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Archive for Fevereiro, 2011

QUEM É JESUS CRISTO?

Fevereiro 28, 2011 Deixe um comentário

Um dia Jesus convidou os seus discípulos a subir ao monte consigo, porque andavam cheios de interrogações. Também nos convida agora a subir à Escola Paroquial para responder às nossas perguntas. Na abertura da Escola Paroquial o P. Batalha apresentou-nos o objetivo geral do 4º ano: “Qual o sentido da vida?” e o seu Hino: “Senhor, quanta alegria é encontrar-te...”

Reconhecemos as mesmas perguntas em tantos homens e mulheres do nosso tempo mergulhado numa situação de inquietação difusa que não nos é possível ignorar. É uma inquietação que percebemos também em nós próprios e que se exprime na questão presente no coração de muitos: Deus, quem és Tu para mim?  E eu, o que sou para Ti ? Que sentido tem a vida ? Jesus será para nós resposta às nossas perguntas ?

Um dia é o próprio Jesus que pergunta aos seus discípulos: O que é que o povo diz por aí a meu respeito? Naquele tempo as opiniões apontavam: João Batista ou Elias ou algum dos profetas. E hoje o que diz o povo? Alguns dizem que é um milagreiro, outros dizem que criou o mundo, que foi um grande filósofo, um grande revolucionário…

Meditemos nas perguntas: “Quem é Jesus para mim? Quem sou eu para Jesus ?

Nesta primeira sessão da Escola Paroquial, foi o P. Rui de Jesus quem nos ajudou, dizendo:

A grande novidade de Jesus foi, e é, Ele trazer-nos Deus. Nós conhecemos Deus por Jesus. Ele é o Deus connosco, o Emanuel. O grande desejo de Jesus é mostrar Deus e a sua obediência à vontade do Pai. Por isso Ele dizia:

O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou… porque não estou só, mas Eu e o Pai que me enviou”. E na terrível noite da agonia, Ele reza assim: “Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres

Só em Jesus é que ficamos a saber que Deus é Trindade e Comunhão de três pessoas. E quando um dia lhe perguntaram: “Onde está o teu Pai?”. Ele respondeu: “Não me conheceis a mim, nem ao meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai”. Noutro dia o apóstolo Filipe pediu-lhe: “Senhor mostra-nos o Pai!”, a que Ele respondeu: “Quem me vê a mim vê o Pai”. Aliás tudo o que fez foi para mostrar o Pai, o seu amor ao Pai e o Amor que o Pai nos tem. Ele mostrava a sua comunhão com o Pai. E os Evangelhos sublinham isso falando das muitas vezes que Jesus se retirava para falar, para rezar ao Pai; e ao ensinar-nos a orar propõe-nos estas palavras: “Pai nosso que estais no Céu…venha a nós o vosso Reino”. De Jesus falou o Pai no dia em que se apresentou a João Batista para ser batizado: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu encanto”. A partir daqui as multidões acorriam e maravilhavam-se com o seu ensinamento, porque ensinava como quem tem autoridade. Passou fazendo o bem, curando muitos doentes. “Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos… Quem é este, a quem até o vento e o mar lhe obedecem!?”. Foi, sem dúvida, o seu testemunho de amor e obediência que teriam levado, no Calvário, o centurião junto do crucificado a proclamar: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus”. E depois quem O procurava sepultado recebeu esta resposta: “Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado ? Ressuscitou; não está aqui!”.

Sim, Ele está vivo, hoje, na Sua Igreja. Acreditas nisto ?! Jesus é para mim apenas um mestre de vida ou é o meu Senhor, o Salvador da minha existência? A minha relação com ele  é a medida real da minha existência, unifica o meu coração e é o guia dos meus desejos?

P. Batalha

 

MARCADOR DA PALAVRA

Fevereiro 26, 2011 Deixe um comentário

«Vós, Senhor, sois o meu refúgio, de todo o perigo me guardarei.»

Vais começar mais uma semana de oração. É um ato de confiança no Senhor, uma afirmação silenciosa da tua esperança. O Senhor é o teu refúgio. Ele guarda-te do perigo de te refugiares em ti, nos teus desejos, nos teus interesses. Reza vencendo o teu egoísmo e caminhando alegre na presença do Senhor.

