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Archive for Outubro, 2010

CRISMAR-SE É COMPROMETER-SE

Outubro 30, 2010 1 comentário

A pouco mais de um mês da Festa da Imaculada Conceição, os nossos jovens preparam-se, de encontro em encontro, para a Grande Festa do Espírito Santo que é a Celebração do Crisma, naquele dia, 8 de Dezembro. Também Maria concebeu pelo poder do Espírito Santo.

Quem acreditar e for baptizado será salvo. Baptizar-se e crismar-se são sinais que identificam e marcam para sempre o verdadeiro cristão, pois “ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas” por toda a parte (Act.1,8). A quem acreditar Ele promete: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um Espírito novo”. Um dia, à noite, conversando com Nicodemos, Jesus apresentava a conversão do coração como condição necessária para entrar no Reino de Deus: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”(Jo. 3,3). É no coração do homem que acontecem as coisas mais importantes. É no interior do coração que existe o bom ou o mau tempo, a alegria ou a tristeza… Pois bem, quem se quer crismar é porque quer seguir Jesus. Doutra forma não faz sentido. Jesus exige dos seus seguidores “um coração novo”, para sentir tudo de forma diferente, para enfrentar a vida com atitudes novas, porque são as nossas atitudes que criam o mal, a divisão. O que Jesus nos pede é a renovação de todo o nosso ser, oferecendo-nos o seu modelo de vida, porque o nosso modelo está viciado. Fazemos muitas coisas que nos impedem de ser felizes, porque colocamos em primeiro lugar interesses egoístas, de auto-suficiência ou de lucro; ou porque queremos construir a nossa vida à margem dos outros.

Não viver a Fé em Jesus, como filhos de Deus; não viver voltado para os irmãos: não saber perdoar, viver sem compromissos, negando a ajuda e o serviço, mantendo atitudes egoístas, calando a verdade, levando uma vida vazia… tudo isto é pecado a purificar. Para seguir Jesus Cristo, o Homem novo, é preciso deixar o que é velho, tem-se de mudar profundamente. Jesus chama-nos à conversão, a uma vida nova, deixando-se conduzir pelo Seu Espírito. Jesus propõe-nos o seu Evangelho: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.

A conversão não é apenas mudança de ideais; é uma forma de viver, de reorientar a vida, de dar a Deus uma resposta diferente; é uma mudança que não pode ser vivida isoladamente, mas com os outros. Por isso, cada crismando deve escolher o Grupo para depois do Crisma: Escuteiros; Trilhos de Luz, ACN, JARC, MEJ, Grupo Coral, Acólitos, JMVicentinos, Grupo Paroquial de Teatro…no Renovamento Carismático, no PAS…

Quem segue Jesus vive em comunidade: “Eram assíduos ao Ensino dos apóstolos, às reuniões da comunidade, à fracção do pão(=a Eucaristia) e às orações. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum… os seus bens repartiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, com grande coragem. Em todos eles era grande a graça e cativaram a simpatia de todo o povo” (Act. 2,42ss). A Eucaristia (=Fracção do Pão) e a Comunidade (o Grupo) são dois compromissos fundamentais do Crisma.

Os crismandos que não pensam seguir este caminho devem adiar o Crisma para não trair Jesus. Não se pode viver a Fé verdadeira sozinho. Seguir Jesus exige um estilo novo de relacionamento com os irmãos, um estilo novo de viver a Fé dentro da família-Igreja, pois a Igreja é a comunidade dos que seguem Jesus. Jesus pelo Crisma envia-nos a ser d’Ele testemunhas: onde há alguém que sofre, envia-me a testemunhar a esperança; onde há pessoas e famílias que vivem no egoísmo e na desunião, envia-me a testemunhar o amor; onde existe doença e solidão, envia-me a testemunhar a misericórdia…..

O que Jesus pede aos seus discípulos é: “Vem e segue-me!… Como Eu fiz, fazei vós também!”

P. Batalha

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NA SEMANA DE TODOS OS SANTOS, PROCUREMOS SER SANTOS TAMBÉM

E TU? QUERES ENCONTRAR-TE COM JESUS?

