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ENVIADOS A EVANGELIZAR

Marcador da Palavra para a 30ª Semana do Tempo Comum

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Neste Dia Mundial das Missões e a celebrar a Festa de Outono, com a Festa das Colheitas, “ao declinar do ano, recolhendo dos campos todos os seus frutos” (Êxodo 23,16), partimos para a missão de Jesus: “Como Eu vos fiz, fazei vós também. É também a ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às actividades dos Movimentos eclesiais um novo impulso missionário.

Tem este sentido a Festa das Colheitas que se celebra na Casa do Oeste: em que se agradece um ano de actividade e se compromete avançar para outro ano com renovados esforços e planos.

O papa Bento XVI, na sua mensagem para este dia, convida-nos “a aprender de Maria a contemplar o desígnio do amor do Pai sobre a humanidade, para a amar como Ele a ama”, promovendo um humanismo novo, fundado no Evangelho de Jesus.

A missão de ser “sal da terra e luz do mundo” é comum a todos os cristãos, padres e leigos. O Papa João Paulo II disse que é através dos leigos que a Igreja cumpre a sua missão evangeliza­dora no mundo: na política, na economia, na realidade social, nos meios de comunicação social, na família, na civilização do amor, na escola, na educação das crianças e adolescentes, no cam­po da ciência, da arte, da cultura e nas diversas profissões (CL 23)

Na Bíblia, há muitas comparações que mostram a necessidade da participação activa de todos na missão da Igreja, cada um com os seus dons.

Há que tomar consciência de que é toda a Igreja que é missionária e que, portanto, ser cristão implica necessariamente ser missionário, no local que habita, na função que exerce ou profissão que executa. O cristão, à partida, não necessita de outra vocação para ser missionário, porque é baptizado. Isso lhe basta. Porém, é verdade que Deus chama alguns para missões específicas e envia-os para outras terras, com vocações e carismas especiais.

É, pois, necessário, e preliminar, que comecemos por nos convertermos nós aos critérios e ao estilo de Jesus Cristo, ao como de Cristo: Como Eu vos fiz, fazei vós também! Temos de viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho credível, dando razão da nossa Esperança, como nos exorta o Papa.

Há que recordar o ensinamento que nos deixou Paulo VI: Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: “Eis que faço de novo todas as coisas”. No entanto não haverá humanidade nova, se não houver em primeiro lugar homens novos, pela novidade do baptismo e da vida segundo o Evangelho. A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; … ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e colectiva dos homens, a actividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios… procura chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação” (EN. 18 e 19).  Ide à Missão !

P. Batalha

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