Marcador da Palavra – Semana 8 do Tempo Comum

NÃO PODEIS TER O CORAÇÃO REPARTIDO ENTRE DOIS SENHORES

Fevereiro 26, 2011 Deixe um comentário

A liturgia deste 8º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre as nossas prioridades. Recomenda que dirijamos o nosso olhar para o que é verdadeiramente importante e que libertemos o nosso coração da tirania dos bens materiais. De resto, o cristão não vive obcecado com os bens mais primários, pois tem absoluta confiança nesse Deus que cuida dos seus filhos com a solicitude de um pai e o amor gratuito e incondicional de uma mãe.

O Evangelho convida-nos a buscar o essencial (o “Reino”) por entre a enorme bateria de coisas secundárias que, dia a dia, ocupam o nosso interesse. Garante-nos, igualmente, que escolher o essencial não é negligenciar o resto: o nosso Deus é um pai cheio de solicitude pelos seus filhos, que provê com amor às suas necessidades.

A primeira leitura sublinha a solicitude e o amor de Deus, desta vez recorrendo à imagem da maternidade: a mãe ama o filho, com um amor instintivo, avassalador, eterno, gratuito, incondicional; e o amor de Deus mantém as características do amor da mãe pelo filho, mas em grau infinito. Por isso, temos a certeza de que Ele nunca abandonará os homens e manterá para sempre a aliança que fez com o seu Povo.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto a fixarem o seu olhar no essencial (a proposta de salvação/libertação que, em Jesus, Deus fez aos homens) e não no acessório (os veículos da mensagem).

ESCOLA PAROQUIAL

Fevereiro 26, 2011 Deixe um comentário

PantocratorTodos nós, os batizados, nascidos na Fonte pascal, que nos unimos a Cristo, aceitando a mesma confissão de Fé, os mesmos sacramentos e pastores, formamos a única Igreja de Cristo, espalhada por todo o mundo. “A Paróquia é a própria Igreja que vive entre as casas dos seus filhos e filhas”, ( João Paulo II – ChL,26). Para muitos, a Paróquia é só uma Igreja onde se oferece serviços religiosos. Mas não! A paróquia é, deve ser, sobretudo uma comunidade cristã. É um lugar onde vivemos o dom da comunhão, acolhendo-nos uns aos outros como irmãos, partilhando o que temos e trabalhando juntos na construção do Reino de Deus. A Paróquia cuida da formação, da educação da Fé dos seus filhos. Educa os cristãos para que conheçam, compreendam e vivam melhor a Palavra de Deus. Por isso cria canais formativos; e que são diversos: a Escola Paroquial, a Catequese, os Grupos juvenis, os Movimentos, a Igreja doméstica, por exemplo com o “Cantinho da Bíblia”… que educam a Fé para o amor, a justiça e a paz…A Paróquia ensina a orar e oferece ocasiões e ambientes de oração… Cuida da participação ativa e da celebração cristã do Domingo e da centralidade da Eucaristia dominical. Convida a adoração pessoal e comunitária de Cristo, presente na Eucaristia como sacramento permanente.

O Concílio Vaticano II devolveu a Bíblia ao povo de Deus. Depois de longos anos de afastamento, a recomendação de “facilitar a todos os fiéis o acesso à Sagrada Escritura” (DV.22) abriu-nos um tesouro salvador, uma luz a alumiar os nossos caminhos.

A Escola Paroquial quer proporcionar uma sólida reflexão e conhecimento que nos leve a trabalhar, ombro a ombro, na transformação da sociedade, comprometidos em favor do bem e da justiça, orientados pela Palavra de Deus

A Escola paroquial quer abrir-te a Bíblia para que a Palavra de Deus projete luz sobre as questões da vida, por exemplo: porque é que eu vivo ? São Paulo testemunha: “Para mim viver é Cristo !”. Sigamos as pistas que João Batista (Jo.11,30-40) deu aos seus discípulos e como eles ponhamos a questão: “Mestre onde vives?” – onde estás Senhor? Onde hei de buscar-Te? Indica-me o caminho!… Vem Senhor Jesus, à minha vida porque sem ti não me importa o irmão, não me importa quem sofre…Entretanto, escuta o que Ele te responde…Escuta o que Ele te pergunta: O que procuras ? Por que procuras ? Aceita-lhe os desafios: Vinde, vinde comigo e segui-me ! Bom será quando o teu coração possa dizer com sinceridade as palavras de Ezequiel (Ez. 6,23-38): “Tu és a água viva!…Inunda-me e tudo se transformará em mim! Infunde o Teu Espírito em mim!…”.

