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VOCAÇÕES E FAMÍLIA

Celebramos neste mesmo dia, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e o Dia Internacional da Família que inicia uma semana dedicada à Vida. É Jesus que nos diz neste Domingo: “Eu vim para que tenham Vida e a tenham em abundância”.

Para esta Semana Nacional pela Vida os nossos Bispos escolheram como tema de reflexão “Escolhe a Vida e viverás”. Esta é a Vocação comum de todos nós. É nesta vocação à vida que se fundamentam “As Vocações de consagração” para servir a Vida, no ministério sacerdotal e em vida religiosa. Aliás, também o Matrimónio é uma vocação para servir a vida. A própria família é por vocação a comunidade de vida e de amor, em dinamismo constante e crescente e é dela que brotam as vocações de Consagração.

A família é, de facto, uma comunidade singular, que lhe permite ser, para os seus membros, e para a própria sociedade, uma força única por via dos seus valores, capacidades e oportunidades.

“No contexto social de hoje, marcado por uma luta dramática entre a ‘cultura da vida’ e a ‘cultura da morte’, importa desenvolver um forte sentido crítico, capaz de discernir os verdadeiros valores e  as autênticas exigências” (EV 95).

A família hoje enredou-se no consumismo: consumir parece ser a principal meta, de tal modo que se não puderem consumir caem facilmente no desencanto e na frustração.

O exagerado consumo é fruto da ânsia desordenada dos prazeres e comodidades. Mudou-se o “buscar o bem” pelo “passar bem”, quando o que importa é “praticar o bem”. Empurrou-se Deus para fora das Escolas, tirando-se o crucifixo, porque se pôs Deus da parte de fora da família. O Senhor Jesus insiste connosco: “EU vim para que tenham Vida e a tenham em abundância” – Ele é Vida e é o Amor.

Como recuperar Deus para o teu lar ou aumentar a presença de Deus na tua casa, na tua família ?

Dar consciência à Família do valor das suas capacidades, dos seus direitos e dos seus deveres, defendê-la das agressões. Cultivar nela o respeito e o diálogo ativo em si e com outras.

Porém, a mentalidade dominante considera a família como uma realidade privada, fechada dentro das 4 paredes do lar, donde se contemplam, sobretudo através do televisor, os problemas do mundo, mas sem ninguém se comprometer o mínimo em resolver esses problemas. Evidentemente que com esta mentalidade fechada e egoísta, os conflitos e injustiças da sociedade saem fora do âmbito da família.

Há que colocar o amor como centro da própria vida. Viver não para se afirmar sobre os outros com dinheiro ou poder, mas criando fraternidade, comunidade de irmãos em todos os ambientes, criando comunidades abertas. E Jesus diz-se: “eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Aprendamos e ensinemos isto na família. Esta é a vocação de todos.                                             

P. Batalha

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