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Archive for Julho, 2008

As Parábolas do Reino

Quarta-feira da 17ª Semana do Tempo Comum

Wednesday of the Seventeenth week in Ordinary Time

As parábolas do tesouro casualmente encontrado no campo, e da pérola desejada e finalmente comprada, acentuam a alegria daquele que compreendeu o valor do reino de Deus. Ambos os protagonistas vendem tudo o que têm para adquirirem o tesouro e a pérola, respectivamente. Mas o ensinamento fundamental não é o da entrega incondicional que o Reino exige, com as respectivas renúncias. A palavra fundamental é «cheio de alegria» (v. 44), referida ao homem comovido diante do excepcional achado num campo, e da pérola de grande valor encontrada. Perante essas descobertas, tudo o resto perde valor. Daí que nenhum esforço, nenhuma renúncia, pareçam excessivos para obter tais bens.

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Evangelho segundo S. Mateus 13, 44-46
«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»

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Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa do Menino Jesus – Um tesouro escondido

Commentary of the day by Saint Thérèse of the Child Jesus – Hidden treasure

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint Matthew 13, 44-46
The kingdom of heaven is like a treasure buried in a field, which a person finds and hides again, and out of joy goes and sells all that he has and buys that field. Again, the kingdom of heaven is like a merchant searching for fine pearls. When he finds a pearl of great price, he goes and sells all that he has and buys it.

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Santa Marta – Saint Martha, MO

Terça-feira da 17ª Semana do Tempo Comum

Tuesday of the Seventeenth week in Ordinary Time

O Evangelho pode ser Jo 11, 19-27 ou Lc 10, 38-42. Escolho este último:

A Liturgia de hoje convida-nos a reflectir sobre a HOSPITALIDADE. Sempre que nos reunimos para celebrar a Eucaristia, o Senhor acolhe-nos como hóspedes em sua casa e oferece-nos a “melhor parte”: a sua Palavra e o Pão da vida.

«Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».Lc 10, 42

“Marta ocupava-se em muitas coisas, dispondo e preparando a refeição do Senhor. Pelo contrário, Maria preferiu alimentar-se do que dizia o Senhor. Não reparou de certo modo na agitação contínua de sua irmã e sentou-se aos pés de Jesus, sem fazer outra coisa senão escutar as Suas palavras. Tinha compreendido de forma fidelíssima o que diz o Salmo: ‘Descansai e vede que Eu sou o Senhor’ (Ps 46,11). Marta consumia-se, Maria alimentava-se; aquela abarcava muitas coisas, esta só atendia a uma. Ambas as coisas são boas”.

Santo Agostinho, Sermão 103

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Evangelho segundo S. Lucas 10, 38-42
Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»

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Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho – «Uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa»

Commentary of the day by Saint Augustine – “A woman whose name was Martha welcomed him

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint Luke 10, 38-42
As they continued their journey he entered a village where a woman whose name was Martha welcomed him.
She had a sister named Mary (who) sat beside the Lord at his feet listening to him speak. Martha, burdened with much serving, came to him and said, “Lord, do you not care that my sister has left me by myself to do the serving? Tell her to help me.” The Lord said to her in reply, “Martha, Martha, you are anxious and worried about many things. There is need of only one thing. Mary has chosen the better part and it will not be taken from her.”

PROFISSÃO DE FÉ – Um bom negócio

Julho 26, 2008 1 comentário

Acolher com Fé e amor a Cristo é a grande sabedoria dos cristãos e quem descobre nela o “tesouro escondido” considera ter feito um bom negócio.

Porém, muitos que se professam cristãos não descobriram ainda este tesouro. Foram baptizados, mas não assumiram o seu baptismo e vivem num faz de conta.

Li, há dias, do Bispo D. António Marcelino: “Muita gente da Igreja parece não ter entendido ainda que esta está posta perante um desafio que não a pode deixar indiferente: a opção inadiável dos cristãos por uma fé consciente, esclarecida e socialmente comprometida”.

