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DAR – PARA MUDAR O MUNDO

Durante a minha estadia no Hospital, li três livros. Aproveito para vos falar dum que tem por título: DAR.

Acho-o muito interessante porque fala de uma causa muito humanitária de que vos tenho falado muitas vezes: a Partilha.

Cada um de nós pode dar alguma coisa. Todos temos alguma coisa para dar e há muita coisa a fazer, seja na nossa terra ou noutras. Também nunca é tarde ou demasiadamente cedo para começar a dar: velhos e novos, ricos e pobres, qualificados e analfabetos, ….

Hoje há novas formas de dar. Há iniciativas e organizações ou instituições.

Podemos dar dinheiro, disponibilizar tempo para trabalho voluntário, dar bens e organizar acções de solidariedade. Porque devemos dar; como escolher uma causa e contribuir com dinheiro, com tempo ou coisas… sendo úteis a instituições de bem-fazer, analisando as necessidades das pessoas, animais e meio ambiente.

Nós já damos dinheiro por exemplo, na Igreja, em ofertórios destinados à CARITAS, às missões, aos seminários…e para ajudar a resolver problemas resultantes de desgraças.

Nem todos temos dinheiro para dar, mas todos dispomos das 24 horas do dia. Uns têm mais tempo livre do que outros; porém quase todos terão alguma oportunidade. Até é verdade que muitas vezes os que dão mais tempo são os que estão mais ocupados.

Muitos cidadãos, famílias e empresas dispõem de coisas que podem doar a quem delas precisam. O desafio é identificar as doações úteis e fazê-las chegar aonde são necessárias. Há tanto material recuperável. Solicitando donativos directos aos fabricantes, recolhendo material e equipamento junto de médicos, enfermeiros e farmácias,… Por exemplo a Fundação João XXIII/Casa do Oeste, através de Grupos de Voluntários, na Solidariedade com a Guiné, tem levado ali grandes apoios a 4 projectos que acompanha: no Ensino, na Educação, na Saúde e na Agricultura.

Têm sido campanhas junto de Comunidades, Catequeses, Escolas, junto de amigos: material escolar, livros, equipamento desportivo, bolas, jogos, bicicletas, máquinas de costura, alfaias agrícolas (recordo a campanha do tractor) e outros objectos como materiais de construção…

Dar conhecimentos: muitos de nós sabemos fazer coisas que outros não sabem. Transferir esse conhecimento e a habilidade para o usar pode ajudar os outros de formas surpreendentes… ou ajudar a conseguir uma qualificação, nem que seja proporcionar uma bicicleta para poder ir estudar.

Outras dádivas que podemos fazer serão a reconciliação, a capacidade de ver os outros como pessoas, respeitando-as, comunicando e trabalhando com elas, partilhando a vida, promovendo a compreensão mútua, a reconciliação e o perdão…

Estamos a iniciar um novo Ano Pastoral: cultivemos o espírito e a generosidade da doação; e para nós cristãos este dever das Obras da Misericórdia começa em casa. É desde logo na família que este espírito da partilha e esta prática se inicia.

Neste ano dedicado a S. Paulo, encontramos nele este espírito de doação. Sigamos o seu exemplo e os seus ensinamentos. Assim cada um de nós pode ajudar a mudar o mundo para melhor.

P. Batalha

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