Arquivo

Archive for Maio, 2012

MARCADOR DA PALAVRA PARA A 8.ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Mesmo depois de testemunharem as aparições de Cristo Ressuscitado, os apóstolos continuavam fechados nos seus medos.

No Dia de Pentecostes, o Espírito Santo fez ruir os muros do medo e da indecisão; e nunca mais deixou de haver gente destemida capaz de apostar a vida no anúncio do Evangelho.

O Espírito Santo garante a universalidade da Igreja, diversa… plural.

Agradece a Deus o dom da Igreja… e começa a tua semana de oração.

****************

MARCADOR DA PALAVRA PARA A 8.ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Anúncios

Solenidade do Pentecostes B 2012

Inundados pelo Espírito Santo, os apóstolos proclamaram, naquela manhã, os louvores de Deus. Cada um ouve-os falar na sua própria língua. Como nos explica S. Paulo na carta à comunidade cristã de Corinto, é desta diversidade, operada pelo Espírito Santo, que brota a verdadeira unidade. O Homem desiste do sonho de Babel e entrega-se confiado às inspirações do Espírito, numa atitude de docilidade e escuta. Depois do tempo histórico de Jesus de Nazaré, depois das aparições do Ressuscitado e da sua Ascensão aos céus, o Espírito Santo é chama acesa sobre o tempo da Igreja, esta saudade do futuro que nos aproxima de Deus e dos outros.

DAI TESTEMUNHO DESTE NOVO PRINCÍPIO CRIADOR

O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.

O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.

Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

MARCADOR DA PALAVRA PARA A 4.ª SEMANA DA PÁSCOA

A solenidade litúrgica deste domingo lembra-nos que, em Cristo, a nossa condição humana entrou definitivamente na eternidade de Deus.

É verdade que o nosso corpo se desgasta e gasta, que o sofrimento nos oprime e que a morte continua afazer parte da nossa herança, mas não é menos certo que, em Cristo, já conhecemos a vitória da Ressurreição e a plenitude da vida e, na Sua Ascensão, o nosso corpo já antecipa a eternidade em Deus.

Reza esta verdade da fé louvando o Senhor por todas as suas maravilhas.

MARCADOR DA PALAVRA PARA A 7.ª SEMANA DA PÁSCOA

Solenidade da Ascensão do Senhor B 2012

Revestido de poder divino, coberto de glória, Jesus manifesta-se pela última vez aos discípulos, confiando-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos.

A Ascensão inaugura o tempo da Igreja, ligando céu e terra. Agora, temos ali, sentado à direita do Pai, o poderoso Intercessor, que intercede continuamente por nós e nos envia o seu Espírito de amor.

Jesus é assim constituído Cabeça da Igreja e Senhor do universo. D’Ele recebemos continuamente a vida nova da graça, que nos faz desabrochar com infinita beleza no meio das tribulações do mundo.

CONTINUAR O PROJETO DE JESUS

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

No Evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, ajuda-os a vencer a desilusão e o comodismo e envia-os em missão, como testemunhas do projeto de salvação de Deus. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, através deles, a oferecer aos homens a vida nova e definitiva.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projeto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que se torna hoje presente no meio dos homens.

AMAI-VOS COMO EU VOS AMEI

Cristo veio para salvar todos os Homens, não apenas os judeus. O Seu amor é universal, sem fronteiras. Foi esta a grande conclusão a que chegaram os Apóstolos e, à cabeça deles, S. Pedro, como podemos confirmar na narração da conversão de Cornélio, de que nos dá conta a Primeira Leitura. Depois, o apóstolo João, fiel ao seu estilo, ensina-nos que o verdadeiro e autêntico amor deriva de Deus. Quem nasce de Deus ama, é considerado Seu filho e está animado pela Sua graça. Assim, tornados amigos de Deus, cabe-nos permanecer nesse amor para que a nossa ação dê frutos de paz e de alegria – a violência e a tristeza não vêm de Deus mas do coração amargo e reincidente no pecado.

JESUS ESTÁ VIVO PELO AMOR

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e dia a dia tornado presente na vida dos homens por ação dos discípulos de Jesus.

A segunda leitura apresenta uma das mais profundas e completas definições de Deus: “Deus é amor”. A vinda de Jesus ao encontro dos homens e a sua morte na cruz revelam a grandeza do amor de Deus pelos homens. Ser “filho de Deus” e “conhecer a Deus” é deixar-se envolver por este dinamismo de amor e amar os irmãos.

No Evangelho, Jesus define as coordenadas do “caminho” que os seus discípulos devem percorrer, ao longo da sua marcha pela história… Eles são os “amigos” a quem Jesus revelou o amor do Pai; a sua missão é testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. Através desse testemunho, concretiza-se o projeto salvador de Deus e nasce o Homem Novo.

A primeira leitura afirma que essa salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem exceção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher a oferta que Ele faz.

V DOMINGO DA PÁSCOA

S. Paulo pregava com coragem o nome do Senhor. De perseguidor converteu-se em testemunha de Cristo Ressuscitado. A sinceridade do amor não é uma questão de palavras, mas prova-se com os actos. O amor verdadeiro exige a entrega da própria vida pelos irmãos, no seguimento de Cristo.

Se queremos dar fruto, havemos de permanecer n’Ele, porque sem Ele nada podemos. Estaremos então em condições de pedir.

DEIXAS QUE DEUS ENRAÍZE NA TUA TERRA?

A liturgia do 5º Domingo da Páscoa convida-nos a reflectir sobre a nossa união a Cristo; e diz-nos que só unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira.

O Evangelho apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que dá os frutos bons que Deus espera. Convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que eles recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus.

A primeira leitura diz-nos que o cristão é membro de um corpo – o Corpo de Cristo. A sua vocação é seguir Cristo, integrado numa família de irmãos que partilha a mesma fé, percorrendo em conjunto o caminho do amor. É no diálogo e na partilha com os irmãos que a nossa fé nasce, cresce e amadurece e é na comunidade, unida por laços de amor e de fraternidade, que a nossa vocação se realiza plenamente.

A segunda leitura define o ser cristão como “acreditar em Jesus” e “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”. São esses os “frutos” que Deus espera de todos aqueles que estão unidos a Cristo, a “verdadeira videira”. Se praticarmos as obras do amor, temos a certeza de que estamos unidos a Cristo e que a vida de Cristo circula em nós.