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APROVEITAR O TEMPO

relogio_do_solEstamos ainda nos começos do ano escolar, mas estamos a terminar o Ano Litúrgico.

Portanto, tempo de balanço. Tempo de ontem e de hoje. Sempre transitório, mas sempre vigilantes e atentos, para em qualquer momento prestar contas. Porque esta é a nossa hora de estarmos acordados para agir e cumprir a nossa missão.

O Evangelho deste penúltimo domingo apresenta-nos a parábola dos “talentos” que há que fazer frutificar, chegando o momento em que cada um tem de prestar contas da sua vida. Por isso há que aproveitar o tempo. Há que fazer render os bens, ser diligente e fazer render os talentos, os dons, as capacidades que cada um de nós recebeu. O Evangelho mostra que Jesus exige criatividade, coragem e espírito empreendedor no serviço do Reino. Com esta parábola dos talentos retrata de alguma maneira as diversas atitudes a tomar diante da vocação de cada um.. A nossa vocação é peregrinar, com os riscos que isso comporta. E “quem não arrisca não cruza o mar“. Nada de moleza e passividade.

Jesus deu-nos o exemplo, gastando todas as suas energias a construir o Reino de Deus, formando os apóstolos para continuar a sua obra.

Toda a gente fala em investimentos: comprar isto ou aquilo para fazer render o dinheiro, abrir uma poupança… Assim fazem os países ricos com os países pobres: emprestam dinheiro com juros altos para ficarem ainda mais ricos.

Jesus propõe que sejamos vivos no bom sentido: que a nossa vida seja um contínuo investimento ao serviço do bem, da justiça e da paz. A qualquer hora podemos ser chamados a prestar contas da nossa administração.

Todos recebemos talentos, qualidades que podem contribuir para a felicidade de outros.

Devemos viver cada dia como se fosse o último. Cristo Jesus quer encontrar-nos empenhados na sua causa: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

Como vai a minha caridade ?…é um talento a render ou está enterrado ? Como vai o meu cuidado com os familiares em casa e na comunidade ? Será que Cristo gostaria de ser acolhido pelo tipo de comunidade que nós constituímos ?

Temos de aproveitar o tempo para fazer render as nossas qualidades e carismas ao serviço do bem comum. Sempre me agradou o testamento que o fundador do Movimento Escutista, Baden Powell, deixou aos seus continuadores: “Julgo que Deus nos colocou neste mundo encantador para que sejamos felizes e gozemos a vida. Mas, a felicidade não vem da riqueza, nem do êxito, nem do prazer… A maneira de se conseguir a felicidade é fazer felizes os outros… Procurai deixar o mundo em condições melhores do que aquelas que tinha quando entrastes nele. Assim, quando chegar o momento da morte, podeis sentir-vos felizes, porque, ao menos, não perdestes o tempo e fizestes o bem que vos foi possível“.

Na verdade, a vida é o maior dos dons e o maior dos riscos. Ela é o talento inicial capaz de produzir muitos outros talentos. Desenvolvê-la e fazê-la fecunda é a grande missão e a primeira responsabilidade de todo o cristão.

P. Batalha

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