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ANO SACERDOTAL – a fé sem obras é morta

Setembro 27, 2009 Deixe um comentário

michelangelo-creation-hands-2408404Estamos a celebrar o Ano Sacerdotal que o Papa propôs à Igreja, no contexto dum Jubileu de 150 anos da morte de Santo Cura d’Ars, nomeando-o patrono de todos os padres. A este propósito registei o que disse o presidente da Comissão Episcopal “Vocações e Ministérios” e com o qual me identifico: O Padre “É um homem de Deus, um discípulo de Cristo, à maneira dos apóstolos. Ao serviço da Igreja. Apaixonado pelo Evangelho. Preparado para viver em Equipa  sacerdotal (Este é o grande desafio da vida sacerdotal, hoje, e por aqui passa muito do bem que os sacerdotes realizam). Aberto ao diálogo e à comunhão. Com uma imensa espiritualidade e experiência de oração”.a Caridade e o Acolhimento são duas atitudes fundamentais no seu testemunho e acção. Expressão disto foi o Santo Cura d’Ars, com a sua bondade e generosidade. Aprendamos com ele e com S. Vicente de Paulo, cuja festa a Igreja celebra hoje. Passou por tudo, desde guardador de porcos até capelão da rainha Margarida de Valois(Paris). Foi prisioneiro e foi libertador que gritou ao temido Rechelieu diante da miséria do povo: “Senhor, tende piedade de nós, dai-nos a paz”. Organizou em Paris (em S. Lázaro) uma mesa popular para dar de comer a 2.000 famintos diariamente. Homem prático, firme, dotado de sentido de humor, simples como um camponês, mas sobretudo activo, realista, dizia aos padres da sua Congregação (Vicentinos): “Irmãos amemos a Deus, mas amemo-lO às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços e com o suor do nosso rosto”. Grande organizador fundou diversas instituições da Caridade. Nas suas pegadas vão surgir as actuais Conferências Vicentinas dois séculos depois, fundadas por um seu seguidor que foi Frederico Ozanan. Um dos objectivos essenciais das Conferências era dar aos privilegiados da fortuna ou da cultura um meio de “aprender a descobrir as causas da miséria pública” e a elaborar “a ciência das reformas benéficas”. Ozanan escreve: “A questão que divide os homens dos nossos dias, já não é uma questão de forma política, mas uma questão social”, trata-se de saber quem levará a melhor o espírito do egoísmo ou o espírito de sacrifício; se a sociedade será uma grande exploração em proveito dos mais fortes ou uma consagração de cada  um para o bem de todos e sobretudo para a protecção dos fracos. Capaz de renunciar às solicitações mundanas. Disponível para ouvir e dar orientações. Porém,

O objectivo da  Caridade e Acolhimento destacou outros como S. João de Deus, o Padre Américo e Madre Teresa de Calcutá.  João de Deus também começou pastor e camponês, foi militar e depois quando tinha uma livraria em Granada, ouvindo um sermão, mudou de vida. Vendeu tudo e deu aos pobres. Andava pelas ruas pedindo esmola e acabou por se dedicar aos enfermos, fundando um hospital.

Caridade e Acção social, porque “a Fé sem obras é morta”, ouvíamos no domingo Santiago. O Padre Américo criou e desenvolveu com dedicação evangélica a ‘Obra da Rua’ para acolher rapazes perdidos nas ruelas miseráveis.

A nova encíclica de Bento XVI “Caridade na Verdade” contém uma série de orientações práticas.

P. Batalha

CREIO EM JESUS

Setembro 26, 2009 1 comentário

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Creio em Jesus o Cristo,
cuja vida, desde o fundo da terra e desde Deus,
continua a anunciar que nunca nenhuma criatura está só, nunca está abandonada.

Creio em Jesus, nosso Senhor, O que nos torna livres de todos os senhores,
de todos os poderes, de todos os temores que nos ameaçam e amarfanham.

Pois para que sejamos livres, Cristo nos libertou (Gal 5,1)

Creio em Jesus que lava os pés e serve à mesa e nos impõe o único mandamento
do amor feliz de si e do amor serviçal mútuo.

Creio que Jesus nos devolve a confiança em nós mesmos,
assim como a confiança no mundo de hoje
con toda a sua complexidade, com toda a sua vulnerabilidade.

Creio em Jesus, Filho único.
Aquele que impregnou a sua profecia e a sua rebeldia na ternura de Deus.

