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Cardeal Saraiva Martins expressa gratidão à Igreja

Em declarações à Agência Ecclesia, D. José Saraiva Martins expressou sua gratidão à Igreja e ao Papa ao encerrar sua actividade como presidente da Congregação para as Causas dos Santos, afirmando que foi «um dom de Deus» poder actuar à frente do organismo da Cúria Romana.

A Santa Sé informou hoje que Bento XVI aceitou o pedido de renúncia de D. Saraiva Martins, de 76 anos, por razões de idade, segundo estabelece o Código de Direito Canónico.

Para o cargo foi nomeado o arcebispo italiano Angelo Amato, que até o momento era secretário da Congregação para a Doutrina da Fé.

O cardeal Saraiva Martins, claretiano, nasceu em 6 de Janeiro de 1932, em Gagos (Portugal). Nomeado bispo titular de Tuburnica, em 1988 ocupou o cargo de Secretário da Congregação para a Educação Católica e foi prefeito da Congregação para a Causa dos Santos desde 30 de Maio de 1998.

Foi criado cardeal diácono por João Paulo II em 21 de Fevereiro de 2001; recebeu o capelo vermelho e a diaconia de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

Dom Angelo Amato, salesiano, nasceu em Molfetta (Itália), em 8 de Junho de 1938. É sacerdote desde 1967, e, nos anos 70, viveu durante um longo período na Grécia, onde aprofundou na teologia e espiritualidade ortodoxas.

Em 2002 foi nomeado por João Paulo II secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, onde trabalhou com o então cardeal Ratzinger. Foi também vice-reitor da Universidade Pontifícia Salesiana.

A Congregação para a causa dos santos

A Congregação começou em 22 de Janeiro de 1588, quando Sisto V criou a Sagrada Congregação dos Ritos e lhe confiou a tarefa de regular o exercício do culto divino e de estudar as causas dos Santos. Paulo VI, com a Constituição Apostólica «Sacra Rituum Congregatio», de 8 de Maio de 1969, dividiu a Congregação dos Ritos, criando assim duas Congregações, uma para o Culto Divino e outra para as Causas dos Santos.

João Paulo II, com a constituição apostólica «Pastor Bonus», de 28 de Junho de 1988, deu-lhe a fisionomia que tem hoje.

Segundo estabelece o artigo 71 da constituição, a Congregação «assiste com normas especiais e com conselhos oportunos os bispos diocesanos, aos que compete a instrução da causa».

Também, diz o artigo 72, «pondera atentamente as causas já instruídas, vendo se tudo se realizou segundo a norma da lei. Indaga a fundo as causas assim examinadas, com o fim de julgar se são cumpridos todos os requisitos para que se submetam ao Sumo Pontífice os votos favoráveis, de acordo com os graus das causas anteriormente estabelecidos».

O artigo 73 estabelece que também «corresponde à Congregação examinar a concessão do titulado de doutor aos santos, depois de ter obtido o parecer da Congregação da Doutrina da Fé, no que se refere à doutrina eminente».

Por último, a constituição estabelece que «lhe corresponde também dizer sobretudo o referente à declaração da autenticidade das sagradas relíquias e à sua conservação».

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