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Archive for Junho, 2011

MARCADOR DA PALAVRA – 13.ª semana do tempo comum

«Senhor da esperança mais funda, da esperança que não engana, fica comigo ao longo da minha semana». Faz tuas estas palavras, enquanto invocas a presença do Senhor e te colocas diante d’Ele para começares a tua oração diária. Pede-Lhe a graça de um tempo de Paz na Sua presença para que a tua oração dê frutos de esperança na tua vida e na vida daqueles que partilham o teu dia.

Marcador da Palavra para a 13.ª semana do tempo_comum_- ano A

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SER CRISTÃO

Nas leituras deste 13º Domingo do Tempo Comum, cruzam-se vários temas. No geral, os três textos que nos são propostos apresentam uma reflexão sobre alguns aspectos do discipulado. Fundamentalmente, diz-se quem é o discípulo (é todo aquele que, pelo batismo, se identifica com Jesus, faz de Jesus a sua referência e O segue) e define-se a missão do discípulo (tornar presente na história e no tempo o projeto de salvação que Deus tem para os homens).

O Evangelho é uma catequese sobre o discipulado, com vários passos. Num primeiro passo, define o caminho do discípulo: o discípulo tem de ser capaz de fazer de Jesus a sua opção fundamental e seguir o seu mestre no caminho do amor e da entrega da vida. Num segundo passo, sugere que toda a comunidade é chamada a dar testemunho da Boa Nova de Jesus. No terceiro passo, promete uma recompensa àqueles que acolherem, com generosidade e amor, os missionários do “Reino”.

Na primeira leitura mostra-se como todos podem colaborar na realização do projecto salvador de Deus. De uma forma direta (Eliseu) ou de uma forma indireta (a mulher sunamita), todos têm um papel a desempenhar para que Deus se torne presente no mundo e interpele os homens.

A segunda leitura recorda que o cristão é alguém que, pelo Batismo, se identificou com Jesus. A partir daí, o cristão deve seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida e renunciar definitivamente ao pecado.

DIA DA IGREJA DIOCESANA

Junho 18, 2011 1 comentário

Hoje, neste Dia da Santíssima Trindade, a nossa Diocese celebra o seu DIA. Nós fomos batizados em nome da Santíssima Trindade, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo – Comunidade de Vida e de Amor, para nos tornarmos assim como Deus. Assim nasce a Igreja para nos tornarmos parecidos com Deus. A nossa Diocese é assim gerada em Deus, com Ele e n’Ele. Por isso, a nossa Diocese é a Família, onde circula o Amor de Deus. Os Sacramentos e os Ministérios são os meios de que Deus se serve para alimentar e fazer crescer esta Família dos batizados.

Começamos a celebrar festivamente este Dia da Igreja Diocesana há 31 anos. Embora a nossa Diocese de Lisboa tenha nascido há mais de 1.700 anos.

Então o que é este Dia? O Cardeal Patriarca António Ribeiro ao criar esta comemoração escreveu: “É uma iniciativa de grande alcance que visa aprofundar a nossa consciência e o nosso sentido eclesial. Só na Diocese e pela Diocese, somos Igreja de Jesus Cristo. A Diocese é ponto necessário de convergência de todas as comunidades menores nela existentes e o elo indispensável de comunhão com a Igreja universal.”

 E o que é uma Diocese? O Concílio Vaticano II definiu-a assim: – “é uma parte do povo de Deus confiada aos cuidados pastorais de um Bispo, para que ele com a ajuda do seu presbitério seja o seu pastor. Assim a Diocese ligada ao seu Pastor e por ele congregada pelo Espírito Santo, graças ao Evangelho e à Eucaristia, constitui uma igreja local, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo, una, santa, católica e Apostólica” (C.D.11)

Esta ação da Igreja Diocesana procura reunir em torno do seu Bispo a Igreja de Lisboa numa expressão de comunhão e de unidade, com o objetivo de a sensibilizar para a Corresponsabilidade na Missão de Ensinar, própria do Bispo Diocesano. Eis porque a parte da manhã deste Dia da Igreja Diocesana é dedicada a estas temáticas: “Ministério do Bispo na Igreja Local”; “Leitura e Interpretação da Sagrada Escritura”; “A Palavra de Deus na Liturgia”; “Palavra de Deus e Nova-Evangelização”; “Palavra de Deus na Educação da Fé”; “Leitura Orante da Palavra”;

“Palavra de Deus e Vocação”; e “A Palavra de Deus nas Redes Sociais da Internet”.

Este ano tem a particularidade de comemorar os “50 anos ao Serviço da Palavra” do nosso Bispo D. José Policarpo que celebra 50 anos da sua ordenação sacerdotal.

A ele o saudamos… Por ele rezamos… Com ele damos graças a Deus!

