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DESAFIOS À ACÇÃO

maosPerante desigualdades e injustiças sociais gritantes, a pobreza e opressão que hoje se vive na sociedad, recebemos do Papa uma carta encíclica “Caridade na verdade” com orientações que são desafios à acção.

Não podemos ficar de braços cruzados. Neste sentido é um apelo ao desenvolvimento humano, libertando-nos do nosso individualismo em busca do bem comum. É preciso valorizar as pessoas na família, no trabalho e na corresponsabilidade comunitária. É preciso dar prioridade ao trabalho e às pessoas na sua dignidade.

É que a nível mundial a riqueza cresceu e as tecnologias aproximaram povos e culturas, mas as desigualdades agravaram-se; estando mais próximos não nos reconhecemos mais irmãos.

Os novos problemas sociais merecem particular atenção do Papa nesta encíclica. A questão social está centrada no homem, no sentido de que ela implica a própria maneira não só de conceber, mas também de manipular a vida, cada vez mais colocada pelas biotecnologias nas mãos do homem. São sublinhados o significado da cultura das populações e das nações, o papel do estado na época da globalização, da educação, do fenómeno das migrações, do trabalho e do desemprego. Uma das ideias que mais põe em evidência é a necessidade de pensar o sistema financeiro de maneira real e não de maneira “virtual”, de forma a que contribua para criar trabalho e riqueza. É lembrado que é preciso pensar o ganho a longo prazo, de colocar noutros termos as relações entre o capital, a empresa e o trabalho. Hoje, tem de se pensar o desenvolvimento também com os olhos na sustentabilidade, pois urge uma gestão dos recursos naturais. Tem de se pensar na educação dos consumidores, para que possam defender-se a si mesmos da sedução generalizada em que se tornou a cultura consumista. Por conseguinte tem de se renovar o sindicalismo, porque este está vendido ao capital.

Na nossa Diocese, perante a crise e a crescente onda de pobreza, ouvindo a voz do Mestre: “Dai-lhes vós de comer!”, começou a ser lançado o Projecto “Igreja Solidária”.

Urge abrir os olhos para as situações, escutar o grito dos pobres. Urge abrir o coração, as mãos e pôr a inteligência à “procura do desenvolvimento integral da pessoa, descobrindo soluções audazes novas, formas novas de agir na realidade que nos envolve, que não é abstracta, porque é a pessoa que se encontra em dificuldades para encontrar soluções, para desenvolver e manter a sua dignidade, sustentar a família…sentir-se autónoma do seu destino… Urge organizar as nossas ajudas”. Para se promover uma maior harmonia social e ambiental exige-se o envolvimento de todos nós, das organizações e do Estado.

Foi neste sentido que se criaram, nas nossas duas Paróquias, dois Grupos Paroquiais de Acção Social, com o objectivo de actuar nas situações de carência e nas diferentes estruturas, fazer revisão de vida, analisando os problemas e promovendo o diálogo, mas também motivar as comunidades paroquiais para a responsabilidade social. É preciso ter em conta o que Jesus nos ensinou: olhar para os outros, sentindo que todo o homem é meu irmão. “Amai-vos uns aos outros” – ama cada pessoa como um irmão, mesmo que seja teu inimigo: “Nisto reconhecerão que sois meus discípulos”.

P. Batalha

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