Vamos à Escola!…e com vontade de aprender com o Mestre. Ele é o Verbo incarnado que, fazendo-se homem nos veio ensinar a Viver.

P. Batalha

MARCADOR DA PALAVRA – Semana 7 do Tempo Comum

Fevereiro 19, 2011 Deixe um comentário

Quem reza, mesmo cansado ou sem vontade de repetir gestos e palavras, desperta uma nascente nunca antes vista, de onde nunca ninguém bebeu. Durante esta semana, faz a tua oração diária na certeza de que, ao rezares, fazes brotar no mundo a novidade de Deus e, por isso, tornas o mundo mais belo.

Marcador da Palavra – Semana 7 do Tempo Comum

AMA OS OUTROS COMO A TI MESMO

Fevereiro 18, 2011 Deixe um comentário

A liturgia do sétimo Domingo do Tempo Comum convida-nos à santidade, à perfeição. Sugere que o “caminho cristão” é um caminho nunca acabado, que exige de cada homem ou mulher, em cada dia, um compromisso sério e radical (feito de gestos concretos de amor e de partilha) com a dinâmica do “Reino”. Somos, assim, convidados a percorrer o nosso caminho de olhos postos nesse Deus santo que nos espera no final da viagem.

A primeira leitura que nos é proposta apresenta um apelo veemente à santidade: viver na comunhão com o Deus santo, exige o ser santo. Na perspectiva do autor do nosso texto, a santidade passa também pelo amor ao próximo.

No Evangelho, Jesus continua a propor aos discípulos, de forma muito concreta, a sua Lei da santidade (no contexto do “sermão da montanha”). Hoje, Ele pede aos seus que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém (nem mesmo os inimigos). É nesse caminho de santidade que se constrói o “Reino”.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto – e os cristãos de todos os tempos e lugares – a serem o lugar onde Deus reside e Se revela aos homens. Para que isso aconteça, eles devem renunciar definitivamente à “sabedoria do mundo” e devem optar pela “sabedoria de Deus” (que é dom da vida, amor gratuito e total).

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O LEGAL PODE SER INJUSTO

Fevereiro 13, 2011 1 comentário

Como dizíamos há dias, a propósito do Batismo, não é a inscrição na Escola que nos garante um diploma, como também não é uma certidão de batismo que nos garante a Salvação. Porventura, para ser bom pai ou boa mãe, basta que não se deixe faltar nada em casa e que se cuide dos afazeres domésticos? Para ser um bom filho basta ser dócil aos pais? Para ser bom professor que  se ensine as disciplinas? E a pontualidade só, basta para fazer um bom funcionário? Bastará uma qualidade para alguém ser bom ?

Pelo nosso comodismo cultivamos os mínimos.

Por exemplo a lei “Não matarás” entendemo-la como “não tirar a vida a ninguém”. O caráter pessoal ou comunitário da programação da lei desaparece no anonimato e não se vê a finalidade do bem comum. Não cumpre o 5º mandamento quem se contenta em não tirar a vida ao outro, mas é preciso também eliminar o ódio que se aninha no seu coração, bem como a palavra e a violência que tira a vontade de viver.

Jesus vem ensinar-nos a interpretar a lei segundo o espírito do Pai, indo mais além. Não nos dá normas que atrofiam, mas propõe metas para caminharmos. Os discípulos de Jesus, os que O seguem, não têm uma vida regulamentada, mas a vida orientada para Deus e para os irmãos como tarefa que nunca acaba. Ater-se à letra da lei é seguir a norma do mínimo esforço. É a mediocridade a opor-se à generosidade. Podemos “ser muito legais”, dizendo/pensando: Eu não mato, não roubo, não me meto com ninguém…sou boa pessoa. Sem dúvida. Porém, fica-se a ver o que não se faz.

Jesus convida o cristão, a não se contentar com ‘nãos’, mas a inventar ‘sins’ que saiam do coração. Para Ele, não basta ser bom com os bons, mas também ser bom para com os que são maus connosco. É que posso, de facto, não matar, mas odiar interiormente.