Aquele que Se soube plenamente amado, fundado, afirmado, enviado
e sustido por Deus em todo o momento.
Creio que n’Ele nos reconhecemos, ainda que só seja às escuras, como filhos e filhas
amorosamente gerados, pacientemente formados, incondicionalmente amadas.

Creio que com Ele aprendemos a chamar a Deus com infinita confiança e humildade:
Abbá!

José Arregi

FAZER O BEM É O GRANDE MILAGRE

Setembro 23, 2009 Deixe um comentário

a600A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum apresenta várias sugestões para que os crentes possam purificar a sua opção e integrar, de forma plena e total, a comunidade do Reino. Uma das sugestões mais importantes (que a primeira leitura apresenta e que o Evangelho recupera) é a de que os crentes não pretendam ter o exclusivo do bem e da verdade, mas sejam capazes de reconhecer e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.

A primeira leitura, recorrendo a um episódio da marcha do Povo de Deus pelo deserto, ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por regras, por interesses pessoais ou por privilégios de grupo. O verdadeiro crente é aquele que, como Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta.

No Evangelho temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a situarem-se na órbita do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino.

A segunda leitura convida os crentes a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais, pois eles são valores perecíveis e que não asseguram a vida plena para o homem. Mais: as injustiças cometidas por quem faz da acumulação dos bens materiais a finalidade da sua existência afastá-lo-ão da comunidade dos eleitos de Deus.

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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CARTA AOS MAIS NOVOS

Setembro 19, 2009 Deixe um comentário

carta-

A alegria e a paz de Jesus esteja convosco !

Eis-nos a começar novo ano de catequese. Isto faz-me lembrar que a Igreja é a “Casa e a Escola da Fé”; e lembra-me a saudação do Anjo a Nossa Senhora, ao entrar na casa dela: “Ave Maria, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!”. É na casa de Maria que é a Igreja do seu Filho, Jesus, que nós aprendemos a conhecer Deus, “crescendo em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”.

Faz-me também lembrar quando Jesus percorria as terras da Palestina em que ia muita gente ouvi-l’O e entre essa gente também havia crianças e Jesus mostrava-se muito carinhoso para com elas, abraçando-as, impunha-lhes as mãos e abençoava-as. (Lede na Bíblia em Marcos 10, 13-16)

Faz-me lembrar o encontro de Zaqueu que procurava ver Jesus, subindo à árvore e a sua conversa em casa dele. (Vede em Lucas 19, 1-10)

Lembro outro encontro de Jesus em Betânia na casa de Marta, Maria e  Lázaro, em que Maria sentada aos pés de Jesus escutava a Sua Palavra”. (Lede Lucas 10, 38-42)

Outro encontro muito bonito foi o de Jesus com a mulher samaritana junto ao poço de Jacob (João 4, 1-42). Ela ficou surpreendida por Jesus ter falado para ela, porque os judeus e os samaritanos não se falavam. Ela tendo-O escutado até ao fim, abandonando o seu cântaro, correu à cidade a testemunhar a conversa com Jesus e como a Sua Palavra transformou e transfigurou a sua vida. Fez dela uma missionária de Cristo. Ainda outro encontro que me lembro foi o do jovem rico com Jesus (Marcos 10, 17-22). “O jovem corre para Ele, ajoelha-se, pergunta e escuta” – “Que devo fazer para alcançar a vida eterna?”. Jesus fitando nele o olhar mostrou-lhe com grande amizade um caminho mais feliz, mas ele não teve a coragem de ir mais longe. Isto também me lembra a oração Salmo 144: “O Senhor é bom para com todos; cheio de ternura para com todas as suas criaturas”.

Com tudo isto, a nossa Catequese também me lembra a história da “Vendedeira de maçãs”:

«Um grupo de empresários foi a um congresso internacional e tinham prometido às suas esposas chegar na 6ª feira à noite. Porém, o congresso acabou tarde e chegaram atrasados ao aeroporto. Entraram todos a correr pelos corredores. De repente, sem querer, um tropeçou numa mesa que estava cheia de maçãs. Estas espalharam-se por todo o lado. Sem parar e sem se voltarem para trás, os empresários continuaram a correr para apanhar o avião. Por pouco não o perderam. Todos menos um. Este teve pena da dona das maçãs, parou e disse aos seus amigos: podem seguir viagem sem mim; e pediu a um para telefonar à sua mulher que iria no voo seguinte. Depois foi ter com a vendedeira das maçãs e ficou impressionado quando soube que ela era cega. Encontrou-a a chorar com as maçãs espalhadas pelo chão. Andava às apalpadelas à procura das maçãs, enquanto a multidão passava, apressadamente, sem parar e sem se interessar pela sua pouca sorte. O empresário juntou-se a ela à procura das maçãs. Meteu-as na cesta e ajudou-a a montar a venda. Enquanto o fazia, verificou que muitas se tinham estragado. Pegou nelas e coloco-as noutro cesto. Quando terminou, o empresário pegou na carteira e disse à vendedeira cega: Toma por favor estes 100 euros para pagar os prejuízos que causámos. Está bem assim?! Ela a soluçar disse que sim com a cabeça. E ele continuou dizendo: Espero não lhe ter estragado o dia.

