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50 ANOS DE CONCÍLIO

Na passada terça-feira dia 11, celebrámos a memória litúrgica do beato João XXIII. Foi beatificado no dia 3 de setembro de 2000, ficando a sua memória litúrgica registada para 11 de outubro, data de abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965), com 2.500 Bispos vindos de todo o mundo. Assim realizava com emoção o seu mais audacioso projeto. Declara que, com o Concílio, a Igreja quer mostrar-se mãe de todos. No passado dia 11 iniciámos o ano 50 do Concílio. O Concílio Vaticano II foi um acontecimento histórico. João Paulo II chamou-lhe “um acontecimento providencial”.

A grande riqueza de conteúdo e o tom novo, até então desconhecido, com que as questões foram apresentadas pelo Concílio constituem um anúncio de tempos novos. É necessário dar a conhecer o Concílio às novas gerações, sublinhar sem desfalecer a sua importância, trabalhar com constância para que as suas intuições fundamentais sejam aplicadas e respeitadas. Há que fazer o esforço para que os textos conciliares sejam sempre, para a Igreja e para o conjunto dos fiéis, valiosos pontos de referência, tanto para o pensamento como para a ação. Mas sem se esquecer que esta é apenas uma etapa. Animados por esta alegre esperança para a Igreja e para o mundo, convidamo-vos a conhecer melhor e de modo completo o Concílio, a intensificar o seu estudo e aprofundamento, a compreender melhor a unidade e a riqueza de todas as constituições, Decretos e Declarações. Trata-se de os colocar em prática de maneira mais profunda: Comunhão com Cristo presente na Igreja (LG – sobre a Igreja), na escuta da Palavra de Deus (DV – sobre a Revelação Divina), na Liturgia Sagrada (SC – sobre a Liturgia), no serviço aos homens e de modo especial aos pobres (GS – sobre a Igreja no mundo). A mensagem do Concílio Vaticano II, como a dos Concílios que assinalaram a história da Igreja, não poderá produzir os seus frutos senão mediante um empenho perseverante e constante no tempo. Esta mensagem deve continuar a ser ouvida com o coração aberto e disponível.

Cada um e cada uma de nós batizados, segundo o próprio estado no mundo e na Igreja, recebe a missão de proclamar a Boa Nova da salvação para o homem em Jesus Cristo. Por isso, cada um e cada uma é chamado a exercer a própria responsabilidade. De igual modo, cada comunidade é chamada a aprofundar as exigências concretas do mistério da Igreja e da sua comunhão. A coragem e o discernimento hoje exigidos pela evangelização do mundo, podem encontrar no Concílio Vaticano II o seu dinamismo e a sua luz. Hoje, mais do que nunca o Evangelho ilumina o futuro e o sentido de toda a existência humana. Neste tempo, em que sobretudo entre os jovens, se manifesta uma ardente sede de Deus, uma renovada aceitação do Concílio pode de modo ainda mais profundo congregar a Igreja na sua missão de anunciar ao mundo a Boa Nova da salvação.

O Concílio foi convocado para a renovação da Igreja em ordem à evangelização do mundo que, por sua vez, passara por muitas transformações. Somos, pois, impelidos a responder aos novos desafios do mundo e às interpelações que, por Cristo sempre são postos ao mundo. Quer se tratem de desafios de ordem social ou de ordem económica ou política. É o grande desafio à nova evangelização.

Os Documentos do Concílio são, hoje, a “Carta Magna” da vida da Igreja!

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  1. Edna
    Novembro 14, 2011 às 01:33

    Quero saber mais sobre o concílio vaticano.achei estefato muito importante para nos ajudar nas mudanças de minha comunidade.

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