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Archive for Outubro, 2011

MARCADOR DA PALAVRA

Começa a tua semana invocando o Senhor e pedindo-Lhe que te permita ficares na Sua
presença. Sabes que nem sempre é fácil Pois há muitas coisas que solicitam a tua atenção. Procura libertar-te de tudo isso como quem tira a mochila das costas e se liberta do peso dos dias. Na certeza de que o Senhor nunca te deixa só, oferece-Lhe com alegria estes minutos de oração.

Marcador_para a 31.ª Semana do Tempo_Comum – ano A

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TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS DO POVO DE DEUS

A liturgia do 31º Domingo do Tempo Comum convida-nos a uma reflexão séria sobre a seriedade, a verdade e a coerência do nosso compromisso com Deus e com o Reino. De forma especial, as leituras deste domingo interpelam os animadores das comunidades cristãs acerca da verdade do seu testemunho, da pureza dos seus motivos, do seu real empenho na construção de comunidades comprometidas com os valores do Evangelho.

O Evangelho apresenta-nos o grupo dos “fariseus”. Critica violentamente a sua pretensão à posse exclusiva da verdade, a sua incoerência, o seu exibicionismo, a sua insensibilidade ao amor e à misericórdia. Mais do que informação histórica, é um convite aos crentes no sentido de não deixarem que atitudes semelhantes se introduzam na família cristã e destruam a fraternidade, fundamento da comunidade.

Na primeira leitura um “mensageiro de Jahwéh” interpela os sacerdotes de Israel. Convocados por Deus para serem “mensageiros do Senhor do universo”, para ensinar a Lei e para conduzir o Povo para Deus, eles deixaram-se dominar por interesses egoístas, negligenciaram os seus deveres, desvirtuaram a Lei. Eles são, por isso, os grandes responsáveis pelo divórcio entre Israel e o seu Deus. Jahwéh anuncia que não pode tolerar esse comportamento e que vai desautorizá-los e desmascará-los.

A segunda leitura apresenta-nos, em contraste com a primeira, o exemplo de Paulo, Silvano e Timóteo – os evangelizadores da comunidade cristã de Tessalónica. Do esforço missionário feito com amor, com humildade, com simplicidade, com gratuidade, nasceu uma comunidade viva e fervorosa, que acolheu o Evangelho como um dom de Deus, que se comprometeu com ele e que o testemunha com verdade e coerência.

MARCADOR DA PALAVRA

Olha devagar aquilo que te rodeia. Demora o teu olhar, sem pressas, nas pessoas ou nas coisas. Procura sinais da presença de Deus. Talvez também encontres sinais da ausência de Deus. Considera tudo isso à luz da tua fé no amor bondoso de Deus revelado em Jesus Cristo. Na certeza de que este amor se estende a todas as situações, começa a tua semana.

Marcador da Palavra para a 30.ª semana do Tempo Comum

O GRANDE MANDAMENTO É AMAR

A liturgia do 30º domingo Comum diz-nos, de forma clara e inquestionável, que o amor está no centro da experiência cristã. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.

O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.

A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a perpetuação de situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais débeis. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais débil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da órbita da Aliança.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã (da cidade grega de Tessalónica) que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida; e esse percurso – cumprido na alegria e na dor – tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego.

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50 ANOS DE CONCÍLIO

Outubro 15, 2011 1 comentário

Na passada terça-feira dia 11, celebrámos a memória litúrgica do beato João XXIII. Foi beatificado no dia 3 de setembro de 2000, ficando a sua memória litúrgica registada para 11 de outubro, data de abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965), com 2.500 Bispos vindos de todo o mundo. Assim realizava com emoção o seu mais audacioso projeto. Declara que, com o Concílio, a Igreja quer mostrar-se mãe de todos. No passado dia 11 iniciámos o ano 50 do Concílio. O Concílio Vaticano II foi um acontecimento histórico. João Paulo II chamou-lhe “um acontecimento providencial”.

A grande riqueza de conteúdo e o tom novo, até então desconhecido, com que as questões foram apresentadas pelo Concílio constituem um anúncio de tempos novos. É necessário dar a conhecer o Concílio às novas gerações, sublinhar sem desfalecer a sua importância, trabalhar com constância para que as suas intuições fundamentais sejam aplicadas e respeitadas. Há que fazer o esforço para que os textos conciliares sejam sempre, para a Igreja e para o conjunto dos fiéis, valiosos pontos de referência, tanto para o pensamento como para a ação. Mas sem se esquecer que esta é apenas uma etapa. Animados por esta alegre esperança para a Igreja e para o mundo, convidamo-vos a conhecer melhor e de modo completo o Concílio, a intensificar o seu estudo e aprofundamento, a compreender melhor a unidade e a riqueza de todas as constituições, Decretos e Declarações. Trata-se de os colocar em prática de maneira mais profunda: Comunhão com Cristo presente na Igreja (LG – sobre a Igreja), na escuta da Palavra de Deus (DV – sobre a Revelação Divina), na Liturgia Sagrada (SC – sobre a Liturgia), no serviço aos homens e de modo especial aos pobres (GS – sobre a Igreja no mundo). A mensagem do Concílio Vaticano II, como a dos Concílios que assinalaram a história da Igreja, não poderá produzir os seus frutos senão mediante um empenho perseverante e constante no tempo. Esta mensagem deve continuar a ser ouvida com o coração aberto e disponível.

