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UMA PRENDA DE NATAL

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Madeira

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Madeira

O Nascimento de Jesus já era, no séc. II, uma referência para S. Inácio de Antioquia que, numa carta aos cristãos de Esmirna, diz que “Cristo nasceu verdadeiramente no seio virginal de Maria. Ele é o Deus encarnado” Mas só a partir do séc. IV começou a ser celebrada a Festa cristã do Natal. Porquê o dia 25 de Dezembro?  Porque nesta data  é o solstício do Inverno, momento do ano em que o sol começa a brilhar mais, havia entre os romanos a festa do sol. Muito naturalmente, os cristãos relacionaram esta festa do sol com o acontecimento de Jesus de Nazaré, que se apresentou como a Luz do mundo. Deram, por isso, um sentido cristão à festa do sol, fazendo dela a festa do Nascimento de Jesus, Luz do mundo, Sol de Justiça. Este simbolismo do Natal é de uma grande riqueza.

Por isso aí está um tempo especial do ano. São as ruas com luzes multicolores. A publicidade a propor as nossas compras e a Imprensa a sugerir maneiras de celebrar o Natal. Trocamos postais de Boas-Festas e compramos presentes para a família e para os amigos. A Festa é grande: celebramos o acontecimento central da história, a vinda do Filho de Deus à Terra.

Mas reparai: Ao chegar o dia do Meu Aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra. Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes… Mas sabes uma coisa: Não Me convidaram. A Festa era para Mim e quando chegou o grande dia, fecharam-me a porta na minha cara. E se Eu queria partilhar a mesa com eles!… Como não me convidaram, Eu pensei entrar sem fazer ruído. Entrei e fiquei num cantinho. Estavam todos a brindar, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se. Chegou então um velho gordo, vestido de vermelho, com barba branca e a gritar: Ho! Ho!, Ho!…parecia ter bebido demais…Deixou-se cair sobre uma cadeira e todos correram para ele dizendo: Pai natal, pai natal!! – como se a festa fosse para ele.  Quando chegou a meia noite todos começam a abraçar-se. Eu estendi os meus braços à espera que alguém me abraçasse. Então não é que ninguém me abraçou!!! De repente começaram a entregar presentes. Aproximei-me para ver se havia algum para Mim. -Nada!… O que é que tu sentirias, se no dia do teu aniversário todos recebessem prendas menos tu?!…”.

Conheço algumas famílias em que isto não é assim. Entre os presentes também aparece prendas para o “Menino Jesus” que se destinam a ajudar alguém ou alguma família carenciada, porque acreditam na Palavra de Jesus: “O que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fazeis…”. “Reparte o teu pão com o faminto e dá pousada ao pobre sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante”…”Se não amas a teu irmão que vês, como podes amar a Deus que nõs vês?!”

P. Batalha

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