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COMO RESISTIR AO MAL?

Ontem, estivemos na Escola Paroquial em que o Diácono Carvalho da Silva nos pôs diante do mal, do pecado: Como resistir ao mal? Hoje, sábado, podemos ver o grande e famoso espetáculo O NAZARENO de Frei Hermano da Câmara. Que relação tem uma coisa com a outra? Muita. Porque o Nazareno, JESUS deu a sua vida para resgatar o homem do pecado curando-o dos seus males. O mal entrou no mundo pela desobediência. O Filho de Deus feito homem, viveu entre os homens, para os libertar da escravidão do pecado e os chamar das trevas para a sua luz admirável – pela Sua obediência à vontade do Pai. Por isso encarnou a nossa humanidade e deu início à Sua missão na terra proclamando a penitência, ao dizer: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

O Diác. Carvalho da Silva começou por lembrar a origem do mal no princípio. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança; entretanto, seduzido pelo demónio prefigurado na serpente deixou-se levar pelo tentador e desobedeceu a Deus. Lembrou-nos as tentações de Jesus no deserto, evocadas no primeiro domingo desta Quaresma, exaltando o egoísmo. O espírito do mal é uma realidade permanentemente tentadora, convencendo-nos que nada é mal, que nada é pecado. Mas ele gera permanentemente a divisão e a discórdia, degradando as nossas relações com Deus e com os outros. Nós até vamos na onda. Entretanto, Deus chama-nos pela voz da nossa consciência e nós tentamos esconder-nos nas desculpas: – Não fui eu!, acusando outros. O demónio é enganador. É armador de ciladas: Jesus chamou-o “pai da mentira”. O demónio nunca se apresenta como tal. Ele disfarça-se com aparência de bem. Ele faz-se nosso “amigo”. Quer ajudar-nos na busca da felicidade. Para isso mostra-nos alguma vantagem. A esposa/marido traído pelo outro é tentada/o a vingar-se praticando também o adultério. A quem está no desânimo, o demónio tenta com o vício. A quem crê firmemente, apresenta-lhe uma dúvida sobre a validade da Fé. Aos desesperados, aconselha o suicídio como fim do sofrimento. Depois do pecado percebemos que fomos iludidos. Então, arranjamos desculpas, atirando culpas para alguém. Também nisso o maligno tenta afastar-nos de Deus, fazendo com que nós não assumamos o próprio pecado para que não tenhamos que pedir perdão. O tentador usa de uma malícia que consiste em misturar a mentira com a verdade.

A desobediência à Lei de Deus mostra que o homem confia mais na proposta do demónio do que na Palavra de Deus. Rejeitando o plano de Deus, passa a caminhar sozinho na busca da felicidade. É isto o pecado. “Mas, agora, diz o Senhor: convertei-vos a Mim de todo o coração!” (Joel 2,12)

Jesus veio reparar este profundo estrago na humanidade, obedecendo ao Pai. Ele afirmava que o Seu alimento era fazer a vontade do Pai. Diz-nos S. Paulo: “Tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos são justificados” (Rom. 5,19). Santo Agostinho diz que ninguém está livre de tentações e que ninguém as pode vencer se não combater. Para as poder combater é preciso, primeiro, reconhecer que somos pecadores e seguir Jesus. “Quem quiser ser meu discípulo renegue-se a si mesmo, abrace a sua cruz de cada dia e venha comigo”

Temos de combater pela fidelidade ao Senhor que deu a Sua vida na cruz por nós e combater pela penitência: “Do fundo do abismo clamo por ti Senhor! Se tiveres em conta os nossos pecados, quem poderá salvar-se? Mas em Ti encontramos o perdão. Eu espero no Senhor. A minha alma confia na Sua Palavra”(Sl.129). Eis os passos para resistir ao mal:

  1. Reprovação dos nossos pecados;
  2. O perdão das ofensas;
  3. A oração;
  4. A escuta da Palavra;
  5. A esmola, dando-nos;
  6. A humildade. Esta é necessária em todas as outras.

É S. Paulo que nos aconselha: “Revesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir às ciladas do demónio…Ficai atentos… Sobretudo empunhai o escudo da Fé…Tomai a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus” (Ef. 6,10-18).

P. Batalha

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