Quando o empresário já se preparava para ir embora, a vendedeira cega diz-lhe com voz firme: Senhor…- Ele parou e voltou a olhar para aqueles olhos cegos, e ela continuou – …você é Jesus?! Ele ficou estático e depois deu várias voltas antes de se dirigir para o avião impressionado com a pergunta daquela mulher: “Você é Jesus !”»

Realmente a Catequese é para nos fazer parecidos com Jesus.

Queridos amigos escutai também Jesus que vos fala pelos catequistas. Cuidai do vosso “Cantinho da Bíblia”. Manifestai a vossa alegria, cantando os cânticos de Jesus. Não falteis à Festa de Jesus – a Eucaristia. Ele é o “Pão da Vida”. A Missa é a grande Festa dos Amigos de Jesus.

Deixai que termine esta minha carta com as palavras do Salmo 112(113): “Aleluia ! Louvai, meninos, o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor agora e para sempre”.

P. Batalha

INCLINO-ME DIANTE DOS OUTROS?

Setembro 18, 2009 Deixe um comentário

25DTC_BA liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida os crentes a prescindir da “sabedoria do mundo” e a escolher a “sabedoria de Deus”. Só a “sabedoria de Deus” – dizem os textos bíblicos deste domingo – possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim.

O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.

A segunda leitura exorta os crentes a viverem de acordo com a “sabedoria de Deus”, pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da “sabedoria do mundo” irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.

A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a “sabedoria de Deus” provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a “sabedoria de Deus”: a perseguição é a consequência natural da sua coerência devida.

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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CONHECER A PALAVRA

Setembro 12, 2009 Deixe um comentário

lectio-divinaEste é o objectivo pastoral do novo ano de actividade proposto pelo nosso Bispo, Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo: Ir ao encontro de Cristo – rosto da Palavra.

Qual é o conhecimento que interessa ? Certamente, os estudos que ajudam a compreender melhor os textos sagrados, situando o leitor no tempo e no lugar a que se refere o texto e assim se mostrar como Deus foi agindo, com sabedoria e pedagogia, para dar a conhecer o seu plano de Salvação.

Porém, importa mais aquele conhecimento que resulta do convívio diário com a Palavra, meditando-a e deixando-se questionar por Ela. Quando assim acontece a Palavra de Deus torna-se Palavra viva, encontro pessoal com Deus, diálogo com Ele. Este conhecimento deve acontecer em Igreja, por isso aberto à informação adquirida pelo estudo da Bíblia, em Igreja. Daí a importância de ver as notas explicativas no rodapé da Bíblia e em livros para não andarmos ao sabor de opiniões, especulações e manipulações de que a Bíblia é alvo, actualmente, em programas de televisão, em romances e filmes sem categoria…

Se Jesus é a única Palavra de Deus, enquanto revelação do rosto do Pai, enquanto Caminho, Verdade e Vida, é no encontro com Ele que o homem é iluminado. No dia a dia, somos bombardeados por palavras ocas, que nos tentam seduzir e que, mais tarde, nos deixam abandonados à insatisfação, ao vazio e, por vezes, ao desespero. A Palavra de Deus não é como estas palavras barulhentas; é no encontro, no diálogo, na escuta e no silêncio que Deus se revela e manifesta o seu amor. O silêncio da escuta como o daquela mulher, Maria, irmã de Marta, sentada aos pés de Jesus (Lc. 10, 39). Só a atitude de silêncio permite ouvir Deus.

Será grande ousadia descobrires o lugar da Palavra na tua vida? Entendes o porquê de recomendarmos na Catequese “O Cantinho da Bíblia” ?

