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REDESCOBRIR O SENTIDO E O VALOR DO BATISMO

Esta é a proposta quaresmal dos nossos pastores da Fé: “Sepultados com Cristo no Batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (Col 2,12). Por isso, há que fazer da Quaresma “um caminho de purificação” rumo à Páscoa… “Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”. O Batismo é um Dom gratuito que “deve ser reavivado em cada um de nós”…

“Neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado participante da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rom,8). A consciência batismal “estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais… O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo”. (Papa Bento XVI)

Que havemos de fazer? Escutemos a Palavra de Deus que nos faz duas advertências: “Antes de mais, não faças nada para ser visto; e… convertei-vos a Mim de todo o coração…”. Que estas advertências encontrem em nós estes sentimentos: “Compadecei-Vos de mim, ó Deus, apagai os meus pecados… porque eu reconheço os meus pecados… Pequei contra Vós. Fiz o mal diante dos vossos olhos!”.

Um grande problema nos nossos dias é que, para muitos, já não há pecado. Uma das distorções mais perigosas da nossa cultura foi ter deixado de compreender a relação entre o pecado e o mal. Os pecados pessoais e, sobretudo, o pecado estrutural são causa de sofrimento e de morte para muitos. Por isso, converter-se e ser perdoado, não significa apenas tornar-se mais perfeito. Significa sanar as relações, desmontar a violência e libertar a vida.

O pecado é uma coisa séria. Tão séria que levou Jesus à morte; e Jesus deu a sua vida para nos resgatar do pecado.

O pecado tece uma teia em redor do homem. Muita gente vive presa nesta teia: corrupção, vícios, mediocridade, violência. Jesus torna-se solidário connosco para resistir ao pecado e vencê-lo.

Que havemos de fazer?” Devemos ser solidários com Cristo na sua “obediência”; ser solidários com os outros, em Cristo, em vez de “adorar” as riquezas e vantagens. (vd. 1º Dom.); devemos escutar a Deus como Abraão… largando o que nos prende: seguir o chamamento do Senhor; descobrir a renúncia libertadora, renunciando ao medo, ao comodismo, ao individualismo e outros vícios (vd. 2º Dom.)

Devemos abrir-nos e acolher a água viva de Jesus, o Seu Espírito, derramado em nossos corações.

Como nos ensinou a Escola Paroquial na 6ª feira. Devemos colocar-nos à escuta do Pai, com toda a confiança: “venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade.

“Pedi e dar-se-vos-á!”. Mas pedir o quê ? Peçamos o Espírito Santo… “Pois nós não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós” e vem em ajuda da nossa fraqueza.

P. Batalha

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