Nós vivemos, hoje, num mundo e numa cultura dominados pelo relativismo face à verdade e ao bem. Por isso, a Fé cristã que, há uns anos, se recebia na família de uma forma normal, hoje para muitos ficou resumida apenas a alguns hábitos religiosos vazios de conteúdo ficando reduzidos a meros actos sociais. É o caso, por exemplo, do Baptismo.

A maioria dos pais que pedem o baptismo para os seus filhos, quando se lhes pergunta: Porque querem baptizar ? Respondem simplesmente: – porque somos baptizados. E para quê? A esta pergunta ficam muito embaraçados. É a expressão de uma Fé pouco assumida e nada esclarecida.

Quando se pergunta aos padrinhos pelo seu papel. A esta questão, menos esclarecidos estão. Ora quando não se sabe, não se faz. Por consequência os padrinhos não chegam a servir para nada.

As Normas agora publicadas, na Diocese, pelo nosso Bispo, Patriarca de Lisboa, põe mais a claro que para se baptizar uma pessoa não são precisos padrinhos, embora a Igreja aconselhe a ter um padrinho ou uma madrinha, mas a tê-los que o sejam de facto e não apenas de nome.

Os pais assumem compromissos no casamento cristão e no baptismo que, muitas vezes, não cumprem. Prometeram a educação dos filhos, sendo os principais catequistas; não só não a iniciam como na altura da Catequese paroquial não os acompanham com a sua ajuda e interesse. Daí as grandes dificuldades que os catequistas sentem.

Transmitir a Fé aos filhos, com a ajuda de outras pessoas e instituições como a paróquia, a escola ou associações católicas é uma responsabilidade que os pais não podem esquecer, descuidar. Porque é que a família cristã é chamada ‘Igreja doméstica’? Porque a família manifesta e realiza a natureza de comunhão e familiar da Igreja, como família de Deus, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e cristãs, lugar do primeiro anúncio do Evangelho aos filhos.

Os pais são os primeiros responsáveis da educação dos filhos e os primeiros anunciadores da Fé.

É seu dever ensinar que o Reino de Deus é um tesouro, uma pedra preciosa… mas não basta encontrar o tesouro, é preciso conquistá-lo. É preciso envolver-se.

Faz lembrar aquela lenda oriental da dona de casa que um dia foi ao mercado e ao aproximar-se de uma banca viu, surpreendida, que do outro lado estava, nem mais nem menos que o próprio Deus. “Que coisas se vendem aqui?” – perguntou, curiosa. “Tudo o que o seu coração deseja”, foi a resposta. Custando a acreditar no que ouvia, tomou a decisão de pedir as coisas que julgava mais belas: Gostaria de ter a paz no coração, a sabedoria e a alegria”. Reflectindo melhor, pediu ainda: “E tudo isso não só para mim mas também para todas as pessoas que eu amo”. Sorrindo-lhe, Deus respondeu-lhe: – “Creio que entendeste mal, minha filha. Aqui não se vendem os frutos, mas só as sementes”.

São essas sementes que os pais têm a responsabilidade de cultivar.

P. Batalha

17º Domingo do Tempo Comum – Ano A – 27/07/2008

A liturgia deste domingo convida-nos a reflectir nas nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.
No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.
A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.

Boas Férias

Amigos

Eis aí o tempo de Férias. Se as tens aproveita. Se estás a trabalhar faz também deste tempo, um tempo feliz. Deus conta contigo.

Para mim chegaram agora alguns dias. Desta vez vou passar uma semana a casa do meu amigo Pe. José Pedro, prior de Portimão.

Depois de preparar a Missa Nova do paroquiano, Pe. Daniel, e depois do funeral do meu irmão João, pai da Rosália que conheceis, vou arejar orientado pelas palavras do Papa Bento XVI:

No mundo em que vivemos, torna-se necessário poder retemperar o corpo e o espírito…
As férias são dias que se podem dedicar mais demoradamente à oração, à leitura e à meditação sobre os significados profundos da vida, no contexto sereno da própria família e dos mais queridos.