Ruínas de Jericó (de 7.800 aC)

A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar o quadro do amor de Deus. Apresenta-nos um Deus que ama todos os seus filhos sem excluir ninguém, nem sequer os pecadores, os maus, os marginais, os “impuros”; e mostra como só o amor é transformador e revivificador.

Na primeira leitura um “sábio” de Israel explica a “moderação” com que Deus tratouos opressores egípcios. Essa moderação explica-se por uma lógica de amor: esse Deus omnipotente, que criou tudo, ama com amor de Pai cada ser que saiu das suas mãos – mesmo os opressores, mesmo os egípcios – porque todos são seus filhos.

Velho sicómoro de Jericó

O Evangelho apresenta a história de um homem pecador, marginalizado e desprezado pelos seus concidadãos, que se encontrou com Jesus e descobriu n’Ele o rosto do Deus que ama… Convidado a sentar-se à mesa do “Reino”, esse homem egoísta e mau deixou-se transformar pelo amor de Deus e tornou-se um homem generoso, capaz de partilhar os seus bens e de se comover com a sorte dos pobres.

A segunda leitura faz referência ao amor de Deus, pondo em relevo o seu papel na salvação do homem (é d’Ele que parte o chamamento inicial à salvação; Ele acompanha com amor a caminhada diária do homem; Ele dá-lhe, no final da caminhada, a vida plena)… Além disso, avisa os crentes para que não se deixem manipular por fantasias de fanáticos que aparecem, por vezes, a perturbar o caminho normal do cristão.

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ENVIADOS A EVANGELIZAR

Marcador da Palavra para a 30ª Semana do Tempo Comum

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Neste Dia Mundial das Missões e a celebrar a Festa de Outono, com a Festa das Colheitas, “ao declinar do ano, recolhendo dos campos todos os seus frutos” (Êxodo 23,16), partimos para a missão de Jesus: “Como Eu vos fiz, fazei vós também. É também a ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às actividades dos Movimentos eclesiais um novo impulso missionário.

Tem este sentido a Festa das Colheitas que se celebra na Casa do Oeste: em que se agradece um ano de actividade e se compromete avançar para outro ano com renovados esforços e planos.

O papa Bento XVI, na sua mensagem para este dia, convida-nos “a aprender de Maria a contemplar o desígnio do amor do Pai sobre a humanidade, para a amar como Ele a ama”, promovendo um humanismo novo, fundado no Evangelho de Jesus.

A missão de ser “sal da terra e luz do mundo” é comum a todos os cristãos, padres e leigos. O Papa João Paulo II disse que é através dos leigos que a Igreja cumpre a sua missão evangeliza­dora no mundo: na política, na economia, na realidade social, nos meios de comunicação social, na família, na civilização do amor, na escola, na educação das crianças e adolescentes, no cam­po da ciência, da arte, da cultura e nas diversas profissões (CL 23)

Na Bíblia, há muitas comparações que mostram a necessidade da participação activa de todos na missão da Igreja, cada um com os seus dons.

Há que tomar consciência de que é toda a Igreja que é missionária e que, portanto, ser cristão implica necessariamente ser missionário, no local que habita, na função que exerce ou profissão que executa. O cristão, à partida, não necessita de outra vocação para ser missionário, porque é baptizado. Isso lhe basta. Porém, é verdade que Deus chama alguns para missões específicas e envia-os para outras terras, com vocações e carismas especiais.

É, pois, necessário, e preliminar, que comecemos por nos convertermos nós aos critérios e ao estilo de Jesus Cristo, ao como de Cristo: Como Eu vos fiz, fazei vós também! Temos de viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho credível, dando razão da nossa Esperança, como nos exorta o Papa.

Há que recordar o ensinamento que nos deixou Paulo VI: Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: “Eis que faço de novo todas as coisas”. No entanto não haverá humanidade nova, se não houver em primeiro lugar homens novos, pela novidade do baptismo e da vida segundo o Evangelho. A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; … ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e colectiva dos homens, a actividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios… procura chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação” (EN. 18 e 19).  Ide à Missão !

P. Batalha

O SENHOR ESCUTA O POBRE

A liturgia deste domingo ensina-nos que Deus tem um “fraco” pelos humildes e pelos pobres, pelos marginalizados; e que são estes, no seu despojamento, na sua humildade, na sua finitude (e até no seu pecado), que estão mais perto da salvação,pois são os mais disponíveis para acolher o dom de Deus.

