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Archive for Novembro, 2009

VISITAÇÃO DA PALAVRA

Novembro 28, 2009 1 comentário

Vamos acolher em Ribamar, no próximo Domingo, dia 6, A PALAVRA DE DEUS, PEREGRINA.

Donde vem ? – Há quem pergunte.

É Ela mesma que se apresenta:

«Bendito o Senhor, Deus de Israel,
que visitou e redimiu o seu povo
e nos deu um Salvador poderoso
na casa de David, seu servo,
conforme prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos;

graças ao coração misericordioso do nosso Deus,
que das alturas nos visita como sol nascente,
para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte
e dirigir os nossos passos no caminho da paz.» (Lc. 1, 68…)

A Palavra de Deus que nos Visita é a Palavra escrita e mais do que escrita é A Palavra Viva, JESUS CRISTO, o Salvador poderoso, que se apresenta na BIBLIA aberta e na imagem de JESUS glorioso.

Esta PALAVRA PEREGRINA, traz-nos uma presença significativa e apelativa.

A Palavra de Deus chama-nos: a ouvi-l’A, escutá-l’A e rezá-l’A. A vivê-l’A.

Temos por modelo a nossa Padroeira, Nossa Senhora, Mãe do nosso Salvador que recebeu a visita de Deus em sua casa. Ao escutá-l’O responde: “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra!

Deus visitou-a e pela Força do Espírito Santo, nela Deus fez-se Homem e veio habitar connosco.

O Verbo, a Palavra fez-se carne” (Jo 1, 14). Este é o principal, é o próprio coração da Fé cristã. A Palavra eterna e divina entra no espaço e no tempo e assume um rosto e uma identidade humana. Cristo é “o Verbo que está junto de Deus e é Deus”, é “a imagem de Deus invisível, gerado antes de toda a criatura” (Col 1,15); mas é também Jesus de Nazaré que caminha pelas estradas e que assume a causa dos homens, procurando sempre e em tudo fazer a vontade do Pai.

Vamos, pois, todos “Ouvir a Voz de Deus. Fitai-a no seu rosto. Entrai na sua casa, levai-a pela mão. Escutai-a de manhã, rezai já ao sol-posto, bebei da sua fonte na vida e na missão.”

Vamos todos, na manhã do próximo Domingo, receber A Palavra Peregrina, no adro da nossa Igreja de Ribamar. Vamos dar-lhe as Boas Vindas. Vamos aclamá-la e aplaudi-l’A e vamos dispor-nos a acolhê-l’A nos nossos corações durante aqueles dias em que vai percorrer as nossas ruas.

“Bendito seja o Senhor, porque visitou e redimiu o Seu povo e nos deu um poderoso Salvador”  (Lc. 1,68-69)

P. Batalha

NÃO TENHAS MEDO, PEQUENO REBANHO (Lc 12,32)

Novembro 26, 2009 Deixe um comentário

 

Neste 1º Domingo do Tempo do Advento, a Palavra de Deus apresenta-nos uma primeira abordagem à “vinda” do Senhor.Na primeira leitura, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da aliança anuncia que é fiel às suas promessas e vai enviar ao seu Povo um “rebento” da família de David. Asua missão será concretizar esse mundo sonhado de justiça e de paz: fecundidade, bem-estar, vida em abundância, serão os frutos da acção do Messias.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Messias filho de David, a anunciar a todos os que se sentem prisioneiros: “alegrai-vos, a vossa libertação está próxima. O mundo velho a que estais presos vai cair e, em seu lugar, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em plenitude. Estai atentos, a fim de acolherdes o Filho do Homem que vos traz o projecto desse mundo novo”. É preciso, no entanto, reconhecê-l’O, saber identificar os seus apelos e ter a coragem de construir, com Ele, a justiça e a paz.

A segunda leitura convida-nos a não nos instalarmos na mediocridade e no comodismo, mas a esperar numa atitude activa a vinda do Senhor. É fundamental, nessa atitude, a vivência do amor: é ele o centro do nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial.  

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 Com a PALAVRA consigo a VIDA – 1.ª Semana do Advento>> marcador_da_palavra_IAdv-C

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

«O ESPÍRITO É BÚSSOLA NO DESERTO»

Novembro 26, 2009 Deixe um comentário
CELEBRAÇÃO DO CRISMA
das Paróquias de Lourinhã, Ribamar e Santa Bárbara

No dia 22 de Novembro foi dia de festa para as paróquias de Lourinhã, Ribamar e Santa Bárbara. Noventa e dois cristãos, na sua maior parte adolescentes e jovens receberam o Sacramento do Crisma na Igreja de Santa Maria do Castelo na Lourinhã, numa cerimónia presidida pelo Bispo D. Anacleto de Oliveira, concelebrando com ele os párocos das paróquias envolvidas, o P. Ricardo Franco e o P. Joaquim Batalha. O Altar, a Igreja e até algum do exterior estavam repletos de leigos, na sua maior parte padrinhos e familiares dos crismandos, entusiasmados numa celebração cujos cânticos estiveram a cargo do grupo inter-paroquial EDEN (Equipa Deus Entre Nós), grupo este também responsável há vários anos pelos retiros de jovens em caminhada para o crisma.

