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Archive for Abril, 2010

SÓ VOS DOU UM MANDAMENTO: AMAR

Monte do Cenáculo onde Jesus disse o evangelho de hoje

O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.

No Evangelho, Jesus despede-Se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

Na primeira leitura apresenta-se a vida dessas comunidades cristãs chamadas a viver no amor. No meio das vicissitudes e das crises, são comunidades fraternas, onde os irmãos se ajudam, se fortalecem uns aos outros nas dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projecto que motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de quem ama, aos confins da Ásia Menor.

A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade de chamados a viver no amor.

in ecclesia

Pedimos-Te, Senhor, que nos ajudes
a recuperar um coração sensível
que se mostre interessado
pelas penas e alegrias
do nosso mundo.
Um coração como o Teu,
aberto às necessidades dos outros,
dolorido perante o sofrimento alheio,
pronto a sair ao encontro
de quem necessite de nós;
um coração que se derrame
nas nossas mãos e nos nossos lábios,
que fale de proximidade e de amor,
uma linguagem de autênticos irmãos.
Isabel Gómez-Acebo

PORTUGUÊS

CASTELLANO
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MISSÃO E VOCAÇÕES !

Ser cristão é ser missionário; se o cristão não é missionário, é porque está a faltar à sua vocação. Quem quer ser baptizado é porque quer seguir Jesus Cristo, ser testemunha d’ Ele, ser missionário. Quem quer ser crismado é por que decidiu ser missionário mais empenhado na sua vida quotidiana. Ser crismado para ser padrinho é para prestar uma ajuda nos primeiros passos do compromisso cristão dos afilhados e a sua vida possa servir de modelo aos afilhados. Porque se um padrinho não cuida de viver a sério a sua vida cristã, não pode ajudar nem servir de exemplo ao afilhado.

A vocação baptismal é missionária.

É nesta vocação primeira que assentam as vocações de serviço e consagração, tão necessárias no mundo e na Igreja.

Numa sociedade que preza tanto o ter, em que parece campear a aspiração sempre renovada do bem-estar e conforto, que tão frequentemente se deixa fascinar pelo luxo, em contraste directo com gritantes misérias, o desenvolvimento, a partilha e a solidariedade, são desafios para todos.

As tarefas da Igreja e na Igreja são múltiplas: do ministério aos serviços simples e escondidos e aos trabalhos que exigem cultura, junto de pessoas em diversas condições; mas sempre próximos das pessoas. Por isso, o Espírito tem suscitado muitas iniciativas para responder aos vários apelos e necessidades dos tempos e lugares; e o primeiro meio e caminho mais eficaz na missão é o testemunho de vida. E uma exigência do testemunho passa pelas vocações de consagração, nomeadamente, a sacerdotal para a proclamação do anúncio da Salvação de Cristo Jesus que há-de ser sentido, como disse Pedro: “Não podemos deixar de falar”, para lançar a semente da Verdade e do Bem, envolvendo a escuta da Palavra de Deus com meditação e oração.

A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Este apelo é para todos os que neste problema estão implicados – e é afinal todo o Povo de Deus – a dedicarem toda a boa vontade ao campo das vocações: pela oração insistente, pelo exemplo, sobretudo da parte dos já escolhidos, e nas famílias e escolas.

A vós jovens se propõe que definam um ideal, amai a vida e dai-lhe uma finalidade nobre. Deveis, por isso, falar muito a Deus dos homens para depois poderdes falar aos homens de Deus. Digo-vos: “há três ‘muitos’ que recompensam outros três: muito estudo, muita ciência; muita reflexão, muita sabedoria; muita virtude, muita paz”.

Cristo Ressuscitado também nos chama, dizendo-nos: “Sereis minhas testemunhas!”; e olhai para tantos que nos precederam com o seu exemplo. Coragem!

P. Batalha

MARCADOR PARA A 4ª SEMANA DA PÁSCOA

>> Marcador_da_Palavra_Pascoa4-C << (versão para imprimir)

Se te sentes alegre, deixa a tua alegria transparecer e contagiar os que vivem contigo. Se te sentes triste ou em sofrimento, fica unido a Jesus crucificado e deixa que a tua dor seja transfigurada pela alegria do Ressuscitado. A tua oração, alegre ou sofrida, será sempre um cântico de louvor.