A primeira leitura define Deus como um “juiz justo”, que não se deixa subornar pelas ofertas desses poderosos que praticam injustiças na comunidade; em contrapartida, esse Deus justo ama os humildes e escuta as suas súplicas.

Escada para subir ao templo

O Evangelho define a atitude correcta que o crente deve assumir diante de Deus. Recusa a atitude dos orgulhosos e auto-suficientes, convencidos de que a salvação é o resultado natural dos seus méritos; e propõe a atitude humilde de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o dom de Deus. É essa atitude de “pobre” que Lucas propõe aos crentes do seu tempo e de todos ostempos.

Na segunda leitura, temos um convite a viver o caminho cristão com entusiasmo,com entrega, com ânimo – a exemplo de Paulo. A leitura foge, um pouco, ao temageral deste domingo; contudo, podemos dizer que Paulo foi um bom exemplo dessaatitude que o Evangelho propõe: ele confiou, não nos seus méritos, mas namisericórdia de Deus, que justifica e salva todos os homens que a acolhem.

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A CRISE DESAFIA A ESPERANÇA

Marcador da Palavra para a 29ª Semana do Tempo Comum

Cada vez mais todos falamos de “Crise”.

Preocupados com esta situação não podemos fechar os olhos e ficar a chorar. É certo que estas medidas que penalizam os salários dos trabalhadores e nos sobrecarrega com impostos, não serão as mais justas. Porque os cortes não deviam começar pelas despesas com os salários, mas deviam ser cortes nos gastos do Estado, extinguindo empresas, Comissões, Assessorias, institutos públicos… que são supérfluos, que consomem salários escandalosos… em vez de aumentar impostos.

Porém, o que se está a passar é um grande desafio a abrirmos os olhos. Importa conhecer as causas da crise para as poder atacar. Doutra forma estamos sempre a remendar e a tapar buracos.

Para além das causas técnicas da actual crise económica, tecnológica e social, há causas mais profundas, factores do actual mal-estar, que são espirituais e morais. Como diz o Papa Bento XVI: é uma crise de sentido do homem, da existência humana e do desenvolvimento humano (Cv. 34). Ou seja é uma crise espiritual, com origem na negação de Deus pelo homem.

Daí os problemas: as crises que se multiplicaram nas áreas dos negócios, da economia, do mercado, da tecnologia, do ambiente, da globalização e no próprio homem. O homem sente que é auto-suficiente e, não só substitui Deus, como O põe completamente de lado. Pensa que não deve nada a ninguém, a não ser a si mesmo; e acredita que só ele tem direitos.

É que, se por um lado, temos sede de justiça e dignidade, de fraterna igualdade, por outro deixamo-nos contaminar pelas ideias e modos de comportamento dos ricos, do consumismo, largamente difundidos pelos meios da comunicação social, nomeadamente a televisão.

Mas isto pode mudar. A esperança é possível.

Como ter esperança num tempo assim tão difícil? Que fazer para alterar este estado de coisas?

A esperança em dias melhores não pode cair das nuvens, nem é resultado de palavras bonitas. É preciso agir em solidariedade. E não se trata apenas de resolver os problemas de imediato, mas de forjar o Homem Novo de que Jesus Cristo Ressuscitado é o modelo. Torna-se, pois, cada vez mais necessário:

  • Ser voz reflexiva e activa na divulgação dos valores, à luz do Evangelho;
  • Promover uma cidadania responsável;
  • Educar para a valorização do trabalho como forma de combater a pobreza e como factor de realização e dignificação do Homem;
  • Trazer ao debate as questões relacionadas com a agricultura e a pesca;
  • Encontrar/formar uma bolsa de recursos humanos que nos permita fazer chegar a muitos outros este ideal de organização de uma sociedade com maior sentido de justiça, moral, cidadania e solidariedade, onde a distribuição da riqueza e a divisão do trabalho possam ser uma realidade concreta.

Temos de mudar de estilo de vida, desenvolver o sentido comunitário e uma nova mentalidade de gestão.

P. Batalha

 

O REINO ESTÁ DENTRO DE TI

Horto das Oliveiras onde Jesus orou sem decair

A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projectos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.

