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TESTEMUNHO DUM PADRE

s320x240Culminámos o Ano Paulino com uma Festa bonita em honra de S. Paulo e erguemos a sua imagem à porta da igreja de Santa Bárbara, como porteiro e pregoeiro de que só em Jesus Cristo encontramos a vida verdadeira. Eis o testemunho que ele deixou: “Para mim viver é Jesus Cristo”.

Neste sentido S. Paulo levou-me ao Algarve, julgando eu que era só pela Semana Cultural Paulina, mas afinal foi também para iniciar o Ano Sacerdotal. Esta celebração jubilar foi-nos proposta pelo Papa, a propósito do 150º aniversário da morte do santo Cura de Ars. O tema escolhido é o de «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote». Ora eu fui encontrar em Portimão um velho amigo e colega que, por fidelidade a Jesus Cristo, quis fazer a experiência de padre operário, fazendo-me recordar também os meus primeiros anos de pároco, em Vila Chã de Ourique, no Ribatejo, onde várias vezes fui contratado para ir ao campo trabalhar na “cura das vinhas” e na “apanha da azeitona”. Nós, inspirados pelo espírito de S. Paulo: “Fiz-me tudo para todos para salvar alguns a qualquer custo”(1ªCor. 9,22), queríamo-nos inserir no trabalho profissional, como expressão de maior proximidade e comunhão com a vida do povo e a sua vida comum e aí dizermos o Evangelho pelo testemunho..

No início deste Ano Sacerdotal proponho-vos o testemunho deste padre (Pe. Arsénio, da Companhia de Jesus) que já leva ali 32 anos, em Portimão, bem no meio do povo, numa doação total e intensa. Ele começou por ser operário na Lota do Peixe e iniciou a Igreja Paroquial, utilizando um Armazém da antiga fábrica de peixe, nascendo assim a Paróquia de Nª Senhora do Amparo. Com outro colega Jesuíta (Pe. Domingos) escreviam em 1975, na 1ªcircular: “No meio de vós e convosco queremos ser, apesar das nossas limitações, presenças vivas de uma Igreja viva: Igreja que não fica indiferente, mas se compromete realmente com os homens para nela e com eles, ser salvação e libertação em Cristo Jesus…Queremos fazer nascer e crescer verdadeiras comunidades cristãs, onde a aceitação mútua, o diálogo franco, a convivência e o perdão se afirmem como sólidos pilares da sociedade nova que desejamos construir conjuntamente”. Eu verifiquei nele três dinamismos pastorais: a pastoral social, a pastoral juvenil e a pastoral da comunicação. Tem um Centro Social concebido para todas as idades, como bom samaritano: a cuidar dos pobres com um Refeitório Social (que oferece refeições) com algumas regras, a cuidar dos idosos, com um Centro de Dia, a cuidar dos jovens já com alguns ateliers. Outro cuidado pastoral é a comunicação social com uma rádio local “Rádio Costa d’Oiro”, propriedade de 4 Paróquias associadas do Barlavento, com Estatuto Editorial, ao serviço do Algarve e da Igreja. Este é um dos muitos padres zelosos pela missão pastoral, preocupado com todos. Li, já não sei onde, que a celebração deste Jubileu deve levar o povo de Deus, a Igreja de cada comunidade, a rezar, a meditar, a festejar, a admirar e a reconhecer com gratidão o trabalho pastoral e o testemunho de vida dos sacerdotes, e sobretudo trabalhando com eles na acção evangelizadora. Aliás uma das coisas que o Pe. Arsénio me disse é que tem muitos voluntários na Paróquia e muitas ofertas para o Refeitório Social.

P. Batalha

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