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A ALEGRIA É POSSÍVEL

alegriaEste tempo de Advento é para nos prepararmos para acolher Cristo na sua vinda definitiva no fim da história da humanidade, mas enquanto não chega esse momento, é tempo para recordar, reviver e celebrar a vinda de Jesus na nossa história com a sua incarnação.

É tempo para nos identificarmos com Ele. S. Paulo dá alguns indicadores de identidade que permitem reconhecer o cristão: a alegria, a atitude de oração, dar a mão aos pobres, curar corações atribulados, abrir caminhos de justiça e de liberdade – ser profeta da esperança e de renovação em profundidade da vida do povo.

Pergunta-se: mas podemos estar alegres com tantos e tão graves problemas sociais e familiares, com tantas situações de pobreza e atentados à dignidade das pessoas?

SIM, apesar disso, a alegria é possível.

É possível a alegria, porque é possível a Esperança.

Porque os cristãos têm Esperança e Fé…

Sem dúvida que os problemas são reais, mas não podem ser motivo de resignação quando trabalhamos com sinceridade, quando procuramos ser justos com todos e nos esforçamos por criar vínculos de solidariedade e colaboramos com entidades por um mundo mais justo, fraterno e solidário. Então o mundo começa a transformar-se, a melhorar.

Os cristãos que o queiram ser, seguem os apelos dos profetas e são também eles, por sua vez, porta-vozes e testemunhas.

Não podemos baixar os braços na resignação. Ninguém pode fazer tudo, mas cada um pode fazer alguma coisa.

Comecemos por reflectir nos nossos comportamentos, revendo os nossos estilos de vida. É o grande desafio vindo dos profetas Isaías e João Baptista e, por fim, de Jesus: construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas se respeitem e se estimem.

Este nosso dever começa em casa com a educação dos filhos. Alerto-vos para os novos perigos na família. Não vos deixeis subjugar aos filhos; não aceitem que eles vos faltem ao respeito. “De pequenino se torce o pepino”, é da sabedoria popular.

Reparem nisto: considerava-se um bom pai/mãe aquele cujos filhos se portavam bem. Obedeciam às suas ordens e tratavam-nos com o devido respeito e amor; bons filhos os que veneravam os seus pais. Os papéis inverteram-se: agora são os pais que têm que agradar aos filhos para “ganhá-los” e não no inverso como no passado; isto explica o esforço que fazem tantos pais/mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” aos seus filhos.

Os filhos precisam de perceber que durante a infância os pais estão à frente das suas vidas, como líderes capazes de os submeter, quando não os podem conter; e de os guiar enquanto não sabem para onde vão. É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrolo e tédio, em que se está a afundar uma sociedade que parece ir à deriva sem regras nem destino. Só uma atitude firme, respeitosa lhes permitirá confiar na vossa idoneidade para governar as suas vidas, enquanto forem menores, porque vão à frente liderando-os, e não atrás, carregando-os e “vendidos” às suas vontades.

A educação tem “limites“. Estes abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito. “Não vos acomodeis a este mundo… deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom e recto, o que Lhe é agradável e é perfeito”.

Expulsa de tua casa o “pai natal” consumista e dá lugar ao estilo de Jesus, de uma vida simples.

Cultiva o espírito comunitário na atenção aos outros na tua casa e a solidariedade com os de fora.

Foge da rotina e faz algo de novo todas as semanas.

Descobre as pessoas que te rodeiam em casa e fora dela. Assim, nasce e cresce o Amor de Jesus no teu coração. É Natal. Feliz Natal !

P. Batalha

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