O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante dosofrimento do seu Povo… Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que temum projecto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.

A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da acção do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus… Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.

A segunda leitura, sem se referir directamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada… Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.

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APRENDER COM MARIA

Neste Domingo, 10 de Outubro, a nossa Diocese promove um Encontro para as famílias, no Externato de Penafirme sobre “Educação cristã na Família e na Escola”.

Culmina neste dia “A Semana Nacional da Educação Cristã” e celebramos neste Domingo a Festa da Padroeira de Ribamar, Maria, Mãe da Igreja, Senhora de Monserrate – Ela, sendo a Mãe da Sagrada Família, é a discípula exemplar. Por isso aprendamos com Ela, o seu jeito de estar na família, trazendo-a para nossa casa, para a cozinha, para o nosso dia a dia de dona de casa, sem manto e coroa de rainha, mas com avental de cozinheira, mãos ensaboadas, na limpeza da casa, atarefada ao redor do fogão…Maria de Nazaré. Uma Maria ao lado das nossas mães… A grande Mãe de Deus com a sua vida simples e humilde, como ela se torna exemplo duma verdadeira filha de Deus, esposa exemplar, mãe e educadora. Queremos aprender com Maria, em fazer bem as coisas do dia-a-dia, por amor a Deus, com o olhar da Fé e da confiança em Deus. Aprendamos com Ela as suas disposições interiores nos grandes e pequenos momentos da sua vida. Quando o nosso olhar se detém em Maria vemos como se colocou ao serviço nos caminhos do amor.

Perante o desafio que Deus lhe fez, Ela interrogou-se e interrogou: “como vai acontecer isso, se não vivo com um homem?!”. Mostra espírito crítico, responsável, consciente. É no diálogo que percebe que a Deus nada é impossível e uma prova tem-na na sua prima Isabel que estava grávida, a que era estéril. Maria confia e dá a resposta: “Eis a serva…faça-se…”, o Sim da Fé comprometida com a vontade de Deus (Lc. 1,29…39).

Maria ensina-nos a dizer sempre a Deus: eis-me aqui…faça-se! Maria pôs-se a caminho e partiu apressadamente para casa de Isabel. O Espírito Santo desce sobre Maria e transforma-a na primeira missionária de Jesus: leva Jesus pelos caminhos dos homens e às famílias dos homens.

Leva-O à família do Baptista e esta família, pela boca de Isabel, faz a primeira profissão de Fé cristã. Todo o verdadeiro cristão diz a Jesus: Tu és o meu Senhor!

Maria a missionária que ensina a rezar: “A minha alma louva o Senhor, porque olhou para a sua humilde serva…”; depois clama por justiça em favor dos filhos de Deus desfavorecidos e injustiçados. Temos de aprender com ela esta dimensão social de comunhão e participação.

Porque Maria não estava a referir-se apenas a dar esmolas, vestir os nus, socorrer emergências, tapar buracos, estava a exigir uma situação mais estável, um estado de vida mais digno dos filhos de Deus; não estava a pedir apenas uma acção passageira, paternalista, mas sim, uma acção transformadora de situações, mudanças de estruturas pecaminosas, sistemas sociais de governo mais justos com todos os cidadãos. Desde o papa Leão XIII até este, Bento XVI, as exigências da “Questão Social” fazem parte integrante do próprio Evangelho. Haverá ainda, porventura, cristão que não saiba que os filhos que Deus criou não são espíritos, mas pessoas humanas com realidades humanas, sem as quais não podem viver como criaturas de Deus?…

Os Direitos humanos são direitos dos filhos de Deus…

O “Pai nosso” não pode ser dissociado do “Pão nosso de cada dia”… Jesus lembra isso em todo o Evangelho e Maria clama por esses direitos no seu Magnificat.

Olhemos para Maria, sigamos o seu exemplo. Eduquemo-nos assim na Família.

P. Batalha

 

REZAR COM A PALAVRA – 28ª Semana do Tempo Comum

Marcador da Palavra.doc

Já pensaste quantas vezes te lembras de bem-dizer o Senhor? Bem-dizer, ou seja, dizer bem do teu Deus, louvar o bem que Ele faz na tua vida, na vida dos teus, no mundo à tua volta. Começa sempre a tua oração nesta atitude de dizer bem de Deus e procura que o teu bem-dizer tenha razões concretas: esta pessoa, aquele acontecimento e, sobretudo, o próprio Deus, porque Ele é o Deus da tua vida.

