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À BEIRA DO CAMINHO

Aqui estou, Senhor,beira-caminho
como o cego à beira do caminho
– cansado, transpirado, cheio de pó-;
mendigo por necessidade e ofício.

Mas ao sentir os teus passos,
ao ouvir a tua voz inconfundível,
todo o meu ser estremece
como se um manancial brotasse
dentro de mim.

Ah, que pergunta a tua!

Que deseja um cego senão ver?

Que veja, Senhor!

Que veja, Senhor, as tuas sendas.

Que veja, Senhor, os caminhos da vida.

Que veja, Senhor, antes de mais,

o Teu rosto, os teus olhos,

o teu coração.

Ulibarri, Fl.

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