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CARTA AOS CRISTÃOS E CRENTES DE BOA VONTADE

Queridos irmãos e irmãs, “Graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, que a si mesmo se entregou pelos nossos pecados, para nos libertar deste mundo mau, segundo a vontade de Deus Pai. A Ele a glória pelos séculos dos séculos! Ámen” (Gál. 1, 3-5).

Dirijo-me a vós que quereis viver a Páscoa, preparando-vos numa caminhada quaresmal.

Como sabemos “40 anos” foi o tempo em que o povo hebreu andou pelo deserto em busca da terra prometida. Também Elias e Moisés estiveram “40 dias” no deserto a preparar-se para a missão que Deus lhes confiou. O mesmo aconteceu com S. Paulo.

Também nós precisamos de viver em clima de deserto nesta Quaresma. É tempo que temos para fazer jejum e abstinência. Convido-vos a aproveitar a Quaresma para crescer na Fé, aproximando-nos de Deus e das pessoas com quem convivemos, através da oração na catequese, na família e na comunidade, através da abstinência e da caridade em favor dos pobres. Como nos propõe o nosso Pastor, Bento XVI:  “escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente… Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias a intensificar na quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola”. Ele explica que “valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento”, frisando que a prática do jejum “pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo”.

Quaresma é tempo para renovar a nossa Aliança Baptismal, confessando os nossos pecados, fazendo uma caminhada de conversão e de libertação. É tempo para ouvirmos e acolhermos a Palavra de Deus, reflectindo-a sobre a nossa vida.

Todos nós sabemos por experiência que, depois de um bom banho, nos sentimos refeitos, renovados. Por isso, a humanidade no tempo de Noé estava muito suja, corrompida, então Deus deu-lhe um banho: o dilúvio. Este banho tornou-se sinal de renovação e de vida. Deus fez uma Aliança com a humanidade. As águas do Dilúvio, como as águas do Mar Vermelho que atravessaram, libertando-se da escravidão, e como as águas do Rio Jordão, onde Cristo recebeu a unção do Espírito Santo e as águas que brotaram do coração de Jesus, trespassado na Cruz, manifestam as graças que recebemos no Baptismo. Quem tem Jesus e a Sua Palavra diante dos olhos sabe o que é ser salvo. Este “ter Jesus diante dos olhos”  é o que assumimos no Baptismo: a nossa Fé. Quem segue o Caminho de Jesus é salvo. Se vivermos assim “unidos a Jesus” , o Baptismo é para nós o banho da vida renovada e refeita. Estamos a caminhar para a noite pascal, momento em que os primeiros cristãos celebravam o Baptismo e nós, agora, fazemos a nossa Profissão de Fé.

Promovendo a nossa transformação interior preparemos o nosso coração para o Mistério da Fé, acolhendo a Ressurreição de Cristo.
A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito, irmãos!

P. Batalha

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