São Tiago diz-nos: “Recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, a qual pode salvar as vossas almas. Mas tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos. Porque quem se contenta com ouvir a palavra sem a pôr em prática, assemelha-se a alguém que contempla a sua fisionomia num espelho; mal acaba de se contemplar, sai dali e esquece-se como era. Aquele que medita com atenção e nela persevera – não como quem ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre –esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática” (Tg.1, 21-25).

O Concílio exorta com veemência e insistência todos os cristãos, a que aprendam “a conhecer Jesus Cristo” com a leitura frequente da Bíblia. “Porque desconhecer as Divinas Escrituras é desconhecer Jesus Cristo” (S.Jerónimo).

A Igreja vive da Palavra. Do livro do Dt. 11, 18-19: Diz o Senhor – “Gravai as minhas Palavras no vosso coração e no vosso espírito…Ensinai-as aos vossos filhos, repetindo-as, quando estiverdes em casa e quando fordes de viagem, ao deitar e ao levantar”.

P. Batalha

DEUS LANÇA-NOS PARA O NOVO

Setembro 11, 2009 Deixe um comentário

24sem04A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projectos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Jahwéh” a figura de Jesus.

No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.

A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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O NOSSO IDEAL É CRISTO, O BOM PASTOR

Setembro 5, 2009 Deixe um comentário

clip_image0021As férias chegaram ao seu termo.

Entrámos no tempo dos recomeços. Até politicamente é ano de recomeços, com as Eleições que já se preparam.

Novo ano pastoral vai começar.

Também a nossa Diocese vai iniciar um Triénio Pastoral com este Objectivo fundamental: Partindo da dinâmica em torno do último Sínodo dos Bispos em atenção às circunstâncias do mundo, o próximo programa trienal pastoral terá como objectivo fundamental levar os cristãos e as comunidades a assumir a Palavra de Deus como Luz para a vida: alimento da oração, formação da comunidade e sustento da Missão”.

Em comunhão com a Igreja Diocesana, neste novo Ano Pastoral, vamos “Fomentar o encontro com Cristo – rosto da Palavra”. Procurar-se-á proporcionar um conhecimento e uma relação adequados dos cristãos e das comunidades com a Palavra de Deus, porque “a fé vem da pregação e a pregação surge da Palavra de Cristo.” (Rom 10, 17).

Por isso, toda a nossa Catequese Paroquial vai ter uma forte dinâmica bíblica. O nosso lema vai ser este: “O nosso ideal é Cristo –o Bom Pastor”.

Vamos erguer A PALAVRA; e a Palavra verdadeiramente é Jesus Cristo. Como diz S. João ao abrir o seu Evangelho: “No princípio era o Verbo (= a Palavra), o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus… e o Verbo fez-se homem e veio habitar entre nós” (Jo. 1, 1-18). Aconselho a ler este início do Evangelho de S. João e as notas explicativas da Bíblia.

O cristão precisa muito de uma Fé esclarecida e por isso de catequese em todas as idades.

Desde a primeira infância até ao limiar da maturidade, a catequese torna-se, pois, uma escola permanente da Fé e segue as grandes linhas da vida, à maneira de um farol que ilumina o caminho da criança, do adolescente e do jovem. Com a idade da juventude chega o momento das primeiras grandes decisões. Os jovens passam a ter de assumir eles próprios a responsabilidade do seu destino. A catequese assume, então uma importância considerável, porque é o momento em que o Evangelho poderá ser apresentado, compreendido e acolhido como algo capaz de dar um sentido à vida. A catequese há-de preparar, deste modo, os grandes compromissos cristãos da vida adulta. Daí a necessidade de uma catequese que denuncie o egoísmo, apelando para a generosidade, que apresente o sentido cristão do trabalho, do bem comum, da justiça e da caridade, uma catequese da paz inter-activa e da promoção da dignidade humana.

A catequese é um processo de educação comunitária permanente, progressiva e ordenada da Fé.

Por isso a preparação para os sacramentos (Crisma, confissão, comunhão) deve ser um processo educativo comunitário e permanente.

Vamos todos meter mãos ao trabalho neste novo ano pastoral, pondo “o nosso ideal em Jesus Cristo, nosso Bom Pastor”.

P. Batalha

SEDE MISSIONÁRIOS

Setembro 4, 2009 Deixe um comentário

23-2A liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo.

Na primeira leitura, um profeta da época do exílio na Babilónia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como veados e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá.

No Evangelho, Jesus, cumprindo o mandato que o Pai Lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem excepção.

A segunda leitura dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-l’O no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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