A liturgia da Palavra e a Oração dos fiéis estiveram a cargo dos crismandos vincando assim uma participação mais activa nesta celebração.

Embebido de uma serenidade que lhe é característica, D. Anacleto de Oliveira abordou a comunidade presente começando por dizer que havia aprendido muito com estes jovens com os quais tinha estado reunido no dia anterior. A aprendizagem teria partido de uma pergunta que lhes fez: “O que mais apreciavam num padre?”. D. Anacleto afirmou ter-se comovido com as respostas obtidas: “Tudo”, “A educação”, “ A presença”, “ O saber dizer no momento certo”, “ O desprendimento das coisas do mundo”, entre outras. O Bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa fez questão em enaltecer o quanto apreciou estar à conversa com estes jovens lembrando-lhes o que de comum existe neste Sacramento da Confirmação ou Crisma, e também da Ordenação. Tal como a imposição das mãos sobre o que é confirmado/crismado e o que é ordenado sacerdote, também uma missão é comum: levar a Palavra de Deus aos outros, espalhar a Boa Nova.

O momento que se seguiu foi de uma beleza e expressões extraordinárias. Ninguém ficou indiferente à forma carinhosa, mas também entusiasta da presença de D. Anacleto, naquele momento especial da recepção do Espírito Santo ao som das palavras que nunca nos cansamos de ouvir: “Recebe o Espírito Santo…A Paz esteja Contigo”, e também ao som de cânticos de profunda elevação sobre a acção deste Espírito em nós. Sem duvida para estes jovens um momento especial e também para toda a comunidade presente.

A celebração terminou em festa com palavras de agradecimento e também com salvas de palmas ao Senhor Bispo, às famílias, aos catequistas e ao grupo EDEN, que mais uma vez este ano coordenou o retiro em que estes jovens participaram, na Casa do Oeste em Ribamar. Também esta oportunidade de reflexão foi vivida intensamente por estes crismandos, hoje já crismados e dos quais esperamos, como dizia o cântico final da celebração deste domingo dia 22,: Tu tens que dar um pouco mais do que tens, e tens que deixar um pouco mais do que há…e deves dar tudo o que tens de melhor”.

Geni

SANTA BÁRBARA COM JESUS CRISTO

Novembro 21, 2009 Deixe um comentário

Vamos erguer de novo o testemunho de Santa Bárbara, em mais esta Novena que vai começar na próxima quarta feira, para celebrarmos a Festa da nossa Padroeira. O nosso Bispo, Patriarca de Lisboa, propôs a toda a Diocese “fomentar o encontro com Cristo – rosto da Palavra”. Ora o que aconteceu, com Bárbara, foi exactamente um verdadeiro encontro com Cristo, na Sua Palavra. Ela encantou-se com Jesus Cristo. Descobriu n’Ele o homem novo. Reconheceu que Jesus é que, com o exemplo da Sua humanidade, nos revela a plena verdade de Deus e a plena verdade do homem, de maneira que O reconheceu e se reconheceu como mulher renovada à imagem do Pai. Ela descobriu o mistério da Santíssima Trindade de que se tornou templo pelo Baptismo que recebeu.

Ela descobre que o seu caminho é o de Jesus.  Ela percebeu que pelo seu Baptismo foi sepultada com Ele na morte para como Ele ressurgir para caminhar numa vida nova. Inserida na vida de Cristo, incorporou-se, passou a fazer parte do Seu Corpo que é a Igreja. É nela que alimenta este seu encanto por Jesus. Por isso ela dá tanta importância à Santíssima Trindade nela: escutando a Palavra de Deus, o Evangelho, palavra que converte o seu coração de discípula a Cristo.

É que “a Fé vem da pregação e a pregação surge da Palavra de Cristo” (Rom. 10,17). Ela alimenta-se da Eucaristia. A Palavra de Deus levanta-se sobre nós como um imenso sol. A Eucaristia é um Banquete de festa, onde se reparte e se come a Palavra de Deus como um fantástico prato em que cada um tem a sua própria parte. Cada um leva consigo um segredo de Deus – uma Palavra – oculta no mais íntimo de si mesmo. Mas esta Palavra não nos pertence: é como um pedaço de pão que temos de partilhar com os nossos irmãos.

