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CONVERSÃO DE SÃO PAULO

lug21esA Igreja celebra hoje a Festa da Conversão de São Paulo, dia em que há 50 anos João XXIII, anunciava na Basílica de S. Paulo Extramuros, em Roma, a convocação de um Concílio Ecuménico para arrancar com a Conversão da Igreja para uma nova evangelização.

A actualidade da vocação de S. Paulo, chamado “apóstolo dos pagãos“, é muito grande, especialmente neste tempo em que é urgente a nova evangelização dos nossos ambientes secularizados, alguns até a reivindicar o ateísmo com anúncios publicitários em autocarros “Provavelmente Deus não existe. Deixa de te preocupar e goza a vida”. Estas provocações são de todos os tempos. Já na Bíblia referem os Salmos 14 e 53 “O insensato diz no seu coração: Não há Deus. Corruptas e abonáveis são as suas obras”. Hoje os ateus estão-se a mexer muito. São provocações. Os cristãos não devem usar as mesmas armas. O tempo se encarregará… Os cristãos têm é de aprender a viver, a estar de pé, a testemunhar convicções, num mundo que, agora, não é uniforme no pensar, nem no agir. A Fé leva o crente a aceitar o desafio de mostrar pela sua vida que Deus está vivo e que o contágio da Fé se dá pelas boas obras e não por argumentos racionais. Como escreveu o Bispo D. António Marcelino: “A campanha contra Deus vem mostrar a necessidade de saber dizer Deus com a vida e vem sublinhar a necessidade de formação”. Eis porque criámos a Escola Paroquial. (PARA LER MAIS)>>

A Sessão de 6ª feira passada teve, como cartilha, a primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios. A partir dela frei Herculano sublinhou a centralidade de Jesus Cristo na nossa Fé. São Paulo fala da Igreja como “Corpo de Cristo”, comunidade estruturada e organizada a partir da Cabeça que é Cristo. Os diferentes ministérios (Apóstolos, Profetas, Mestres, etc…), os diversos serviços e dons , à semelhança dos diversos membros do corpo, não são para uso próprio, mas para o bem comum de todo o corpo eclesial (a Igreja): Cristo também não viveu para si, mas para os outros.(Rom. 12, 3-8). Por isso, as pessoas não se definem pela sua autonomia, mas pela participação e pela comunhão.

Esta Carta trata dos problemas casuais e das questões da vida comunitária. Assim: as divisões internas da comunidade (capítulos 1-4; as desordens sexuais (cap. 5-6); o matrimónio e a virgindade (cap. 7); o culto pagão e o culto cristão (cap.8-11; trata dos problemas levantados pelos cristãos que participam em banquetes de amigos nos templos pagãos; propõe o seu exemplo de apóstolo e dá indicações para o modo de se comportarem nas assembleias litúrgicas); o uso dos carismas (cap. 12-14);  a Ressurreição dos mortos (cap. 15);  colecta e saudações(cap. 16). A carta contém uma antiga narração da Ceia do Senhor (cap. 11, 23-26), a demonstração da primeira tradição cristã sobre as aparições do Ressuscitado (cap. 15, 3-7) e o célebre “Hino” ao amor cristão (cap. 13).

Este aguerrido perseguidor dos discípulos de Jesus, vencido pela Graça, entrega-se incondicionalmente a Cristo que o escolhe para seu Apóstolo e o encarrega de anunciar o Evangelho, em pé de igualdade com os Doze. E pode confessar de verdade: “Para mim viver é Cristo”. Sigamos pelas pegadas de Paulo.

P. Batalha

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