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O DEUS DAS PORTAS ABERTAS

Com o Seu Natal, Jesus veio iniciar um tempo e um Homem novos. Começa por nascer numa casa de portas abertas, a gruta de Belém. Por isso, quando os magos chegaram não precisaram de tocar a campainha. O Menino que nasceu para nós é o Filho de Deus, o Príncipe da Paz, que está sempre disponível para nos acolher. Jesus não nasceu em Jerusalém, no fausto e no poder, mas em Belém, casa do Pão da Vida. Jesus encontra-se em Belém, na simplicidade e na pobreza.

Nós precisamos de trilhar o caminho dos quatro Magos: Baltazar, Melchior, Gaspar e Artaban da Pérsia. Eram sábios que sabiam interpretar sonhos e ler os sinais de Deus nos acontecimentos. Todos eles se deram conta do aparecimento de uma estrela, um sinal de Deus e viajaram para adorar Jesus e lhe ofertar as dádivas de ouro, incenso, mirra e joias (safira, rubi e pérola).

Precisamos de trilhar o caminho dos Magos. Qual o caminho ?  Primeiramente é preciso estarmos atentos aos sinais de Deus e termos o desejo de O adorar. “Onde está o rei dos Judeus, recém-nascido? Pois, nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. Em 2º lugar é preciso procurá-lo, onde se encontra. Não em Jerusalém, mas em Belém, não no aparato do poder, mas na simplicidade”

Oferecem-lhe presentes, voltando por outro caminho. A partir do encontro com o Messias, a partir da sua adoração, a partir da oferta de dons. Parece que aqui está a luz que ilumina os cristãos: a Fé em Jesus Cristo, a atitude de serviço que expressa o amor na oferta dos presentes

Jesus é o melhor presente de Deus a todos os povos.

A história de três Magos que chegaram a Belém para adorar o Menino Jesus e ofertar-lhe os presentes de ouro, incenso e mirra, já a conhecemos. Falta-nos, porém, conhecer o que aconteceu ao quarto Mago, Artaban, da Pérsia. Era médico e sábio, seguidor de Zoroastro. Era amigo dos outros três que como ele tinham visto a grande luz brilhante e uma nova estrela e combinaram partir para Jerusalém para ver e adorar o Prometido. Vendeu o que tinha e comprou as joias. Combinaram encontrar-se. Ele partiu no seu camelo e entretanto encontrou um homem caído no caminho. Desmontou-se, examinando-o, deu-o por morto e seguiu triste por nada poder fazer. Logo a seguir encontrou outro hebreu a morrer à sede. Pegou nele e levou-o para a sombra de uma palmeira e cuidou dele por muitos dias. Recuperado perguntou a Artaban: quem és tu? Ele respondeu: Sou Artaban e vou a Jerusalém à procura daquele que vai nascer: o Príncipe da Paz e Salvador de todos os homens. Não posso demorar-me. Deixo-te o que tenho: pão, vinho e ervas curativas. Em troco recebeu a bênção: “Que o Deus de Abraão, Isaac e Jacob o abençoe… Mas olhe que os nossos profetas dizem que o Messias deve nascer, não em Jerusalém, mas em Belém de Judá”. E prosseguiu ao encontro dos seus amigos que já não encontrou. E quando chegou a Belém também não viu o Menino que tinha emigrado para o Egito. E lá foi ele para o Egito. E Artaban passou por lugares onde a fome era grande. Fez a sua morada em cidades onde os doentes morriam na miséria. Visitou os oprimidos nas prisões, os escravos…ele não achou ninguém para adorar, mas muitos para ajudar! Ele alimentou os que tinham fome, cuidou dos doentes, e confortou os prisioneiros… Sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus podia estar, porque se ocupava dos pobres e infelizes. Passados 33 anos a perseguir os passos de Jesus em Belém, no Egito, na Galileia, Betânia, eis que chegou a  Jerusalém,  mas  já  era  tarde,  porque o Menino, agora homem, estava a ser crucificado naquele dia. As joias para Cristo, precisou delas para ajudar as pessoas que foi encontrando no caminho. Sobrou apenas uma pérola e o Salvador estava morto. Pensou o Mago Artaban: “Falhei na missão da minha vida!…” Quando assim pensava, ouve uma voz clara: “Ao contrário do que pensas, tu encontraste-me durante toda a tua vida! Eu estava nu e vestiste-me. Eu tive fome e deste-me de comer…Eu estava em todos os pobres do teu caminho… Muito obrigado por tantos presentes de amor!”

Em todos os dias deste novo ano consigamos descobrir em nós o quarto Mago… O verdadeiro espírito da solidariedade. Rezemos então: Eis-me aqui Senhor com o que tenho. Toma os meus braços para com eles envolveres quem está só. Toma as minhas mãos para com elas aliviares as dores de quem sofre. Toma o meu sorriso, para com ele confortares quem desespera. Toma o meu coração e toca-o com o fogo do teu amor. Faça-se como Tu queres e não como me apetece. Ámen.

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