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Archive for Setembro, 2011

MARCADOR DA PALAVRA

Procura Deus na tua oração. Sabes que Ele está presente? Provavelmente não sentes a Sua presença e esta ausência aparente dói como se fosse real, como se Deus estivesse noutro lado qualquer, surdo aos teus apelos. Se te sentes assim, permanece firme na tua oração sem desânimos e a seu tempo, o tempo de Deus, conhecerás a alegria da Sua presença.

Marcador_da Palavra para a 26.ª semana do Tempo_Comum – Ano A

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CADA SIM NASCE NO CORAÇÃO

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens. Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer “sim” a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus – um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

O Evangelho diz como se concretiza o compromisso do crente com Deus… O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas; mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que “dá boa impressão”, que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas é aquele que cumpre na realidade da vida a vontade de Deus.

A segunda leitura apresenta aos cristãos de Filipos (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) o exemplo de Cristo: apesar de ser Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projectos.

CAMINHOS DA ESPERANÇA

Como se costuma dizer: venho prestar contas da minha participação no Encontro Nacional da Pastoral Social que foi promovido, em Fátima, pela Conferência Episcopal Portuguesa.

O lema que norteou as várias e diversas reflexões temáticas foi este: “Desenvolvimento local, caridade global”.

Subjacente a todas as intervenções estava a crise mundial nas suas diversas formas. Há fatores para os quais se deve abrir os olhos: a especulação financeira, o facilitismo da economia do país com subsídios e ajudas que levou à destruição da agricultura, das pescas e até de alguma indústria, o golpe do poder financeiro mundial, a má gestão dos dinheiros públicos, o peso do Estado na economia, a economia paralela, o fator trabalho é o que menos recebe quando se faz a distribuição, o desemprego que leva muitas famílias a situações dramáticas, a banca serve-se das empresas em vez de estar ao seu serviço, …

Foi neste contexto da crise que o Papa Bento XVI publicou a encíclica “Caridade na Verdade” e que motivou a temática do Encontro do ano passado, “Para um desenvolvimento solidário”. e também a deste ano, “Desenvolvimento local, caridade global”.

Neste sentido sublinho a intervenção do Cardeal Tettamanzi que veio de Milão/Itália para nos falar de que “Não há futuro sem solidariedade”. Os egoísmos é que nos perdem, mas é dando as mãos que nos salvamos. Foi a partir da sua experiência que ele nos disse: «diante desta enorme e penetrante crise, que posso eu fazer? E nós, como Igreja de Milão, que podemos fazer? Senti que era necessário ter um gesto de verdadeira solidariedade, de partilha efetiva que, partindo da ajuda concreta a alguns, pudesse tornar-se motivo de reflexão e de conversão para todos. Na homilia da Noite Santa de Natal propus a instituição do “Fundo Família Trabalho”, não só como gesto concreto de ajuda aos núcleos familiares em situação de necessidade pela crise, mas ainda mais como sinal, como impulso para compreender que, face a situações como estas, é preciso repensar radicalmente as próprias escolhas de vida. Procurei fazer perceber que não é possível, numa sociedade avançada como a nossa, não compreender o valor da colaboração, da escuta recíproca, da partilha; que ter uma casa e um trabalho digno não é um privilégio, mas um direito; que não é aceitável o enriquecimento desmedido de poucos, indiferentes à indigência de muitos!».

É preciso passar à ação. Por isso se falou das “Implicações do amor político” e também da “Responsabilidade política, participação e desenvolvimento”. Outro tema muito bem tratado, com muitos exemplos práticos foi “Desenvolvimento local, sustentabilidade e bem comum”. Em consequência disto foram abordados os temas: “O trabalho em rede e coesão social”; “Estilo de vida, ambiente e futuro”. O Presidente da Cáritas Nacional, em ordem a cumprir-se a orientação da “Instrução Pastoral sobre a ação social da Igreja” (da CEP, 1997) exortou a que todas as paróquias tenham um serviço social, minimamente estruturado, apresentando por escrito umas “Indicações Práticas”. A grave crise social que nos atinge constitui um forte apelo. A comunidade cristã, para ser fiel à sua identidade e missão, procurará viver e estruturar-se de forma a manter vivo o serviço da caridade, ao lado do anúncio do Evangelho e da Celebração Eucarística.

MARCADOR DA PALAVRA

Vais começar mais uma semana. Contemplando o que te rodeia, vai agradecendo interiormente a bondade de Deus para contigo. Permite que a tua gratidão te coloque na presença de Deus, três vezes Santo: o Pai bondoso e misericordioso que te criou; o Filho que encarnou e te oferece, cada dia, a salvação; o Espírito Santo que te santifica e sustenta o mundo no amor.

Marcador_da Palavra para a 25.ª Semana do Tempo_Comum – Ano A

TODOS SOMOS CHAMADOS À TAREFA DE MELHORAR O MUNDO

A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.

A primeira leitura pede aos crentes que voltem para Deus. “Voltar para Deus” é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e acções reflitam a lógica, as perspetivas e os valores de Deus.

O Evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projeto.