Os tempos de férias oferecem oportunidades únicas  de paragem diante de espectáculos sugestivos da natureza, maravilhoso “livro” acessível a todos, grandes ou pequenos. Em contacto com a natureza, a pessoa reencontra a sua justa dimensão, redescobre-se como criatura, pequena mas ao mesmo tempo única, “capaz de Deus”, porque interiormente aberta ao infinito.

Provocada pela pergunta de sentido que urge no coração, ela percebe no mundo que a rodeia a marca da bondade e da providência divina e quase naturalmente se abre ao louvor e à oração.

25 de Julho de 2008

Com amizade e gratidão, um abraço de Paz e Bem

Vosso amigo

P. Batalha

Porque lhes falas em parábolas?

Quinta-feira da 16ª Semana do Tempo Comum

Thursday of the Sixteenth week in Ordinary Time

Que pretendia Jesus, ao servir-se de parábolas que os seus ouvintes não podiam entender? Esta questão preocupava os cristãos das primeiras comunidades, que sentiam a necessidade de explicar e interpretar essa forma de anúncio inacessível de modo imediato e, por outro lado, enfrentavam a oposição e o escândalo do povo eleito que, em grande parte, não tinha acolhido o Messias. A resposta já foi apontada na parábola do semeador: há quem esteja disponível e há quem resista à palavra de Jesus. Essa atitude interior faz toda a diferença. Há quem se converta e atinja a bem-aventurança, e há quem não se converta, ouvindo sem compreender e vendo sem perceber. Deus anunciara a Isaías (6, 9s.) as dificuldades que o profeta havia de encontrar na sua missão. Tudo isso se verificou na vida do profeta, mas, sobretudo, na vida de Jesus e, depois d´Ele, na vida da Igreja. A Bíblia aponta a Deus como causa primeira dos eventos, mas não é Ele que determina a docilidade ou a dureza do coração do homem. Isso depende do próprio homem, chamado a assumir, em primeira pessoa, a responsabilidade pelas suas opções diante da palavra que lhe é dirigida.

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Evangelho segundo S. Mateus 13,10-17
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?» Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado. Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender. Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar. Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»

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Comentário ao Evangelho do dia feito por S. Justino – «Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês vêem»

Commentary of the day by Saint Justin – “Many prophets and righteous people longed to see what you see

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint Matthew 13,10-17
The disciples approached him and said, “Why do you speak to them in parables?” He said to them in reply, “Because knowledge of the mysteries of the kingdom of heaven has been granted to you, but to them it has not been granted. To anyone who has, more will be given and he will grow rich; from anyone who has not, even what he has will be taken away. This is why I speak to them in parables, because ‘they look but do not see and hear but do not listen or understand.’ Isaiah’s prophecy is fulfilled in them, which says: ‘You shall indeed hear but not understand you shall indeed look but never see. Gross is the heart of this people, they will hardly hear with their ears, they have closed their eyes, lest they see with their eyes and hear with their ears and understand with their heart and be converted, and I heal them.’ But blessed are your eyes, because they see, and your ears, because they hear. Amen, I say to you, many prophets and righteous people longed to see what you see but did not see it, and to hear what you hear but did not hear it.

Chamados e enviados

O dia 20 de Julho tornou-se uma data memorável, para as Paróquias de Santa Bárbara e Ribamar da Lourinhã, com a Ordenação e Missa Nova do jovem Pe. Daniel Almeida.

A Igreja Paroquial do Santuário de Santa Bárbara já há muito tempo que não se via tão repleta de gente, vinda não só destas duas Paróquias, mas também das paróquias circunvizinhas e de outras por onde o Daniel passou em actividades pastorais de Pré-Seminário ou em estágio de formação; e ainda da Paróquia da Amadora para onde vai exercer o seu ministério com o Pároco Pe. Carlos Pratas.

Foi uma Festa maravilhosa pela celebração sentida, interiorisante e vibrante, que deixou marca no coração de todos os participantes. Também pela bela ornamentação, dentro e fora da igreja e, depois, pelo beberete em qualidade e organização.

A alegria do Pe. Daniel transparecia não só no seu rosto, mas também nas suas palavras ao exclamar: como é bom estarmos aqui!

