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FESTAS NA VIDA DO HOMEM

Vamos brincar ao Carnaval!…

O Carnaval é uma festa do povo. Podemos dizer que nela se junta gente de todas as categorias sociais. Todos se misturam nas ruas para a folia com comida, bebida, música e dança. A sua origem é nitidamente pagã, mas a Igreja sempre soube batizar tudo o que é humano.

Nos primeiros séculos, a Igreja Católica não tinha expressão dentro do mundo greco-romano. Somente no século IV, o imperador Constantino publica o Edito de Milão (313 d.C.), que torna o catolicismo a religião oficial do Império e proíbe a perseguição de cristãos. A partir do século IV, a Igreja cria a estrutura das festas litúrgicas – Natal, Quaresma e Páscoa – dentro do calendário Juliano. Como a Igreja se rege por padrões éticos e morais, não permitia festividades pagãs na Quaresma. Então, as pessoas passaram a aproveitar os últimos dias antes do início da Quaresma para se divertirem. O carnaval é realizado justamente neste período e remonta às características das festas pagãs. Assim estas festividades pagãs foram situadas antes do início desse período – a mesma data atual – e ganharam o nome de “carne vale”, que em latim significa “adeus à carne”, ou seja, uma despedida dos chamados prazeres carnais, dos tais excessos que caracterizavam as Saturnálias e eram, como ainda são, reprovadas pela Igreja.

As festas são indispensáveis ao homem, ao seu ser social. O homem é um ser festivo. Fazem-lhe falta para a própria sobrevivência da humanidade. Por isso, se diz que das três regras para se viver bem – 1ª, comer metade, 2ª, andar o dobro – que a 3ª é rir o triplo. A festa é necessária à saúde. Mais ainda neste nosso tempo, marcado pelo pessimismo, pela desorientação, pelo desespero e em tantos pelo suicídio. Esta sociedade que está a ficar triste procura a festa a todo o custo em convívios, em boates, discotecas…

Porém as festas não são só para brincar, para desanuviar ou para jogar, mas também para celebrar. Por isso os primeiros cristãos começaram por celebrar o Domingo, o Dia da Ressurreição e a Festa da Páscoa tornou-se o centro do Cristianismo que envolve todas as nossas festas e a vida cristã. O Domingo é o Dia do Senhor ressuscitado – “o Dia que o Senhor nos fez… Demos glória ao Senhor Ressuscitado!… Alegram-se os corações dos homens, filhos de Deus; e de novo os Anjos cantam: Glória no alto dos céus… Levai a grande festa ao mundo inteiro; Proclamai às nações a Boa Nova, em Cristo, Deus e Homem verdadeiro!”…(da Liturgia Pascal). O Domingo é, pois, o Dia do Senhor Ressuscitado, dia para Deus e para os homens, dia do descanso semanal, espaço de liberdade, dia da família e dia da solidariedade, dia da Palavra de Deus e dia da Oração (da Instrução Pastoral).

E nós somos herdeiros de um Povo das Festas. O Povo da Bíblia celebrava com especial intensidade as Festas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos; mas a sua vida social e religiosa estava estruturada a partir das Festas, nascidas do ritmo pastoril ou agrícola: a Festa das Tendas, a Festa das Colheitas…

Todas as festas e romarias acarretam consigo valores significativos fundamentais na vida humana: a festa junta, congrega as pessoas; é sempre fonte de alegria para quem a celebra; quebra a rotina, renova a vida das pessoas e grupos; aproxima as pessoas, pondo-as lado a lado, nivelando-as (por exemplo o Carnaval, os Santos populares,…). A festa também é fonte de liberdade e de libertação das pessoas. A festa promove a esperança. É por isso que a Festa é sempre saudável e necessária.

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