COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS Outubro 30, 2008
Posted by (VM) in Liturgia.Tags: All Souls, Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, comentários, Commemoration of All the Faithful Departed, Conmemoración de los fieles difuntos, Dia de Finados, homilias, Liturgia
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Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas… Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de “fecho para balanço”, daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.
Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram “apanhados” em oração, com os Sacramentos em dia.
Muitas pessoas lamentam a “perda” de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: – Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! – e assim foi feito.
Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.
Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena…
Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.
Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Benedictines de Catalunya e Hermanoleón Clipart.
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DIA DE TODOS OS SANTOS Outubro 30, 2008
Posted by (VM) in Liturgia.Tags: comentários, Dia de todos os santos, Fiesta de todos los Santos, homilias, Liturgia, Solemnity of All Saints
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No dia 1 de Novembro, a Igreja universal celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o seu Reino de bondade, de justiça e de amor e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram de maneira radical, também, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o povo cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o homem de boa vontade.
Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer de nossa vida uma eucaristia, uma oferenda viva. Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis. Hoje, também, milhares de santos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste mundo. Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto as sementes do Evangelho de Jesus Cristo. Desta maneira, a festa de hoje é também a festa dos santos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.
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Commentary of the day by Saint Ambrose – “I had a vision of a great mulititude… from every nation, race, people and tongue… standing before the throne” (Rev 7,9) [pdf] |
Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Benedictines de Catalunya e Hermanoleón Clipart.
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A PALAVRA DE DEUS NA VIDA Outubro 25, 2008
Posted by (VM) in Editorial.Tags: 2008, A Mensagem final da XII assembleia-geral ordinária do, Mensagem final do Sínodo dos Bispos 2008, Resumo da Mensagem Final Sinodo Bispos 2008, Sínido dos Bispos, Texto completo da Mensagem Final, XII
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Hoje, na Basílica de S. Pedro, no Vaticano, Bento XVI preside à Celebração conclusiva do Sínodo dos Bispos dedicado à “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”.
Na Mensagem final defendem a presença da Bíblia nas famílias, nas escolas e no mundo da cultura, utilizando também a comunicação informática, televisiva e virtual, porque a Palavra de Deus deve percorrer os caminhos do mundo.
A Bíblia deve entrar nas famílias para que os pais e os filhos a leiam, rezem com ela e a Palavra de Deus seja para elas uma luz para os seus passos nos caminhos da vida.
Os Bispos reunidos no Vaticano destacam que “as Sagradas Escrituras devem entrar também nas escolas e nos âmbitos culturais, porque foram durante séculos a referência capital da arte, da literatura, da música, do pensamento e da própria ética comum”.
Os fiéis são convidados a “guardar a Bíblia” nas suas casas, para que “leiam, aprofundem e compreendam plenamente as suas páginas”, transformando-as em “oração e testemunho de vida” e deixando espaços de “silêncio” neste processo. Porque a Palavra do Senhor é movimento, é fonte de vida e do amor, é luz e fogo que ilumina o pensamento e transforma o compromisso em acção.
“A sua riqueza simbólica, poética e narrativa torna-a uma bandeira da beleza, seja para a fé seja para a própria cultura, num mundo muitas vezes desfigurado pela brutalidade e as porquidões”.
A Mensagem do Sínodo divide-se em quatro capítulos: 1º- A voz da Palavra: a Revelação; 2º- O rosto da Palavra: Jesus Cristo; 3º- A casa da Palavra: a Igreja; 4º- As estradas da Palavra: a missão; e ainda 15 pontos.
A Igreja vive da Palavra: “A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras a par com o próprio Corpo do Senhor e nunca deixou, sobretudo na Sagrada Liturgia, de tomar o Pão da Vida à mesa tanto da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo, nem de o distribuir aos fiéis. Sempre as considerou e continua a considerar como regra suprema da sua Fé, juntamente com a Sagrada Tradição”(DV. 21)
O cristão constrói a sua vida sobre a segurança da Palavra de Deus, pondo em prática as palavras de Jesus Cristo, pois é Ele a Palavra e rocha segura da nossa vida.