P. Batalha

MARCADOR PARA A 12.ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Começa a tua semana invocando o Nome do Senhor. Coloca nessa invocação toda a tua alma, toda a tua mente, todas as tuas forças e experimentarás o poder benfazejo e pacificador do Nome Deus e a alegria da Sua presença. Invoca o Nome do Senhor dando graças por todos os bens que te concedeu e continua a conceder a cada momento.

Marcador da Palavra para a 12.ª semana do_Tempo_Comum

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A FÉ NÃO É A META, MAS O CAMINHO

CRER É IR SUBINDO PARA A LUZ

A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

Na primeira leitura, o Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem, autoapresenta-Se: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia.

Na segunda leitura, Paulo expressa – através da fórmula litúrgica “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” – a realidade de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor.

No Evangelho, João convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva. Nesta fantástica história de amor (que vai até ao dom da vida do Filho único e amado), plasma-se a grandeza do coração de Deus.

MARCADOR DA PALAVRA PARA A SEMANA DA ASCENSÃO

Começa a tua semana em atitude de louvor a Deus, presente na tua vida e sempre disponível para ti.

Deixa crescer em ti o desejo de Deus, o gosto por viver na Sua presença.

Procura que estes momentos de oração alimentem esse desejo de Deus e a tua vida irá sendo transformada à imagem do Amor que Deus é.

Marcador da Palavra para a Semana da Ascensão

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SE CRÊS, VE-LO-ÁS

Paisagem da Galileia

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projeto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.

UMA SEMANA PASCAL

Partilho convosco o que foi esta minha 5.ª semana da Páscoa; dias em que me ausentei da atividade pastoral para cuidar da minha perna, tratando-a com argila. Agradeço muito a quem me acolheu e tratou de mim com sabedoria e com dedicação. Vi neles o Amor de Deus. Por isso, dou graças a Deus: Senhor, eu Te agradeço por me teres enviado a celebrar esta Páscoa. Pelas pessoas e por este tempo que me deste para professar a minha Fé em Ti, reconhecendo que Tu és verdadeiramente o que tantas vezes Te dizemos: Creio em Deus Pai Todo-poderoso Criador e Senhor do Céu e a Terra. Como é bela a tua paternidade.

Nestes dias tive a graça de contemplar as maravilhas do sol, da chuva, do vento, dos campos, nesta extraordinária e vasta paisagem que tenho pela frente, avistando-se até à serra de Montejunto e às torres do convento de Mafra, com um matiz de campos semeados, outros de searas verdejantes, pomares e vinhas, zonas de pinheiros e de eucaliptos… que encanto. No meio de tudo isto habitam os homens, teus filhos meus irmãos, em diversas povoações que avisto daqui. Mas convidaste-me também a contemplar mais de perto a tua beleza nos animais e pássaros que me deste como vizinhos: duas galinhas poedeiras e um cão, o Bobi, com quem elas dormem, dando-se muito bem. Como tu me ensinas os teus mandamentos até pelo exemplo dos animais. Eles respeitam-se, até convivem com alegria. O cão é de uma obediência enternecedora. Vem à porta mete a cabeça, mas não entra. À palavra que se diz, ele obedece. Como temos de aprender até com os animais. E os passarinhos? Que beleza! Vêm saltitar à minha frente, chilreando e um casal de “ruivos” afadigam-se em trazer comer no bico para os seus filhotes que estão no seu ninho construído debaixo de um alpendre junto da minha porta e chilreando de contentes com o bico aberto para acolher a comida que os seus pais lhes trazem. É um cuco e são as rolas que nas árvores vizinhas vêm cantar para mim. Como é bela a tua criação. Graças Te damos Senhor. Mas além da alegre companhia destes seres, Vós me destes as árvores de fruto, com saborosas e deliciosas nêsperas e também a boa água de um poço.

Tantas outras coisas me dás todos os dias que são motivo para Te louvar e agradecer.

Creio em Jesus Cristo, teu Filho, nosso Redentor. Tu nos enviaste o teu Filho, a tua Palavra viva que ilumina a nossa existência, que nos faz pensar, abrindo os nossos olhos, libertando-nos do que nos oprime. Nestes dias utilizando uma alimentação mais natural, isenta de carne e peixe, utilizando sobre a minha doença a argila e agora os banhos de malvas e terebintina, com o própolis, descobri o caminho da minha libertação. Faz-me lembrar o episódio evangélico do cego de Jerico, em que Jesus lhe diz: “Vai, lava-te na piscina de Siloé”. Fui e converti-me, com a ajuda de um médico naturista.

Animado pelo Espírito vou seguir o caminho de vegetariano. Mudei de vida. Deixei hábitos alimentares. É, sem dúvida, uma mudança pascal.

P. Batalha