Santa Bárbara compreendeu bem as palavras de Jesus: “Quem perder a sua vida por causa do Evangelho vai salvá-la”. Perder a vida pelo “Evangelho” é dar a minha vida por Jesus e por um projecto que passa por Ele. Foi o que fez S. Bárbara. É verdade que na nossa mentalidade está marcado a fogo que não gostamos de “perder”. No entanto…, há perdas más e perdas boas, como há bons e maus lucros.

Também Jesus nos previne contra a vontade de ganhar a vida perdendo a alma. Que nada nem ninguém nos roube a alma e, se tivermos de ceder alguma coisa, façamos frente a esse “ladrão” que nos quer roubar Deus e o Seu Reino. Vale a pena “perder” tudo para sermos ganhos por Jesus… Essa “perda”  será o grande negócio da nossa vida. Jesus ensina-nos: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mat. 5, 3…). As bem-aventuranças são o verdadeiro “Código de vida cristã”. Sigamos com Santa Bárbara este Caminho de Jesus.

P. Batalha

JESUS É UM REI TÃO PODEROSO QUE SE INCLINA ATÉ NÓS

Novembro 19, 2009 1 comentário

No 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A Palavra de Deus que nos é proposta neste último domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.

A primeira leitura anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a ambição, a violência, a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de um “filho de homem” que vai aparecer “sobre as nuvens”, Deus vai devolver à história a sua dimensão de “humanidade”, possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade. Os cristãos verão nesse “filho de homem” vitorioso um anúncio da realeza de Jesus.

Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há-de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.

O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatus. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.

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COMO EDUCAR, HOJE?

Novembro 14, 2009 1 comentário

educar

A semana passada escrevi a Carta aos jovens. Desta vez olhemos os pais, uns e outros. Esta semana recebi este E-mail. Vejam bem: Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. ‘As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações’ sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ‘ as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira’. Acrescentou ainda que ‘vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos’.

A governante garantiu que ‘as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais’. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito ‘claro’ de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a “teoria do coitadinho”. Pergunta-se: Como educar hoje ? E como aprender ? Sabemos que aprender é um processo biológico. Cada ser para existir e para viver tem que se flexibilizar, se adaptar, se re-estruturar,, interagir , criar e evoluir com outros. Educar é fazer experiências de aprendizagem pessoal e colectiva. Por isso, há dias caiu-me nas mãos uma revista dum movimento juvenil que apresenta como é que adolescentes fazem parte de Grupos que analisam a violência na escola e na família. Juntos puseram-se a falar sobre a volência verbal e física, o desrespeito pelos outros, os conflitos e divórcios na família, comportamentos agressivos… e alguns culpam os pais pela má educação que dão aos filhos. Perante estas realidades partilharam uns com os outros o que tinham aprendido com Jesus acerca disto e comprometeram-se a trabalhar em grupo para modificar o ambiente, reconhecendo que os mansos e os pacificadores a quem Jesus se refere no Evangelho podem ser eles… E passaram a rezar: “Senhor fazei de mim um instrumentos da vossa Paz….”.

Para uma nova organização familiar, pais e filhos necessitam de definir novos papéis com flexibilidade. Os pais não devem abdicar da sua autoridade e com afecto e negociação permanente facilitarão a autonomia adolescente.

Pe. Batalha

APRENDER DA FIGUEIRA

Novembro 10, 2009 Deixe um comentário

33_01No Evangelho deste fim-de-semana, Jesus Cristo convida-nos a aprender da figueira.

Que lições podemos receber desta árvore tão simples?

Três lições: uma lição de fé, outra de esperança e outra de caridade.

Tal como aquela árvore tem as suas raízes bem firmes na terra, assim cada crente é chamado a firmar a sua fé, a ser concreto, a ter os pés bem assentes no chão, a ser humilde, a sujar-se com o pó da terra. Embora não se vejam, as raízes estão lá, escondidas no chão. Não basta acreditar no que se vê. Esta é a lição de fé.

Quanto à esperança, quando os seus ramos ficam tenros é sinal que há mais vida. Surge então a esperança no verde persistente. O tempo do verão estará próximo, é preciso esperar. Ter esperança é acreditar em pequenas coisas, potenciais de vida nova, em sinais tão simples como rebentos para olhar mais além.

A lição de caridade vem dos seus frutos. Uma figueira não produz para si mesma. Está em função dos outros. E até parece que a generosidade a comove pois sempre que partilha um figo, não consegue esconder uma lágrima de satisfação.

No fim dos tempos seremos julgados quanto à fé, esperança e caridade. Até lá é preciso aprender da figueira.

