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RECONSTRUIR PORTUGAL

Este país que queria ser rico empobreceu. Está à rasca e quase na bancarrota. Porquê? Como é que é possível que o país tenha feito a Revolução do 25 de Abril para criar mais condições de trabalho, mais justiça social, mais alegria de viver em solidariedade fraterna… (fizeram-se coisas tão bonitas de desenvolvimento…) e tenha caído, na última década especialmente, num país de escândalos de corrupção, de descalabro ético e na ruína. O povo embebedou-se com os milhares de euros que vinham da Europa e divulgou-se a atitude de ter um emprego, sem a correspondente responsabilidade do trabalho para produzir riqueza. Criámos uma mentalidade prática do facilitismo. O que vale é a esperteza. A desonestidade em pequena escala cresce e evolui até aos casos escandalosos da política. A riqueza produz-se trabalhando. Não é a gozar e a passear!

Entretanto, vamos a eleições. Será que elas vão mudar alguma coisa ? – Só mudarão, se os cidadãos mudarem de atitudes. É preciso a conversão dos governantes e do povo.

É preciso a Páscoa. É preciso que este país de morte ressuscite. A libertação da morte, da corrupção, da mentira, da desigualdade, da pobreza,… é precisa ! Levanta-te tu que dormes !

Libertemo-nos da mentalidade de ricos. Temos andado a enganar-nos, porque nós somos pobres, não somos ricos. Esbanjamos dinheiro em vaidades. Fazemos muitas coisas erradas e estamos sempre a criticar os governantes. Não compremos a crédito. Não compremos coisas de marca. Aprendamos a viver com menos coisas e a precisar mais dos outros. Pedir emprestado e emprestar alimenta e educa-nos na solidariedade. Ter todas as coisas para nos servir faz-nos autossuficientes e egoístas. Até por isso dispensamos Deus. Aprendamos e ensinemos a ser poupados. Aprendamos a gerir os dinheiros. Há que refletir sobre a vida e os seus problemas, aprendamos a respeitar a natureza, a valorizar o “ser” em detrimento do “ter”. Há que mudar de estilo de vida.

Temos de criar uma nova atitude – moldar uma nova atitude pela educação e pela cultura, seguindo estes princípios orientadores:

  1. A ética, como princípio básico;
  2. A integridade;
  3. A responsabilidade;
  4. O respeito pelas leis e regulamentos;
  5. O respeito pelos outros cidadãos;
  6. O amor ao trabalho;
  7. O esforço pela poupança e pelo investimento;
  8. O desejo da superação;
  9. A pontualidade.

Temos de ter a vontade de cumprir e ensinar estes princípios de funcionamento para construirmos um novo país. Temos de nos converter à verdade, ao bem comum, à moderação no consumo, dos hábitos de vida.

Temos de valorizar o trabalho como forma de combater a pobreza e a realização humana; e de cultivar também o voluntariado solidário.

P. Batalha

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