Muitas famílias estão em crise ou esfaceladas porque foram construídas sobre o fundamento da areia dos bens, do prazer, do interesse egoísta, do poder, e não na vivência da Palavra de Cristo, rocha segura de todos.
Em cada Domingo a Liturgia da Palavra é o momento de levar a nossa vida à presença da Palavra de Deus, de colocar a nossa vida aos pés do Mestre divino, que é também nosso companheiro na caminhada. À luz da Palavra, a nossa vida orienta-se e trilha, passo a passo, o caminho da Fé.
Neste Ano Paulino, o grande Apóstolo da Palavra, pode ser o nosso guia para descobrirmos, mais profundamente, o lugar da Palavra de Deus na nossa Vida.
P. Batalha
Ler o Resumo da Mensagem da Assembleia-geral do XII Sínodo dos Bispos ao Povo de Deus>>
Ler o texto completo em espanhol
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AMAR A DEUS E AMAR OS IRMÃOS Outubro 23, 2008
Posted by (VM) in Liturgia.Tags: 30, 30º, amar a Deus, amar os irmãos, Ano A, Deus é amor, Domingo, Evangelho, Evangelio, Gospel, Liturgia, Liturgy, Ordinary Time, Readings, Sunday, Tempo Comum, The whole law and the prophets depend on these two comm, Thirtieth Sunday, Tiempo Comum, Todo lo que hay en la Escritura –en la Ley y en los p, xxx, y a Dios, Year A
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A liturgia do 30º Domingo Comum diz-nos, de forma clara e inquestionável, que o amor está no centro da experiência cristã. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente, é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.
O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.
A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a perpetuação de situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais débeis. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais débil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da órbita da Aliança.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã (da cidade grega de Tessalónica) que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida; e esse percurso — cumprido na alegria e na dor — tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego.
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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Benedictines de Catalunya e Hermanoleón Clipart.
XII SÍNODO DOS BISPOS Outubro 19, 2008
Posted by (VM) in Notícias.Tags: 2008, mensagem final, Oração pelo Sínodo dos Bispos, Sínodo dos Bispos, Sínodo sobre a Palavra de Deus
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Cerca de 400 pessoas participam na XII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, em representação da Igreja Católica nos 5 continentes.
O esboço da Mensagem final foi apresentado, dia 18 de Outubro, para análise durante os próximos dias. A apresentação definitiva e votação estão marcadas para o dia 24 de Outubro.
A partir do dia 21 tem lugar o trabalho de unificação das várias propostas, com emendas, e a votação das mesmas acontece no dia 25, Sábado.
Os trabalhos concluem-se no dia 26, Domingo, com uma celebração presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
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ORAÇÃO PELO SÍNODO DOS BISPOS
A CRISE DÁ PARA PENSAR Outubro 18, 2008
Posted by (VM) in Editorial.Tags: Crise financeira, que fazer?
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1.- VER: Crise financeira e crise social, porquê ?
Estão postos em causa a dignidade da pessoa humana, o sentido da verdade e o sentido da vida, do sofrimento e da morte, a distinção entre o bem e o mal, e a harmonia entre a liberdade e a responsabilidade. Porém são pilares fundamentais estruturantes da sociedade a liberdade, a justiça, a solidariedade e a paz. Quando se cultiva a competição e o individualismo selvagem, deixa de haver moral por mais leis que se façam.
2.- Há entidades bancárias a aliciar pessoas e famílias para esquemas de crédito que, entre outras coisas, propõem adiantamento de salário ou compras a crédito com pagamento no final do mês apenas de uma parte e o restante a pagar mais tarde sujeito a juros. É facilitismo pelo que pessoas e famílias se habituam a viver acima das suas posses. Promove-se um consumismo desenfreado e tantas vezes inútil.
