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Princípios de Educação – Maria é Mestra

Este mês de Agosto é polarizado pela Festa a Nossa Senhora, exaltando a sua Assunção ao Céu. Mas Agosto é talvez o mês que tem mais festas em honra de Santa Maria, porque muitas povoações e instituições a escolheram como padroeira, invocando-a com diversos títulos. Porque ela é o grande modelo dos cristãos, no seguimento do Evangelho; porque ela dá-nos um grande estímulo na nossa Fé e na nossa Esperança.

Maria começa por ser uma grande Mãe e Mestra. Ela é a maior educadora da história.

Muitos católicos são muito devotos de Maria, mas não a conhecem. Temos muito a aprender com ela.

Desde que aceitou ser a Mãe de Jesus sujeitou-se a uma vida cheia de surpresas.

Na apresentação de Jesus no Templo o velho Simeão advertiu-a que Ele é sinal de contradição: aceitação e rejeição. Jesus seria amado e odiado.

Se Maria tivesse medo de enfrentar os riscos não estaria preparada para educar o homem que mais riscos correria na história. Casa de pais escola de filhos. Tal Mãe tal Filho.

Muitos pais, educadores, têm medo de falhar. Preferem a omissão à acção, transmitindo assim a insegurança e o medo.

Na educação dos jovens há muitos riscos: consumo de drogas, empregos frustrantes, casamentos infelizes, etc…Que fazer? Fechar os olhos?! Desesperar ? O medo é um ladrão.

Para Maria, desde que concebeu o Menino Jesus, tudo mudou. Ela tinha de usar as lágrimas para irrigar a serenidade e conhecer-se para não entrar em desespero.

É preciso ensinar os jovens que a vida é um risco, ajudando-os a compreender que há um mundo lá fora diferente do espaço controlado da escola, do ambiente de casa e da Internet. Não lhes poupem as dificuldades, mas ensinai-os a superá-las.

Maria enfrentava as dificuldades e não reclamava ao confrontá-las. Nem lamentava quando as coisas corriam mal ou sucediam de forma diferente daquele que tinha sido planeado. Ela até agradecia, mas não era conformista. Não ficava parada à espera que alguém socorresse. Ela erguia-se à procura de outro caminho. Agradecer e reagir são artes que Maria reunia em si.

A coragem de Maria era surpreendente: “Se precisasse de dormir num curral e respirar o cheiro do estrume, ela dormia. Se precisasse de fazer as suas malas com urgência e mudar de região, ela fazia-o. Se tinha dúvidas sobre um determinado ponto e precisasse de o questionar, não era omissa, perguntava sem medo”.

Maria usava a intuição para educar o Menino Jesus. Por isso, via com os olhos do coração, pensando muito, treinando o olhar psíquico.

Os pais muitas vezes ferem os filhos porque lhes reagem com respostas já feitas.

Maria não tinha preguiça de pensar e reflectia muito antes de reagir.

Muito mais há a aprender com esta grande educadora, Maria, Mãe e Mestra.

P. Batalha

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