2ª feira, 11/OutubroGálatas 4, 22-31 – 5, 1

S. Paulo faz uma comparação daquelas duas mulheres (uma que gerou na escravidão e outra, na liberdade) com a nossa vida: foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. A quem vive na escravidão, Cristo convida para a verdadeira liberdade. O que me escraviza? Que medos, situações, relações, não me deixam ser livre?

3ª feira, 12/OutubroLucas 11, 37-41

É fácil cair numa religiosidade de ritos exteriores, vazios por dentro, sem lugar para o coração, sem relação pessoal com Deus. Jesus alerta para isso. Põe-te no lugar do fariseu e recebe Jesus em tua casa; deixa-O entrar no teu interior, fala com Ele como com um amigo: Como tem sido a tua relação com Jesus? Construída apenas com ritos exteriores, ou cheia de momentos de encontro e de intimidade?

4ª feira, 13/OutubroLucas 11, 42-46

Jesus é muito crítico com os fariseus e doutores da Lei. Acusa-os de falsidade porque cumprem a Lei mas passam ao lado da justiça e do amor e, tudo isto, numa atitude de ostentação. Estas palavras de Jesus tocam-me de alguma maneira?

5ª feira, 14/OutubroEfésios 1, 1-10

Nesta carta, S. Paulo parece explodir de alegria e paz por tudo o que Deus fez por nós através de Jesus Cristo. Nele Deus nos abençoou com toda a espécie de bens espirituais. Quais são as graças que eu hoje Lhe quero agradecer?

6ª feira, 15/Outubro – Lucas 12, 1-7

É difícil assumir a nossa fé e os seus valores. A sociedade oferece-nos outros caminhos muito diferentes dos propostos por Jesus. É preciso coerência e coragem para ser cristão no dia-a-dia. Em que realidade da minha vida preciso demonstrar mais claramente que sou cristão?

Sábado, 16/Outubro – Salmo 8, 2-7

Todos fazemos, de um modo ou de outro, a experiência da oração que não encontra resposta. Oração batida pelo vento seco e frio do Inverno. Quando a solidão nos atinge, mesmo se rodeados por aqueles que mais amamos, seria bom se pudesse ouvir a Tua voz, se visse o Teu rosto, se sentisse a Tua presença. Se te encontrar nessa desolação de quem procura e nada encontra, deixa-te ficar, persiste na estrada longa e poeirenta, a seu tempo, ela há-de conduzir-te à Casa do Pai.

RECEBEMOS O REINO AGRADECIDOS?

 

Jenin, lugar dos dez leprosos (entre GalileIa e Samaria)

 

A liturgia deste domingo mostra-nos, com exemplos concretos, como Deus tem um projecto de salvação para oferecer a todos os homens, sem excepção; reconhecer o dom de Deus, acolhê-lo com amor e gratidão, é a condição para vencer a alienação, o sofrimento, o afastamento de Deus e dos irmãos e chegar à vida plena.

primeira leitura apresenta-nos a história de um leproso (o sírio Naamã). O episódio revela que só Jahwéh oferece ao homem a vida e a salvação, sem limites nem excepções; ao homem resta acolher o dom de Deus, reconhecê-l’O como o único salvador e manifestar-Lhe gratidão.

Evangelho apresenta-nos um grupo de leprosos que se encontram com Jesus eque através de Jesus descobrem a misericórdia e o amor de Deus. Eles representam toda a humanidade, envolvida pela miséria e pelo sofrimento, sobre quem Deus derrama a sua bondade, o seu amor, a sua salvação. Também aqui se chama a atenção para a resposta do homem ao dom de Deus: todos os que experimentam a salvação que Deus oferece devem reconhecer o dom, acolhê-lo e manifestar a Deus a sua gratidão.

segunda leitura define a existência cristã como identificação com Cristo. Quem acolhe o dom de Deus torna-se discípulo: identifica-se com Cristo, vive no amor e na entrega aos irmãos e chega à vida nova da ressurreição.

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