Cada um e cada uma de nós batizados, segundo o próprio estado no mundo e na Igreja, recebe a missão de proclamar a Boa Nova da salvação para o homem em Jesus Cristo. Por isso, cada um e cada uma é chamado a exercer a própria responsabilidade. De igual modo, cada comunidade é chamada a aprofundar as exigências concretas do mistério da Igreja e da sua comunhão. A coragem e o discernimento hoje exigidos pela evangelização do mundo, podem encontrar no Concílio Vaticano II o seu dinamismo e a sua luz. Hoje, mais do que nunca o Evangelho ilumina o futuro e o sentido de toda a existência humana. Neste tempo, em que sobretudo entre os jovens, se manifesta uma ardente sede de Deus, uma renovada aceitação do Concílio pode de modo ainda mais profundo congregar a Igreja na sua missão de anunciar ao mundo a Boa Nova da salvação.

O Concílio foi convocado para a renovação da Igreja em ordem à evangelização do mundo que, por sua vez, passara por muitas transformações. Somos, pois, impelidos a responder aos novos desafios do mundo e às interpelações que, por Cristo sempre são postos ao mundo. Quer se tratem de desafios de ordem social ou de ordem económica ou política. É o grande desafio à nova evangelização.

Os Documentos do Concílio são, hoje, a “Carta Magna” da vida da Igreja!

MARCADOR DA PALAVRA

Toma consciência do que te rodeia. Olha à tua volta e procura a beleza de Deus.

Procura, sobretudo, estar desperto para ir ao encontro de quem precisa de ti.

Talvez não seja necessário muito: um gesto de carinho ou uma palavra de simpatia.

Procura que esta semana de oração te disponha para acolher com bondade quem quer que se aproxime de ti.

Marcador da Palavra – semana 29 do Tempo_Comum

É A GANÂNCIA DO DINHEIRO QUE PROVOCA AS CRISES

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir acerca da forma como devemos equacionar a relação entre as realidades de Deus e as realidades do mundo. Diz-nos que Deus é a nossa prioridade e que é a Ele que devemos subordinar toda a nossa existência; mas avisa-nos também que Deus nos convoca a um compromisso efetivo com a construção do mundo.

O Evangelho ensina que o homem, sem deixar de cumprir as suas obrigações com a comunidade em que está inserido, pertence a Deus e deve entregar toda a sua existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive a submissão ao poder político.

A primeira leitura sugere que Deus é o verdadeiro Senhor da história e que é Ele quem conduz a caminhada do seu Povo rumo à felicidade e à realização plena. Os homens que atuam e intervêm na história são apenas os instrumentos de que Deus se serve para concretizar os seus projetos de salvação.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser sua testemunha no meio do mundo, vive ancorada numa fé ativa, numa caridade esforçada e numa esperança inabalável.

MARCADOR DA PALAVRA

Coloca-te na presença do Senhor. Diz-Lhe: «Senhor Deus, aqui estou; estes momentos são apenas para Vós. Não quero reservar nada para mim: para as minhas preocupações, para os meus trabalhos».

Deixa o amor de Deus preencher toda a tua existência. Deixa-O iluminar os cantos mais escuros da tua vida.

Marcador da Palavra para a 28.ª semana do_tempo_comum

DEUS CONVIDA-NOS. QUEREMOS IR?

A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos.

Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus, na sua própria casa, vai oferecer a todos os Povos. Acolher o convite de Deus e participar nesse “banquete” é aceitar viver em comunhão com Deus. Dessa comunhão resultará, para o homem, a felicidade total, a vida em abundância.

O Evangelho sugere que é preciso “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus. A opção que fizemos no dia do nosso batismo não é “conversa fiada”; mas é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.

Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um exemplo concreto de uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive na dinâmica do Reino: a comunidade cristã de Filipos. É uma comunidade generosa e solidária, verdadeiramente empenhada na vivência do amor e em testemunhar o Evangelho diante de todos os homens. A comunidade de Filipos constitui, verdadeiramente, um exemplo que as comunidades do Reino devem ter presente.

MARCADOR DA PALAVRA

Sem Jesus, tudo entra em colapso.

O amor verdadeiro nunca engana nem defrauda, mesmo quando parece distante, reduzido a um eco quase impercetível; a sua força é a mesma.

É assim o amor de Deus para contigo, sempre a vir ao teu encontro, sempre disponível para te acolher.

Em atitude de quem deseja corresponder a tanto amor recebido, começa a tua semana.

Marcador_da Palavra para a 27.ª semana do tempo_comum – Ano A