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ESCOLA DA VIDA

O mês de Maio é um mês denso de dinamismos: dia do trabalhador, Dia da Mãe, mês de Maria, festas da Ascensão e do impulso da Igreja pelo Espírito Santo, Dia Mundial da Família, Dia da Igreja Diocesana, Festa do Corpo de Deus, etc, porque ainda haveriam mais coisas para referir.
Tudo isto são desafios e empenhos de Deus e do homem.
Tudo isto são propostas ao sentido da vida.
Maria é a Mãe, expressão deste dinamismo.
Maria é a Mãe, porque nela o Verbo (=Palavra) de Deus Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, ao encarnar no seio de Maria entrou numa família concreta, a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José.
Jesus, o Filho de Deus filho de Maria, nascido em Belém, vivendo em Nazaré, integrado na sua família, na sua terra, nos seus costumes, cultura, hábitos, religião, orações, trabalho, peregrinações ao Templo de Jerusalém, tendo amigos, relacionando-se com as pessoas da sua terra…Jesus viveu uma experiência humana impregnada dos valores divinos: amor, comunhão, doação, entrega…Olhar para esta Família de Maria é deixar-se levar pela mão da Mãe, contemplando a comunhão familiar, a unidade e o amor duma família.
Depois, vemos nesta Mãe, a mulher solidária, atenta e sempre pronta a servir a sua comunidade.
Ir a Nazaré é entrar numa escola de vida, onde Deus encarnou e viveu. Aí, em Maria, encontramos um verdadeiro modelo de vida.
Em Maria encontramos a verdadeira escola de vida.
Com Ela se aprende a amar, a servir. Vejamos como no seu hino “Magnificat” ela louva, expressando a sua gratidão amorosa, como ela intercede em Canã ou oferece no Templo. Foi assim, na vida em Nazaré, escola de serviço, onde Jesus o Mestre insigne do serviço, o Servo de Iavé, não sabe nem quer outra coisa, senão ser serviço contínuo, ajuda eficaz, disponibilidade total para com Maria e José.
Jesus revela-se, então, um verdadeiro “Mestre”.
Ele mesmo diz que veio para que aprendamos a viver: “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância e S.João diz d’Ele que “Ele era a Vida e que a Vida era a Luz dos homens”.
Para que possamos ter essa Vida, Jesus revela-nos o autor da Vida: o Pai: “Nisto consiste a Vida: que Te conheçam, Pai!
Jesus leva-nos ao conhecimento de Deus e dá-nos a conhecer todas as riquezas do coração do Pai.
Jesus apresenta-nos uma nova imagem de Deus. É um Deus próximo, amigo, que se faz amor, que é Pai.
Jesus viveu uma vida plenamente coerente, como homem que sabia o que queria e que não se deixava levar por nada: um homem autêntico e com uma vocação bem definida.
Jesus manifestou-se também como um homem profundamente livre para amar e servir, definindo a sua vocação como libertação dos oprimidos, dos pobres, dos humildes…
Sabia que a sua vida tinha sentido e entregou-a com amor.
Propôs-nos o Seu Projecto: amar como Ele amou, fazendo a vontade do Pai.

P. Batalha

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