Os mandamentos são trilhos para não descarrilar, mas são mais do que isso, são colinas donde se avista o caminho a percorrer. Por exemplo na sua letra os mandamentos não dizem nada sobre política, mas o espírito de Jesus nos ensina de que hoje, para sermos justos, devemos transformar as estruturas da sociedade.

Por isso, Jesus veio trazer sabedoria aos pequenos; potenciar o melhor de nós mesmos; encher a nossa vida de sentido e do Seu Espírito; revitalizar a nossa história pessoal; mostrar-nos o valor da pobreza e da partilha; veio arrancar-nos da escravidão do poder, do dinheiro e do prestígio; veio falar ao coração de cada um de nós e empenhar-nos na construção do Seu Reino que é um Reino de vida e de santidade, de verdade e de liberdade, de justiça, de amor e de paz.

P. Batalha

MARCADOR DA PALAVRA – Semana 6 do Tempo Comum

Fevereiro 12, 2011 Deixe um comentário

Marcador da Palavra para a Semana 6 do Tempo Comum

Na segunda feira, dia 14, a Igreja celebra a festa litúrgica dos santos Cirilo e Metódio, primeiros evangelizadores dos povos da Europa de Leste e padroeiros da Europa. Esta semana, começa a tua oração tendo presente a história de fé de que és herdeiro. Agradece por aqueles que foram e são importantes na tua vida de fé. Diz os seus nomes. Recorda os seus rostos. Alegra-te, porque hoje és tu a levar por diante o anúncio do Evangelho.

SÓ SOMOS LIVRES QUANDO AMAMOS

Fevereiro 12, 2011 Deixe um comentário

A liturgia de hoje garante-nos que Deus tem um projeto de salvação para que o homem possa chegar à vida plena e propõe-nos uma reflexão sobre a atitude que devemos assumir diante desse projeto.

Na segunda leitura, Paulo apresenta o projeto salvador de Deus (aquilo que ele chama “sabedoria de Deus” ou “o mistério”). É um projeto que Deus preparou desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a sua pessoa, as suas palavras, os seus gestos e, sobretudo, com a sua morte na cruz (pois aí, no dom total da vida, revelou-se aos homens a medida do amor de Deus e mostrou-se ao homem o caminho que leva à realização plena).

A primeira leitura recorda, no entanto, que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a autossuficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

O Evangelho completa a reflexão, propondo a atitude de base com que o homem deve abordar esse caminho balizado pelos “mandamentos”: não se trata apenas de cumprir regras externas, no respeito estrito pela letra da lei; mas trata-se de assumir uma verdadeira atitude interior de adesão a Deus e às suas propostas, que tenha, depois, correspondência em todos os passos da vida.

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O NOVO BATISTÉRIO

Fevereiro 6, 2011 1 comentário

Gostaria de vos dizer que a ideia de um Batistério novo já vinha sendo falada antes de eu tomar conta da Paróquia.

Ultimamente tornou-se urgente porque a Pia Batismal se estava a desfazer.

Informo que a Pia Batismal foi para a Sala Polivalente, juntando-se à imagem do Cristo Ressuscitado que foi substituído por esta pintura de Cristo Salvador.

A ideia desta Fonte Batismal é um fruto da Escola Paroquial. Quando frei Herculano nos explicou as cartas de S. Paulo, especialmente a 1ª Carta aos Coríntios que nos fala do Batismo, mostrou-nos como eram os batistérios no princípio da Igreja; e mostrou-nos este modelo carregado de simbologia batismal. Já há várias igrejas modernas que têm este modelo.

Então, pedimos ao Engº Cláudio para fazer o desenho para implantar aqui este modelo que agora vedes;  e, depois, pedimos ao canteiro Vasco, que também é habilidoso, que executasse a obra; tanto mais que são dois filhos da nossa terra. E foram bastante felizes na sua concretização.

A eles devemos esta obra que já tem sido elogiada por muitas pessoas e colegas meus e alguns ,que tendo visto pela internet, me enviaram Parabéns.

Agora só faz falta uma imagem que complete este espaço.

É verdade que estou feliz por termos finalmente completado as obras da nossa Igreja. Confesso que tinha muita pena de me ir embora sem fazer esta obra. Quem se lembra desta igreja no princípio,  lembra-se como era vazia de um ambiente frio, agora sentimo-nos confortados e envolvidos pelo clima orante.

Demos Graças a Deus por ter sido possível chegarmos aqui.