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PROJECTO “IGREJA SOLIDÁRIA”

maoscomamorEm cada Paróquia um Grupo de Acção Social.

O Cardeal Patriarca, na 6ª feira passada, dia 17, convocou, para o Centro  Diocesano de Espiritualidade, os Párocos, levando cada um consigo um leigo, para um Encontro sobre a acção sócio-caritativa como resposta à crise. Fez a apresentação e debate dum Projecto “Igreja Solidária“; para reforçar a capacidade da Igreja Diocesana dar resposta às novas situações da crise. Estamos conscientes de que a actual crise económico-financeira está a gerar graves situações sociais. Porém, também devemos estar conscientes de que a crise financeira é uma crise da sociedade que pôs o dinheiro acima de tudo: dinheiro por cima do amor, da vida em comunidade e da sustentabilidade do nosso planeta. Promoveu-se o consumo e agora abandonam-se milhões de consumidores na ratoeira das suas dívidas. Valorizou-se mais os lucros do capital, mais do que o direito à habitação, à educação e à saúde. Por meio de taxas de juros, comerciantes de dinheiro sem escrúpulos, aí estão hoje condenados por milhões de pessoas – roubadas do seu dinheiro, das suas reformas, das suas casas e do seu futuro. Geraram uma trágica crise do sistema financeiro mundial.  Uma vez que o sistema faliu, não há que remendar. Há que criar outras instituições, com novos objectivos, novos meios, novas regras que respeitem a dignidade das pessoas e dos povos.

Neste encontro afirmou-se que esta falência do sistema foi gerada pela ganância: “a avidez excessiva do lucro e a sede do poder…a qualquer preço” (SRS 37).Temos de mudar. Temos de mudar o estilo de vida – mudar é preciso, escrevia-vos eu em Fevereiro, no Farol 25. Perante as falências financeiras, encerramento de empresas às centenas, consequente aumento do desemprego e da fome, o Sr Patriarca com o Departamento da Pastoral Sócio-Caritativa, apresentou, à apreciação, o Projecto “Igreja Solidária“. Em vez de lamentações temos de arregaçar as mangas e meter mãos ao trabalho. Esta crise é uma oportunidade para mudarmos de estilo de vida. Temos de mudar hábitos culturais e cultuais, quer dizer que se estávamos habituados a comprar coisas de marca, temos de o deixar de fazer e em vez de trocarmos de coisas (por ex., carro, fatos, etc…) tão repetidamente, temos de o fazer, só quando, já estiverem gastas. Não podemos fazer todas as vontades aos meninos, alimentando facilitismos aos filhos, mas há que dar-lhes referências do bem comum, da fraternidade, da justiça, do respeito e da verdade…dos valores que dignificam as pessoas e a sociedade.

Com o Projecto, as Paróquias devem estimular a criação de respostas imediatas.  Para isso todas as Paróquias devem ter Grupos de Acção Social. São eles que  proporcionam o primeiro conhecimento. Cabe-lhes fazer um levantamento das situações, especialmente as da pobreza envergonhada que exige muita delicadeza e discrição e o primeiro contacto com os «casos sociais»;é a partir deles que se efectua o  primeiro apoio; eles são mediadores junto de outras entidades; e são também eles que efectuam o acompanhamento de cada «caso» até se alcançar uma solução satisfatória. Através deles, os cristãos, à semelhança do «Bom Samaritano»,  podem realmente ser «próximos» de quem precisa.

P. Batalha

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