MARCADOR da PALAVRA

Setembro 10, 2011 1 comentário

Sabes que o Santíssimo Nome de Maria é objeto de escárnio, que a sua memória é ofendida, por muitos que recusa a grandeza do amor? Esta semana, começa a tua oração diária repetindo palavras de louvor: «Alegra-te, ó Virgem Maria, porque o Senhor te encheu da sua graça»

Marcador da Palavra para a 24.ª Semana do Tempo_Comum – Ano A

O PERDÃO UNE AS MÃOS

A Palavra de Deus que a liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum nos propõe fala do perdão. Apresenta-nos um Deus que ama sem cálculos, sem limites e sem medida; e convida-nos a assumir uma atitude semelhante para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado.

O Evangelho fala-nos de um Deus cheio de bondade e de misericórdia que derrama sobre os seus filhos – de forma total, ilimitada e absoluta – o seu perdão. Os crentes são convidados a descobrir a lógica de Deus e a deixarem que a mesma lógica de perdão e de misericórdia sem limites e sem medida marque a sua relação com os irmãos.

A primeira leitura deixa claro que a ira e o rancor são sentimentos maus, que não convêm à felicidade e à realização do homem. Mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar ao irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser estragada com sentimentos, que só geram infelicidade e sofrimento.

Na segunda leitura Paulo sugere aos cristãos de Roma que a comunidade cristã tem de ser o lugar do amor, do respeito pelo outro, da aceitação das diferenças, do perdão. Ninguém deve desprezar, julgar ou condenar os irmãos que têm perspetivas diferentes. Os seguidores de Jesus devem ter presente que há algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. Tudo o resto não tem grande importância.

MARCADOR DA PALAVRA

Setembro 3, 2011 1 comentário

Começa esta primeira semana do novo ano pastoral invocando a presença do Senhor Deus.

Que Ele esteja contigo e te guarde onde quer que estejas. Que o Senhor te assista nos teus trabalhos e te conceda a paz interior. Que possas caminhar na Sua presença e viver segundo a Sua vontade, acolhendo e servindo com alegria quem quer que o Senhor coloque no teu caminho.

Marcador para a 23.ª Semana do Tempo_Comum

VAMOS TODOS RECOMEÇAR

Acabou o mês das férias e entrámos no mês do Recomeçar. Eis aí um novo ano pastoral para arrancar. Na Missa Vespertina do próximo Domingo, em Ribamar, vamos enviar a Celina, missionária, para Timor, e vamos enviar os Catequistas para a Missão da Catequese de um novo ano. Na Missão de evangelizar, a Catequese tem lugar privilegiado, nas Famílias em primeiro lugar e depois nas Paróquias.

É indispensável introduzir na Fé as crianças, aprofundar no conhecimento e na vivência os jovens e os adultos. Nenhuma pessoa está plenamente integrada na Fé, enquanto caminha neste mundo. Estamos sempre em crescimento. Somos sempre discípulos, isto é, aprendizes da Palavra do Senhor. Por isso, o nosso Bispo, D. José Policarpo, propõe como objetivo fundamental do Programa Diocesano Pastoral que Os cristãos e as comunidadesAssumam a Palavra de Deus como Luz para a vida”.

A finalidade da Catequese é a de fazer com que alguém se ponha, não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo. Para isso é preciso alguém que anuncie. Como diz S. Paulo: “Como hão de invocar aquele em quem não acreditaram? E como hão de acreditar naquele de quem não ouviram falar? E como hão de ouvir falar, sem alguém que o anuncie? E como hão de anunciar, se não forem enviados? Por isso está escrito: Como são bem-vindos os que anunciam o bem!” (Rom.10,14).

Ser catequista é um chamamento e vocação, é ser enviado pela Igreja em missão. Ser catequista é “alimentar-se da Palavra para ser servos da Palavra no trabalho da Evangelização”, como dizia João Paulo II. Ser catequista é aprender com Jesus a rezar, é estar em comunhão com a Igreja, é deixar-se formar pela Igreja para que em seu nome possamos transmitir as verdades da nossa Fé aos nossos catequizandos. Temos a missão de ajudar as crianças, adolescentes e jovens, a conhecer, a celebrar, a viver e a contemplar Jesus Cristo, e de os integrar na comunidade para que participem ativamente, na Liturgia Dominical.

“A preocupação constante de todo o catequista deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo de comportar-se, os ensinamentos e a vida de Jesus Cristo… Todos os catequistas deveriam poder aplicar a si próprios a palavra de Jesus: A minha doutrina não é tão minha como a d’Aquele que me enviou. Coisa semelhante fez S. Paulo: Eu aprendi do Senhor isto, que por minha vez vos transmiti” (CT.6). Sigamos o exemplo de S. João: “O que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos, o que as nossas mãos apalparam a respeito da Palavra da Vida…testemunhamos e vos anunciamos” (1Jo.1,1-4). O catequista é convidado a fazer esta experiência de S. João.

Porém, a Família é o lugar privilegiado, onde os filhos recebem dos pais a primeira evangelização. É no colo dos pais que devem balbuciar as primeiras orações. É vendo, ouvindo e experimentando o amor e a partilha na família que aprenderão a exercer a solidariedade e o amor para com o próximo. Por isso, pedimos aos pais que colaborem com os catequistas para bem dos seus filhos.