?
  4. Que aconteceu no dia seguinte, no armário do pão?
  5. O que é que a mulher não deixou de fazer desde aquele dia e porque é Deus lhe propôs aquele gesto?
  6. Tu serias capaz de partilhar algo de que necessitas com outra pessoa também necessitada? Porquê?
  7. Há pessoas no mundo que passam fome e ninguém as quer ajudar, porquê.
  8. Que aconteceria no mundo, se todos fizessem o que Deus disse àquela mulher? Conheces alguém a fazer isso?

XX Domingo Comum B 2012 – Aproveitai bem o tempo

Agosto 16, 2012 Deixe um comentário

O teu pão leva-nos ao Céu.

A páscoa dos judeus sempre foi memorial da libertação da escravatura egípcia. Ao comerem a ceia, os hebreus tomavam consciência de ser o povo resgatado por Deus. Da mesma forma, nós, ao comungarmos, tomamos consciência do valor redentor do Mistério Pascal de Cristo.

Na primeira leitura, a Sabedoria de Deus, personificada numa dona de casa, convida os crentes a participar do seu banquete. O pão e o vinho, já no Antigo Testamento, eram tidos como símbolos que dão a vida em plenitude.