Ainda na sua homilia sublinhou, a propósito da Palavra de Deus proclamada, que Deus é paciente e está sempre pronto a perdoar e é lento para condenar; que é necessário acolher o Espírito de Jesus como guia e o “Mestre interior” que nos introduz na comunhão de Deus. Ele deseja Cear connosco para nos dar a Vida Nova. Sigamo-l’O na Sua Palavra que é farol para os nossos passos e sejamos fermento na história dos homens para que o Reino de Deus cresça.

No final da celebração foi o gesto de veneração beijando as mãos sagradas com os santos óleos para o ministério de Cristo. Como lembrança deste dia ofereceu a cada um pequeno opúsculo com testemunhos de outros consagrados destas paróquias e outras pessoas que estiveram na preparação espiritual desta Celebração.

Pe. Batalha

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O terreno fértil dá uma colheita abundante

Quarta-feira da 16ª Semana do Tempo Comum

Wednesday of the Sixteenth week in Ordinary Time

Mateus apresenta-nos, no capítulo 13 do seu evangelho, sete parábolas sobre o mistério do reino de Deus. A liturgia propõe-nos, hoje, a primeira. Jesus centra a atenção dos seus ouvintes numa imagem bem conhecida, revelando algo de Si mesmo em relação à Palavra que veio anunciar. Tal como o semeador espalha a semente, sem a preocupação de a poupar, assim Jesus proclama a palavra do Pai a todos, sem distinções nem reservas. É a palavra de vida. E Ele foi enviado pelo Pai para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10). Mas, tal como a sorte da semente depende do terreno onde cai, assim a Palavra produz fruto conforme o coração que a recebe. Era essa a experiência de Jesus, que já vira agudizar-se a crise entre Ele, por um lado, e os fariseus e os escribas por outro (cf. Mt 12, 1-14.22-32).
A parábola tem uma conclusão surpreendente, que é a sua mensagem central: o terreno fértil dá uma colheita extraordinariamente abundante, para além de qualquer razoável expectativa. De igual modo, a palavra proclamada por Jesus, apesar de não suscitar o interesse esperado, e até de sofrer oposição, terá uma fecundidade maravilhosa, que só entende quem tem fé, quem reconhece no evangelho de Jesus a vontade do Pai, e está pronto a acolhê-la e a pô-la em prática (cf. Mt 12, 50).
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Evangelho segundo S. Mateus 13, 1-9
Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia. Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram. Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta. Aquele que tiver ouvidos, oiça!»

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Comentário ao Evangelho do dia feito por Catecismo da Igreja Católica – “Aquele que recebeu a semente em terra boa é o homem que escuta a Palavra e a compreende(Mt 13,23)

Commentary of the day by Catechism of the Catholic Church – “The seed sown on rich soil is the one who hears the word and understands it(Mt 13,23)

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint Matthew 13,1-9

On that day, Jesus went out of the house and sat down by the sea. Such large crowds gathered around him that he got into a boat and sat down, and the whole crowd stood along the shore. And he spoke to them at length in parables, saying: “A sower went out to sow. And as he sowed, some seed fell on the path, and birds came and ate it up. Some fell on rocky ground, where it had little soil. It sprang up at once because the soil was not deep, and when the sun rose it was scorched, and it withered for lack of roots. Some seed fell among thorns, and the thorns grew up and choked it. But some seed fell on rich soil, and produced fruit, a hundred or sixty or thirtyfold. Whoever has ears ought to hear.”

Santa Maria Madalena – Memorial * Saint Mary Magdalene – Memorial

Julho 22, 2008 1 comentário

Terça-feira da 16ª Semana do Tempo Comum

Tuesday of the Sixteenth week in Ordinary Time

Evangelho segundo S. João 20, 1-2.11-18
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: ‘Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.’» Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

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Comentário ao Evangelho do dia feito por S. Gregório Magno – “Mulher, porque choras?

Commentary of the day by Saint Gregory the Great – “Woman, why are you weeping?

