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APRENDER COM MARIA

Neste Domingo, 10 de Outubro, a nossa Diocese promove um Encontro para as famílias, no Externato de Penafirme sobre “Educação cristã na Família e na Escola”.

Culmina neste dia “A Semana Nacional da Educação Cristã” e celebramos neste Domingo a Festa da Padroeira de Ribamar, Maria, Mãe da Igreja, Senhora de Monserrate – Ela, sendo a Mãe da Sagrada Família, é a discípula exemplar. Por isso aprendamos com Ela, o seu jeito de estar na família, trazendo-a para nossa casa, para a cozinha, para o nosso dia a dia de dona de casa, sem manto e coroa de rainha, mas com avental de cozinheira, mãos ensaboadas, na limpeza da casa, atarefada ao redor do fogão…Maria de Nazaré. Uma Maria ao lado das nossas mães… A grande Mãe de Deus com a sua vida simples e humilde, como ela se torna exemplo duma verdadeira filha de Deus, esposa exemplar, mãe e educadora. Queremos aprender com Maria, em fazer bem as coisas do dia-a-dia, por amor a Deus, com o olhar da Fé e da confiança em Deus. Aprendamos com Ela as suas disposições interiores nos grandes e pequenos momentos da sua vida. Quando o nosso olhar se detém em Maria vemos como se colocou ao serviço nos caminhos do amor.

Perante o desafio que Deus lhe fez, Ela interrogou-se e interrogou: “como vai acontecer isso, se não vivo com um homem?!”. Mostra espírito crítico, responsável, consciente. É no diálogo que percebe que a Deus nada é impossível e uma prova tem-na na sua prima Isabel que estava grávida, a que era estéril. Maria confia e dá a resposta: “Eis a serva…faça-se…”, o Sim da Fé comprometida com a vontade de Deus (Lc. 1,29…39).

Maria ensina-nos a dizer sempre a Deus: eis-me aqui…faça-se! Maria pôs-se a caminho e partiu apressadamente para casa de Isabel. O Espírito Santo desce sobre Maria e transforma-a na primeira missionária de Jesus: leva Jesus pelos caminhos dos homens e às famílias dos homens.

Leva-O à família do Baptista e esta família, pela boca de Isabel, faz a primeira profissão de Fé cristã. Todo o verdadeiro cristão diz a Jesus: Tu és o meu Senhor!

Maria a missionária que ensina a rezar: “A minha alma louva o Senhor, porque olhou para a sua humilde serva…”; depois clama por justiça em favor dos filhos de Deus desfavorecidos e injustiçados. Temos de aprender com ela esta dimensão social de comunhão e participação.

Porque Maria não estava a referir-se apenas a dar esmolas, vestir os nus, socorrer emergências, tapar buracos, estava a exigir uma situação mais estável, um estado de vida mais digno dos filhos de Deus; não estava a pedir apenas uma acção passageira, paternalista, mas sim, uma acção transformadora de situações, mudanças de estruturas pecaminosas, sistemas sociais de governo mais justos com todos os cidadãos. Desde o papa Leão XIII até este, Bento XVI, as exigências da “Questão Social” fazem parte integrante do próprio Evangelho. Haverá ainda, porventura, cristão que não saiba que os filhos que Deus criou não são espíritos, mas pessoas humanas com realidades humanas, sem as quais não podem viver como criaturas de Deus?…

Os Direitos humanos são direitos dos filhos de Deus…

O “Pai nosso” não pode ser dissociado do “Pão nosso de cada dia”… Jesus lembra isso em todo o Evangelho e Maria clama por esses direitos no seu Magnificat.

Olhemos para Maria, sigamos o seu exemplo. Eduquemo-nos assim na Família.

P. Batalha

 

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