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CARTA AOS JOVENS

Novembro 7, 2009 Deixe um comentário

jovens-para-cristo-02

Amigos, um dia um jovem da Galileia foi à praia e encontrou-se com uns pescadores. Ele tinha um jeito tão simples de conversar que tocava o coração de quem o escutava. Esse era Jesus de Nazaré. Ele nas praias, no mar ou no rio, em casa de Zaqueu ou mesmo nos caminhos ao sol, contava histórias tão bonitas que enchia o coração de paz infinita. Na rua naquele poço e em casa de Simão, na relva ao entardecer, o mundo viu nascer a paz de uma esperança. A sua maneira de perdoar fazia o coração renascer. D’Ele diz as Escrituras sagradas: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos…Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém…”.Este testemunho é dado por aqueles que um dia Ele encontrou nas terras da Palestina e lhes disse: “Vem e segue-me !”. E eles deixando tudo seguiram Jesus. E na noite de quinta feira, antes de morrer, Jesus jantou, pela última vez, com os seus discípulos. Era o momento da despedida. Os discípulos ficaram tristes e preocupados. Depois de três anos de amizade e de vida comum, não era fácil a ideia de perder o amigo e enfrentar o futuro sozinhos. Jesus vendo a tristeza deles disse-lhes: “O Pai vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade… Fui-vos revelando estas coisas… mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo” (Jo. 14,15-25). “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas, em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo” (Actos1, 8).”Ide fazer discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”(Mt. 28, 19-20).Como continuar ? Como fazer diante duma tarefa tão grande? Jesus tinha deixado esta recomendação: “Pedi ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe!”

Iniciamos hoje a Semana de Oração pelos Seminários. A oração é o meio essencial que o Senhor nos deixou para obtermos vocações sacerdotais e missionárias: oração individual e colectiva. Só a oração pessoal dispõe o nosso coração para ouvir a Palavra e acolher a vontade de Deus a seu respeito, compreender a necessidade da Igreja e descobrir a grandeza de um projecto de vida dedicada ao serviço dos outros. Daí nas nossas Paróquias o que se faz com a LIAM e com o dia de Lausperene, à 5ª feira em Ribamar. Roguemos pois ao Senhor que suscite novos trabalhadores para o seu Reino e mantenha firme a resposta generosa dos que já chamou. Por exemplo das nossas terras: o P. Daniel (na Arruda dos Vinhos), o P. Gianfranco (na Atouguia), o P. Joaquim Pinheiro (no Ribatejo) e o P. Alexandre (Franciscano). Tanto eles como eu nos sentimos muito felizes nesta vocação a que o Senhor chamou. Se precisais de modelos que orientem a vossa vida, olhai para Jesus Cristo que primeiro vos amou e deu a vida por vós, olhai para Maria, sua Mãe, que se entregou sem reservas ao chamamento divino e olhai para tantas figuras da história da Igreja, tais como João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá, etc…

E tu ? Porque não? Aceita ser padre. Se Ele te chamar não tenhas medo. Olha para nós. Sentimo-nos bem realizados, felizes por Jesus nos querer como colaboradores seus. É o Senhor que fixa o Seu olhar amoroso em nós e nos dirige o convite para O seguir de perto.

Queridos jovens peço-vos que, de modo particular, olheis para a nossa Igreja diocesana. Vede nela a Mãe que vos gerou para Cristo, pelo Baptismo, que vos alimenta a Fé na Catequese, que vos comunica a vida espiritual pelos sacramentos, que vos reúne e congrega.

A Igreja de hoje precisa de vós. Transmito-vos o apelo e o convite de Jesus Cristo: “Porque ficais ociosos o dia inteiro ? Ide trabalhar para a minha vinha” (Mt. 20, 6-8).

Peço a quantos virem esta carta: às famílias, às comunidades religiosas, aos padres, aos grupos de apostolado e de espiritualidade, a todos os paroquianos…não podem esquecer, na sua oração de todos os dias, o objectivo essencial das vocações consagradas. “Pedi ao Senhor da messe…”

P. Batalha

O VALOR DEPENDE DO CORAÇÃO DE CADA UM

Novembro 6, 2009 Deixe um comentário

limosna02A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projectos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.

A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projecto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.

AS COISAS PEQUENAS

Um copo de água grátis,
dois minutos ajudando a atravessar a rua,
essas tardes com grupos marginais,
umas horas escutando solidões,
uma compra a menos…
Essas “coisitas”
não acabam com a pobreza,
não tiram do subdesenvolvimento,
não repartem os bens,
não socializam os meios de produção,
não expoliam as minas de Ali Bábá,
não invertem a ordem, não mudam as leis…
Mas desencadeiam a alegria de fazer
e mantêm vivo o “borralho”
do teu querer e do nosso dever.
Ao fim e ao cabo,
actuar sobre a realidade, e mudá-la
ainda que seja um pouquito,
é a única maneira de mostrar
que a realidade é transformável.
Senhor da história e da vida,
não seja eu quem menospreze
e deixe de fazer as coisas pequenas
de cada dia.
(Ulibarri Fl)
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