EU VOS CONHEÇO UM A UM

O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.

O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.

A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas “ovelhas” cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.

A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.

NÃO TENHAS MEDO !

O laicismo intensificou a sua guerra ao cristianismo. É a guerra do ateísmo à Igreja.

Acreditemos na promessa de Jesus: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos!” Portanto não tenhais medo! E a Pedro disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16,18).

Os cristãos sempre sofreram perseguição, desde o princípio. Chesterton, em 1908, dizia que o cristianismo foi atacado por todos os lados e com todos os argumentos, por mais que esses argumentos se opusessem entre si.

Por exemplo acusaram a Igreja de ser culpada de terríveis perseguições religiosas, étnicas e sociais, amiga de câmaras de tortura, chacinas, genocídios; no entanto, a história de 2000 anos dos cristãos é feita de caridade, de mediação, de pacifismo. Tudo o que o nosso tempo sabe de direitos humanos, diplomacia, cooperação e tolerância, foi bebê-los a autores cristãos.

A seguir vieram os marxistas atacar a Igreja por ser contra os proletários e a favor dos ricos; quando é evidente o cuidado permanente dos cristãos pelos pobres e infelizes, e as maravilhas sociais da solidariedade católica no apoio aos desfavorecidos.

Agora, à Igreja é apontada a pedofilia. Ninguém tem mais desregramento sexual que a sociedade do nosso tempo. Nenhuma entidade tem feito mais pelo equilíbrio da sexualidade e a moralização da vida pessoal da humanidade do que a Igreja.

Evidentemente que as acusações partem de algo verdadeiro, porque se a Igreja é santa na sua origem e nos seus fins, entretanto, é pecadora nos seus membros militantes. A Igreja não pode condescender nunca com tal prevaricação. Jesus dirige uma condenação severa aos pedófilos e a quantos são motivo de escândalo para os mais novos. Daí o Papa Bento XVI reconhecer tais abusos e pedir perdão às vítimas de tais crimes cometidos. Mas acrescentou algo mais: o Papa também toma sobre si a dor das vítimas e chama os responsáveis por tais crimes à conversão, ao arrependimento, à penitência e a buscar o perdão de Deus.

Entretanto, sabemos que a insinuação gravosa publicitária de padres pedófilos tem o objectivo de denegrir a Igreja e o seu Pastor, com uma campanha de perguntas, tais como esta: Quem mandará ainda as suas crianças à Igreja?! Por isso, a intenção não é apenas contra a pessoa do Papa, porque Bento XVI tornou-se invencível na sua imagem, na sua serenidade, na sua limpidez, firmeza e doutrina. Basta o seu sorriso manso para derrotar um exército de adversários.

E nós vamos usufruir da graça de o ter entre nós, dentro de poucos dias. Vamos recebê-lo com muito carinho, com muita oração e com muita atenção ao que ele nos vem ensinar. Saibamos combater esta guerra com as armas da Luz da Fé. Este é o tempo do testemunho da fidelidade, da união e do empenhamento evangelizador, para que a nossa Fé seja mesmo em Jesus Cristo e na sua, com consciência da 9ª Bem-aventurança: Bem aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem, por minha causa (Mt. 5,11)

P. Batalha

MARCADOR DA PALAVRA PARA A 3ª SEMANA DA PÁSCOA

>> Marcador_da_Palavra_Pascoa3-C << (versão para imprimir)

>> Marcador_da_Palavra_Pascoa3-C-pdf << (versão para colocar na Bíblia)

Senhor Deus, há tantas coisas à minha volta e dentro de mim, tantas coisas que enchem a minha vida. Mas agora, Senhor, neste momento e nos próximos dias, quero ficar só contigo. Fica comigo Senhor! Eu sei que Tu estás sempre comigo, mas é muito fácil esquecer-me; por isso Te digo outra vez: fica comigo Senhor!