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint John 20, 1-2.11-18
On the first day of the week, Mary of Magdala came to the tomb early in the morning, while it was still dark, and saw the stone removed from the tomb. So she ran and went to Simon Peter and to the other disciple whom Jesus loved, and told them, “They have taken the Lord from the tomb, and we don’t know where they put him.” But Mary stayed outside the tomb weeping. And as she wept, she bent over into the tomb and saw two angels in white sitting there, one at the head and one at the feet where the body of Jesus had been. And they said to her, “Woman, why are you weeping?” She said to them, “They have taken my Lord, and I don’t know where they laid him.” When she had said this, she turned around and saw Jesus there, but did not know it was Jesus. Jesus said to her, “Woman, why are you weeping? Whom are you looking for?” She thought it was the gardener and said to him, “Sir, if you carried him away, tell me where you laid him, and I will take him.”
Jesus said to her, “Mary!” She turned and said to him in Hebrew, “Rabbouni,” which means Teacher. Jesus said to her, “Stop holding on to me, for I have not yet ascended to the Father. But go to my brothers and tell them, ‘I am going to my Father and your Father, to my God and your God.'” Mary of Magdala went and announced to the disciples, “I have seen the Lord,” and what he told her.

Jesus – sinal definitivo de Deus para o mundo

Segunda-feira da 16ª Semana do Tempo Comum

Monday of the Sixteenth week in Ordinary Time

A atitude dos doutores da lei e dos fariseus representa aquilo a que se poderia chamar “racionalismo religioso”. É a atitude daqueles que, para crerem, exigem acontecimentos sensacionais extraordinários. Jesus indigna-se com essa posição. Ele e a sua palavra são “o sinal” a acolher por aqueles que querem conhecer os mistérios do reino de Deus (cf. Mt 11, 25-27). Por isso, em Marcos, recusa outros sinais (cf. 8, 11). Em Mateus faz o mesmo, ao lembrar o sinal Jonas. Os ninivitas pagãos souberam reconhecer em Jonas um sinal de Deus e converteram-se. Os doutores da lei e os fariseus nem o sinal da morte e da ressurreição do Filho do homem haviam de reconhecer. É que um sinal de Deus só se compreende a partir da fé! E a fé não resulta de uma evidência, de um cálculo lógico, mas da disponibilidade para acolher o dom de Deus, que é o próprio Jesus. Os doutores da lei e os fariseus não tinham essa disponibilidade. Como poderiam compreender o sinal de Jesus morto e ressuscitado? A rainha do Sul fez uma longa viagem para ouvir Salomão (1 Rs 10). Mas eles recusavam-se a escutar Jesus, que é muito mais do que Salomão, porque é a sabedoria e a Palavra de Deus em pessoa, o sinal definitivo de Deus para o mundo.

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Evangelho segundo S. Mateus 12, 38-42
Intervieram, então, alguns doutores da Lei e fariseus, que lhe disseram: «Mestre, queremos ver um sinal feito por ti.» Ele respondeu-lhes: «Geração má e adúltera! Reclama um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, a não ser o do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites. No dia do juízo, os habitantes de Nínive hão-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque fizeram penitência quando ouviram a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é maior do que Jonas! No dia do juízo, a rainha do Sul há-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está alguém que é maior do que Salomão!»

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Comentário ao Evangelho do dia feito por S. Cirilo de Jerusalém – O sinal de Jonas

Commentary of the day by Saint Cyril of Jerusalem – The sign of Jonah

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Holy Gospel of Jesus Christ according to Saint Matthew 12, 38-42
Then some of the scribes and Pharisees said to him, “Teacher, we wish to see a sign from you.” He said to them in reply, “An evil and unfaithful generation seeks a sign, but no sign will be given it except the sign of Jonah the prophet. Just as Jonah was in the belly of the whale three days and three nights, so will the Son of Man be in the heart of the earth three days and three nights. At the judgment, the men of Nineveh will arise with this generation and condemn it, because they repented at the preaching of Jonah; and there is something greater than Jonah here. At the judgment the queen of the south will arise with this generation and condemn it, because she came from the ends of the earth to hear the wisdom of Solomon; and there is something greater than Solomon here.