3.- Muitas empresas têm estado a fechar , lançando milhares de pessoas no desemprego, sem encontrar resposta no mercado de trabalho.
4.- Quando o dinheiro, o lucro é o deus supremo é ele que domina as intenções das pessoas. É a planificação a curto prazo para obter rendimentos e são gestores que pouco se importam as consequências, favorecendo o compadrio, a cunha e a corrupção…
A miragem cega do lucro suscita formas ilícitas e anti-sociais de comércio como a droga, as armas, tráfico de pessoas, prostituição…e outras.
5.- REFLECTIR: A vida económica é um espaço de iniciativa, de troca, de eficiência tendo em conta que as pessoas, as empresas e os povos encontram aí o melhor modo de prover às necessidades de bens e de serviços. Não pode estar sujeita à cobiça e à ganância desenfreadas, ao poder e ao domínio de alguns gerando desigualdades tão profundas.
6.- O capital financeiro tem de ter uma correlação com o trabalho. É o trabalho que produz riqueza, que acrescenta valor. A autonomia do capital financeiro ou seja o aumento da riqueza que não resulta do esforço e do trabalho é um artifício que deu nesta crise. Não esqueçamos o que nos ensina S. Paulo: Quem quiser comer deve trabalhar. A Igreja tem aí um grande desafio que é ajudar as pessoas a não perder a esperança e a encontrar disponibilidade para trabalhos dignos e honestos
7.- O Bispo de Leiria-Fátima perante os peregrinos falou da crise do sistema financeiro que é resultante de “uma crise de valores, de ausência de ética, transparência e justiça”. Acrescentou ainda que “esta crise do sistema financeiro não pode ser vista apenas como um mero mau funcionamento do mercado”.
8.- AGIR: Todos nós somos chamados a repensar o nosso modo de vida marcado por um consumismo desenfreado e vida dominada pelos interesses imediatos, pelos negócios e divertimentos de cada um. Quando o homem rejeita Deus e o expulsa da sua consciência, da sua vida e até dos espaços públicos, fica cada vez mais só e vazio.
9.- A ganância cega tem outros efeitos funestos que são os preocupantes problemas ecológicos: o buraco na camada de ozono, a poluição dos rios e mares e da atmosfera, a desertificação e alterações climatéricas.
10.- A degradação é da nossa responsabilidade. A nossa forma de proceder na utilização das coisas resulta da educação cívica dos adultos, jovens e crianças. É nas famílias, desde cedo, que as crianças devem ser educadas para a protecção ambiental e a economia dos recursos. O futuro do planeta depende de cada um de nós e da educação que transmitimos às novas gerações.
É urgente actuar!
P. Batalha
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ASSUMIMOS O COMPROMISSO COM A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR? Outubro 15, 2008
Posted by (VM) in Não classificado.Tags: 29, A césar o que é de César, a Deus o que é de Deus, Ano A, Den al César lo que es del César, Domingo, Evangelho, Evangelio, Gospel, Liturgia, Liturgy, lo que es de Dios, Ordinary Time, Readings, Repay to Caesar what belongs to Caesar, Sunday, Tempo Comum, Tiempo Comum, to God what belongs to God, twenty-ninth Sunday, XIX, y a Dios, Year A
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A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir acerca da forma como devemos equacionar a relação entre as realidades de Deus e as realidades do mundo. Diz-nos que Deus é a nossa prioridade e que é a Ele que devemos subordinar toda a nossa existência; mas avisa-nos também que Deus nos convoca a um compromisso efectivo com a construção do mundo.
O Evangelho ensina que o homem, sem deixar de cumprir as suas obrigações com a comunidade em que está inserido, pertence a Deus e deve entregar toda a sua existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive a submissão ao poder político.
