REPENSAR A PASTORAL: DESAFIO e URGÊNCIA
O nosso Bispo promoveu as Jornadas de Formação Permanente do Clero com esta interpelação: “Sermos Igreja: que Igreja?”. Para o secundar trouxe dois Bispos a depor: um, o mais novo de todos os Bispos, D. António Couto, que toma posse da Diocese de Lamego, neste Domingo, e que falou da “Dimensão Bíblica da acção profética da Igreja”; trouxe um Bispo com 83 anos, D. Fernando Sebastián, espanhol, cheio de genica que nos falou energicamente da “Nova Evangelização” perante um mundo que não quer Deus para nada, exaltando uma liberdade absoluta, mas que entretanto está a sentir que precisa mesmo de Deus, para se não destruir e reerguer-se na sua dignidade. Por isso o mundo precisa de uma sacudidela, dum abanão… É o que está a acontecer com a crise. Esta crise é a oportunidade para a mudança, a conversão, mudando o estilo de vida que Jesus anunciou pela sua vida e pela sua profecia. Nisto insistiram os três oradores atrás referidos.
O nosso Bispo, D. José Policarpo, quer a Igreja Diocesana mais unida e mais empenhada, no testemunho de Cristo e no anúncio do Seu Evangelho. Motiva a Igreja Diocesana para uma nova evangelização. Apetece-me perguntar: quem de vós quer evangelizar ? Porque o que eu verifico é que são mesmo poucos os que querem. A grande maioria de vós praticantes, o que quereis é ter a Missa e pronto! E pensais: eu tenho cá a minha vida e não tenho tempo para mais nada. Esta é exatamente a visão individualista da Fé cristã denunciada pelo nosso Bispo nesta sua comunicação.
Reparem no que temos feito pela evangelização:
* O Congresso Eucarístico que realizámos há 7 anos sobre “Eucaristia, fonte de vida para o mundo”, por uma cidadania Eucarística, porque se sentia necessária uma nova evangelização e a redescoberta da presença sacramental de Jesus Cristo na vida e na Eucaristia;
* a Visitação da Imagem Peregrina de Fátima, há 6 anos, em que Maria nos veio chamar à Fé para nos levar ao Seu Filho Jesus e Ele depois de nos instruir, dizendo-nos Faz-te ao largo! enviando-nos em missão a construir a civilização do amor, da justiça e da paz;
* a Visitação da Palavra Peregrina há 3 anos, em Dezembro de 2009, em que a “PALAVRA DE DEUS” percorrendo os caminhos das nossas terras, nos veio chamar ao conhecimento d’Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida;
* a Escola Paroquial que desde há 5 anos nos vem instruindo na Palavra de Deus. Exemplifica o que o nosso Bispo diz: “A Igreja deve escutar continuamente a Palavra que anuncia e mostrar, pelo testemunho da santidade, que a Palavra, quando é escutada, transforma. O testemunho de uma vida transformada é essencial à evangelização”.
O Papa Bento XVI deu-nos três grandes Catequeses, em três encíclicas sobre a Fé, a Esperança e a Caridade. Chamam-se elas: Deus é Amor – Salvos na Esperança – Verdade na Caridade.
A Igreja em Portugal está “A repensar juntos a Pastoral”.
O mundo hoje é outro muito diferente daquele em que nós mais velhos nascemos. Por isso, a Igreja que somos, tem de encontrar renovadas formas de evangelizar. Não pode ser da mesma maneira. Temos de nos assumirmos como Igreja missionária e evangelizadora e não como uma Igreja instalada, conservadora e prestadora de serviços. Temos de tornar visível o testemunho cristão no mundo e não apenas dentro das paredes das igrejas.
Nós, cristãos, vivemos (todos) para evangelizar, cada um a seu modo, em comunhão eclesial. Cada um de nós deve sempre perguntar: o que fazia Jesus? Como ? Ele pede-nos conversão: “Convertei-vos e acreditai no Evangelho!”
É a família que prioritariamente, como Igreja Doméstica, que tem de ser o lugar privilegiado da evangelização. Temos de ver melhor como se preparar para o casamento, a educação de pais e filhos, de catequese familiar, etc…
Repensar a pastoral é um desafio e uma urgência.
P. Batalha

O Evangelho de S. Marcos mostra-nos Jesus a pregar a Boa Nova e a curar, libertando algumas pessoas do mal. Todos aqueles que viam estas coisas ficavam admirados. Nós também ficamos contentes com os ensinamentos de Jesus e com a sua força salvadora que nos quer puxar sempre para cima. Nesta nossa caminhada nunca estamos sozinhos: temos a promessa cumprida do Espírito e os profetas que, em cada tempo, Deus suscita entre o seu povo para anunciar a salvação. Na segunda leitura, S. Paulo continua a exortar o cristão ao desprendimento.
A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum garante-nos que Deus não se conforma com os projectos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena.
Neste Domingo, dia 22 de Janeiro, na Diocese de Lisboa celebra-se a Solenidade de São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal da diocese.
A liturgia do 3.º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.