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Crise: apelo à reorientação

A crise da sociedade instalou-se no mundo e está a manifestar-se com doenças sociais graves. Começou com a degradação moral e agora vê-se a degradação social e económica… e corremos o risco de uma rebelião.

A ganância e ambição de uns desrespeitando outros geram desigualdades tremendas, pobreza e miséria, fome e morte. Os sintomas da crise social têm-se vindo a manifestar por ondas: crise da agricultura, crise da construção civil, crise do petróleo, crise alimentar… são cada vez mais os sintomas.

A escalada de preços dos combustíveis e dos alimentos é uma questão muito preocupante.

Porque não procuramos as causas dos problemas e as soluções para eles?

O grande perigo é transformarmos o dinheiro em “senhor”. Acontece que o homem substitui, no seu coração, o único Deus verdadeiro por outros deuses, começando a amá-los com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. Esses ‘deuses’  podem transformar-se em ídolos: o dinheiro, o sexo, o desporto, o partido político, a bebida, a dança, a cultura… Todas estas coisas são boas. Tornam-se perigosas quando se transformam em “ídolos”, isto é, quando nos fazem perder o juízo, quando nos conduzem a praticar loucuras, quando absorvem todos os pensamentos e todos os interesses.

Jesus no Evangelho adverte-nos para a tensão entre as necessidades próprias da natureza temporal e terrena e a vocação última e transcendente. Jesus ensina as pessoas a buscarem o essencial.

As necessidades temporais expressas nos bens, no necessário para alimentar a vida e para vestir o corpo, podem desviar as pessoas daquilo que realmente conta: o Reino de Deus e a sua Justiça.

É natural que o homem lute pela vida, que se ocupe no trabalho. Jesus não elogia a passividade e o fatalismo, para Ele não há lugar para a irresponsabilidade, para a atitude ‘ao deus dará’. O que Ele nos propõe é uma atitude de procura, de empenho.

Ele ensina-nos que o mais importante para nós, não é o critério da nossa utilidade, do nosso prazer, da nossa segurança. Confundimos facilmente o necessário com o dispensável.

  • Em vez do veículo para conduzir… olhamos mais para a sua marca,
  • A roupa… não a vemos tanto em função da sua finalidade, mas pelo prestígio da sua marca ou moda;
  • O artigo… é mais admirado pela força da sua apresentação ou embalagem; …

Esta desordem na procura dos bens tem os seus efeitos funestos: o desrespeito por si e pelos outros, a utilização da mentira, o nascimento de rivalidades e injustiças. Somos chamados a ser administradores fiéis.

Temos necessidade de rever e reorientar os nossos critérios e comportamentos.

Jesus Cristo é o Caminho, Ele é a nossa sabedoria e força. Segue-O.

P. Batalha

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