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AI DE MIM, SE NÃO EVANGELIZAR

Pintura de Pe. João Marcos

Pintura de Pe. João Marcos

Segundo palavras de Bento XVI, «para S. Paulo, Cristo é o critério de avaliação dos eventos e das coisas, o fim de todo esforço que ele realiza para anunciar o Evangelho, a grande paixão que sustenta seus passos pelos caminhos do mundo».

E para nós, hoje? Cristo continua a ser o critério de avaliação das acções que levamos a efeito nas nossas paróquias?

Com efeito, no final de um ano jubilar, o Ano Paulino, e no início de outro, o Ano Sacerdotal, compete-nos avaliar o que terminou com vista a seguir Jesus neste que agora começa.

«Evangelizar não é para mim um título de glória, mas uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar!» (1 Cor 9,16).

Durante este ano, S. Paulo deu-nos a mensagem e o exemplo para vivermos a comunhão, na participação e na corresponsabilidade em Igreja, estimulando-nos a concretizar o nosso tema do Ano Pastoral deste ano: “Paróquia Missionária: VINDE E VEDE”.
Procurámos ajudar a crescer esta dinâmica de missão, através de:

  • Encontros de formação cristã para todos e particularmente para quem assume tarefas pastorais nas paróquias de Ribamar e Santa Bárbara, através da Escola Paroquial;
  • Encontros de catequese particularmente dedicados ao maior conhecimento de S. Paulo, sua missão e actualidade;
  • Promoção de hábitos de leitura e estudo da Bíblia através do Projecto “COM A PALAVRA CONSIGO A VIDA” com as iniciativas: “Cantinho da Bíblia” nos grupos de catequese e nas famílias; a Bíblia Peregrina de casa em casa; os “Marcadores da Palavra” a serem distribuídos no final das eucaristias dominciais;
  • Constituição de grupos de acção social com vista a criar condições favoráveis ao sucesso do projecto diocesano “Igreja Solidária”;
  • Campanhas do Advento/Natal e da Quaresma/Páscoa;
  • Etc.

Tudo isso foi bom. Mas há perguntas que teremos de fazer tendo em vista a continuidade da dinâmica missionária paroquial, agora enquadrada pelo Ano Jubilar Sacerdotal.

O que aprendemos de S. Paulo, este ano?

Ficámos, por exemplo, a conhecer melhor os seus métodos de evangelização num mundo que não era cristão? É que nós hoje, vivemos num mundo que precisa de uma “Nova Evangelização”, isto é, de modo diferente, linguagem diferente e metodologias diferentes. O mundo actual precisa de se centrar em valores de justiça e de fraternidade. Precisamos de abandonar os novos ídolos: o dinheiro real ou virtual, a ganância de ter cada vez mais a qualquer preço, a ambição do poder que pouco tem a ver com o bem comum; o egoísmo que nos alimenta esta imoral falta de solidariedade; o individualismo que nos fecha numa recusa angustiante de cidadania; o prazer fácil que foi industrializado e que não obedece a regras, mesmo quando elas existem; a sensação de que sou livre para fazer tudo o que me apetece; a impunidade que acompanha a corrupção bem preparada ou a economia paralela; a irresponsabilidade que reduz drasticamente os culpados ou os lincha na praça pública; o desejo de super-rentabilizar os rendimentos mesmo que isso ajude a criar situações bancárias pouco transparentes.

Que alterações introduzimos no nosso comportamento de cristãos, a nível individual, e das nossas comunidades? S. Paulo fundou muitas comunidades cristãs e foram elas que fizeram crescer e o cristianismo. Hoje, a tarefa é de fundar pequenos grupos, pequenas comunidades, onde a fé se pode desenvolver num clima de amor, amizade e confiança.

S. Paulo ensina-nos que todos são precisos: padres, religiosos, leigas e leigos. Tal como S. Paulo se rodeou de colaboradores para imprimir dinâmica de crescimento da fé em Cristo Ressuscitado, hoje também a dinâmica missionária das Paróquias precisa de se basear numa perspectiva de corresponsalidade através da organização ministerial paroquial onde cada um assuma o seu papel na construção da “Civilização do Amor”, seja padre ou religioso, seja leigo ou leiga, seja criança ou adulto, …
Como Paulo, é preciso assumir os desafios do nosso tempo. E ser do nosso tempo é falar e testemunhar um Deus que ama a justiça, é combater as injustiças, é ser voz dos famintos. É que o nosso Deus é AMOR e quer que nos amemos uns aos outros e que “todos sejamos um” (Jo 17,11);é um Deus que tem uma especial predilecção pelos mais carenciados de tal modo que se identifica com eles (Mt 25) e faz dos pobres um lugar privilegiado da sua revelação histórica; é um Deus que só podemos amar se amarmos os outros.

E as questões são muitas: continuamos apenas na pastoral sacramental, ou viramo-nos para fora, para os problemas e dificuldades das pessoas e das organizações? Centramos a vida pastoral no Padre e esquecemo-nos da corresponsabilidade laical? Os leigos centram a sua acção apenas no interior da Igreja ou dão o seu testemunho cristão nos meios onde trabalham, estudam e vivem?

Se este ano não nos deixou algumas destas preocupações e mudanças, não passou de um lindo fogo de artifício. Bonito, mas que rapidamente será esquecido. E o pior é que a História continua: não fica à nossa espera.

Aproveitemos agora o Ano Jubilar Sacerdotal para consolidar estas aprendizagens e para aprofundar a IGREJA VIVA que Jesus quer que sejamos e que também nós queremos ser.

Como S. Paulo nos ensinou, neste Ano Jubilar Sacerdotal o nosso programa é Cristo, o Bom Pastor.

annus_logoESTRELA POLAR

Esta sede de Te encontrar em mim
De correr p’ra Ti, de estar junto de Ti
Guias pelos vales o decurso do meu rio
Única razão és Tu. Único sustento Tu
A minha vida existe porque existes Tu.

Refrão
Tudo gira à Tua volta, em função de Ti,
Não importa quando, onde e o porquê.
(x2)

Gira o firmamento sem nunca ter paz
Mas existe um ponto a brilhar p’ra mim
A estrela polar que guia os meus passos.
A estrela polar és Tu. A estrela segura Tu
A minha vida existe porque existes Tu.

Refrão
Brilha a Tua luz no centro do meu ser,
Dás sentido à vida que em mim nasceu,
Tudo o que farei será somente amor.
Única razão és Tu. A estrela polar Tu
A minha vida existe porque existes Tu.

«Evangelizar não é para mim um título de glória, mas uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar!» (1 Cor 9,16).

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  1. Outubro 24, 2011 às 21:17

    Acordar de manhã, pensar um novo dia. E RESAR AO NOSSO PAI DE CÉU. E PEDIR SEMPRE JESUS em mim, dentro do meu coração claro falar dele, aos meus amigos. e tentar falar com aqueles que nem sequer querem ouvir simples palavra fogem com medo, que eu ainda não sei o porque, de ter medo do nosso JESUS. O GRANDE AMOR DO MUNDO JESUS E MARIA.

  2. Júlio Teixeira Fagundes
    Agosto 19, 2012 às 23:09

    Minha Amada Mãezinha me ajuda a mim e minha familia, estou com serias dificuldades financeiras, parece que forças ocultas querem me prejudicar, sou catolico praticante sou Ministro e Comentarias da Santa Igreja por favor não me deixe sofrer ajude e proteja a mim a minha esposa filhos meus Pais e minha Irmã, meu Lar meu Trabalho e a escola dos meus filhos, Obrigado, NSRA DE FATÍMA ROGAI POR NÒS.

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