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IGREJA DIOCESANA

Hoje, celebramos o Dia da Igreja Diocesana. Ela é a porção do Povo de Deus, confiada a um Bispo para que ele com a ajuda dos seus padres, seja o seu pastor. Assim, “a Diocese ligada ao seu pastor e por ele congregada pelo Espírito Santo, graças ao Evangelho e à Eucaristia, constitui uma Igreja local, na qual está verdadeiramente presente e atuante a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica”(CD 11). Nós vamos celebrar os 50 anos do Concílio Vaticano II que veio trazer à Igreja uma dinâmica de renovação no que ela é e deve ser, na sua missão permanente e fundamental, na vocação específica dos seus membros, nas suas acções e atividades. E expressão disto é o Patriarca de Lisboa querer celebrar este Dia Diocesano no contexto da sua Visita Pastoral à Vigararia de Loures, com um programa recheado de atividades.

O Concílio Vaticano II trouxe não só uma nova eclesiologia, mas também uma nova pedagogia no campo pastoral. Assim, os leigos ganharam o seu lugar próprio, passando a participar na tríplice missão da Igreja. Na missão de ensinar: pelo testemunho contagiante da sua vida, pelas diversas formas de apostolado individual e associado, e mesmo pelo exercício de funções catequísticas e docentes.

Na missão de santificar, pela oração, pelo esforço de santificação pessoal e pelas funções ordinárias e extraordinárias do seu sacerdócio comum.

Na missão de governar, pelas diversas formas de colaboração com os pastores sagrados e, de forma específica, procurando infundir nas estruturas e dinâmicas temporais (familiares, sociais, políticas, económicas, culturais…) os valores e os critérios do direito natural e do Evangelho.

De uns tempos a esta parte tornou-se mais difícil viver a religião. Antes era simples. A Igreja era o centro de tudo. O que os padres pregavam e diziam era aceite sem discussão pela grande maioria. O padre ensinava os que iam à igreja e os que ficavam em casa, porque os pais, ouvindo transmitiam aos filhos. Rezava-se em família e procurava-se ser fiel à Igreja. Com a evolução da ciência e da técnica surgiram muitas mudanças, afetando as verdades da Fé e os conceitos religiosos. Começou a surgir um vazio espiritual. Com as transformações sociais a Igreja passou também a ser vista de maneira diferente, a ser criticada por uns, amada por outros e marginalizada por muitos. Por isso, os leigos despertaram para novas responsabilidades e tarefas na Igreja e na sociedade. Tornou-se necessária uma formação cristã dos adultos. Surgiu a Escola Paroquial e diversos cursos de formação laical. Surgiu uma nova maneira de ver a missão da Igreja: ao serviço dos pobres; uma Igreja “profética” que não cuide só do espírito, mas do corpo também (das obras da misericórdia).

Somos um povo peregrino. Temos a certeza e segurança do que já possuímos e pela esperança buscamos o que ainda nos falta. Não somos apenas peregrinos, somos também testemunhas de um Reino que já possuímos. Não somos um povo desta terra, somos Povo de Deus, caminhando neste mundo com uma missão divina, dando o verdadeiro sentido à história. Somos sal e luz. De duas maneiras a Igreja dá sentido à história: pela palavra de vida eterna, encaminhando os homens para Deus e denunciando os males que existem no mundo, e pela Eucaristia e os outros sacramentos.

Ultimamente a Igreja tem-se mostrado mais profética, tem denunciado injustiças e proclamado o Reino de Deus. A Igreja encara a sua missão evangelizadora como um “serviço” que ela presta à sociedade. O Patriarca apresenta neste Dia o Programa Pastoral para o novo ano e nele sublinha: “Há dois temas que o Santo Padre tem proposto à Igreja e que nós, aqui em Lisboa, vamos adotar como itinerário do próximo ano pastoral: o aniversário do Concílio Vaticano II e a nova evangelização, em que o Papa Bento XVI pede para fazermos deste ano um aprofundamento da nossa Fé”.

P. Batalha

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