Senhor, Tu sabes que sempre Te amei,
e continuo a amar-Te;
Tu sabes que Te amo.
Apesar de que me custa descobrir-Te entre as pessoas,
apesar de ser lerdo em ver-Te vestido de pobre,
Tu sabes que Te amo.
Apesar das minhas dúvidas de fé,
da minha esperança vacilante,
e do meu amor possessivo,
Tu sabes que Te amo.
Eu Te amo, Senhor,
porque Tu me amaste primeiro, porque sempre confias
nas possibilidades que tenho a fim de ser, junto a Ti,
aqui no meu posto,
servidor fraterno.

F.Ulibarri

UNIDOS A JESUS OS FRUTOS SÃO ABUNDANTES

Lago da Galileia

A liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projecto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.

A primeira leitura apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusalém dá de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projecto libertador de Jesus testemunhado pelos discípulos, o cristão deve antes obedecer a Deus do que aos homens.

A segunda leitura apresenta Jesus, o “cordeiro” imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva; em contexto litúrgico, o autor põe a criação inteira a manifestar diante do “cordeiro” vitorioso a sua alegria e o seu louvor.

O Evangelho apresenta os discípulos em missão, continuando o projecto libertador de Jesus; mas avisa que a acção dos discípulos só será coroada de êxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra.

in ecclesia

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EU ACREDITO

VATICANO PUBLICA GUIA PARA CASOS DE ABUSO DE MENORES

O Vaticano publicou hoje, no seu site, um guia para esclarecer a opinião pública mundial sobre a actuação da Igreja Católica face a eventuais casos de abusos de menores por parte de sacerdotes.

Para ler mais, siga este link. >> VATICANO PUBLICA GUIA PARA CASOS DE ABUSO DE MENORES

VEM AÍ O PAPA !

Bento XVI vem visitar os católicos de Portugal, de 11 a 14 de Maio. O 1º dia é para Lisboa.

Que virá dizer-nos ? Ele é o Pastor, em nome do Bom Pastor, Cristo Ressuscitado. Ele vem falar aos portugueses que se encontram actualmente numa situação de enormes desigualdades que, com a crise, tendem a acentuar-se. É que alimentámos grandes esperanças e agora encontramo-nos, muitas vezes, desencantados e desmoralizados. O Papa vem como Pastor e Mestre.

A sua presença é uma oportunidade para a reflexão. Tendo em conta a sua última encíclica “Caridade na Verdade” e, perante a realidade das desigualdades sócio-económicas, não deixará de nos propor um olhar atento para novas atitudes. Outra questão que, com certeza, enfrentará e que apela à conversão, é a cultura europeia da morte do homem pelo homem. É impressionante que em Portugal, todos os dias, pelo menos uma pessoa é morta por outra. Enfim, outros serão os campos da sua intervenção, tais como os cuidados da saúde, da educação e da cultura, da vida e dos vulneráveis,… dos valores estruturantes da sociedade. Recordar-nos-á, a nós católicos, que não podemos ser ‘velhos do Restelo’, frustrados, a apontar o dedo aos políticos, à justiça e a outros e ficar de fora. Todos nós somos responsáveis pelo bem comum, desempenhando cada um a sua vocação e missão, começando pela oração e depois pela moralidade pública de que fazemos parte. A conversão tem de começar por nós.

Vamos acolher Bento XVI e escutar a sua palavra, as suas mensagens de vida e de amor, os seus ensinamentos e a sua doutrina, os seus pedidos. Ele vai ter oportunidade de falar a muitos grupos, de fazer muitos discursos e homilias. Será sempre como Pastor sábio e humilde, a cativar-nos por dentro. Será sempre um Pai a dialogar com os seus filhos. Será profeta a iluminar as inteligências e os corações. Falará a Bispos e Padres, aos religiosos e consagrados. Falará ao mundo da cultura, aos jovens, aos homens da política e aos da acção social. Falará às multidões. Recordará a necessidade de conversão e de mudança, mensagem de Maria em Fátima.

Temos muito que aprender e que reflectir.

É uma oportunidade única que não devemos desperdiçar. É uma manifestação de Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor que vem cuidar das suas ovelhas. Ele vem reanimar-nos a Esperança e a alegria; vem-nos consolidar as razões de viver e de amar. Saibamos acolhê-l’O.

Rezemos pelo Papa, Peregrino do Evangelho entre as nações.

P. Batalha

(Podeis visitar o sítio na net em http://www.bentoxviportugal.pt)