A primeira leitura sugere que Deus é o verdadeiro Senhor da história e que é Ele quem conduz a caminhada do seu Povo rumo à felicidade e à realização plena. Os homens que actuam e intervêm na história são apenas os instrumentos de que Deus se serve para concretizar os seus projectos de salvação.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser sua testemunha no meio do mundo, vive ancorada numa fé activa, numa caridade esforçada e numa esperança inabalável.
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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Benedictines de Catalunya e Hermanoleón Clipart.
OS CRENTES SUPORTAM MAIS A DOR DOS QUE OS NÃO CRENTES Outubro 15, 2008
Posted by (VM) in Notícias.Tags: católico, dor, Fé, sofrimento
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BEATO JOÃO XXIII – memória litúrgica Outubro 14, 2008
Posted by (VM) in Um pouco de céu.Tags: Beato João XXIII, Bom Papa João, João XXIII, Papa João XXIII, Vaticano II
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No passado dia 11 de Outubro, celebrou-se a memória litúrgica do Bom Papa João.
Como sabemos, a mensagem do Papa João XXIII também hoje é de uma actualidade extraordinária. A sua vida, os seus discursos e os seus gestos levam-nos ao coração do compromisso cristão.
Poderíamos relembrar muitos episódios e ensinamentos de João XXIII, mas retomemos hoje alguns pensamentos que podem alegrar a nossa vida pessoal e a nossa renovação espiritual.
Para ele, a Igreja tem um rosto materno: a sua tarefa é manter os “braços abertos para receber todos”. É uma “casa para os outros” que “quer ser de todos e, particularmente, a Igreja dos pobres, como a fonte da aldeia”, sem distinção de raça ou religião.
A sua santidade e sabedoria humana são expressas muito bem no chamado “decálogo da quotidianidade” que, no momento actual que o mundo vive, é bom relembrar e tentar seguir:
- Somente hoje, procurarei viver o presente (em sentido positivo), sem querer resolver o problema da minha vida inteiramente de uma só vez.
- Somente hoje, terei o máximo cuidado pelo meu aspecto: vestirei com sobriedade; não levantarei a voz; serei gentil nos modos; ninguém criticarei; não pretenderei melhorar ou disciplinar alguém, a não ser eu mesmo.
- Somente hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.
- Somente hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.
- Somente hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando que como o alimento é necessário para a vida do corpo, do mesmo modo a boa leitura é necessária para a vida da alma.
- Somente hoje, realizarei uma boa acção e não o direi a ninguém.
- Somente hoje, farei algo que não gosto de fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, farei de modo que ninguém perceba.
- Somente hoje, organizarei um programa: talvez não o siga exactamente, mas o organizarei. E tomarei cuidado com dois defeitos: a pressa e a indecisão.
- Somente hoje, acreditarei firmemente, não obstante as aparências, que a boa providência de Deus se ocupa de mim como de ninguém no mundo.
- Somente hoje, não temerei. De modo particular, não terei medo de desfrutar do que é bonito e de acreditar na bondade. Posso fazer, por doze horas, o que me espantaria se pensasse em ter que o fazer por toda a vida.
Conclusão: “Quero ser bom, hoje, sempre, com todos”.
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DAR – PARA MUDAR O MUNDO Outubro 11, 2008
Posted by (VM) in Editorial.Tags: Dar, mudar o mundo, partilhar
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Durante a minha estadia no Hospital, li três livros. Aproveito para vos falar dum que tem por título: DAR.
Acho-o muito interessante porque fala de uma causa muito humanitária de que vos tenho falado muitas vezes: a Partilha.
Cada um de nós pode dar alguma coisa. Todos temos alguma coisa para dar e há muita coisa a fazer, seja na nossa terra ou noutras. Também nunca é tarde ou demasiadamente cedo para começar a dar: velhos e novos, ricos e pobres, qualificados e analfabetos, ….
Hoje há novas formas de dar. Há iniciativas e organizações ou instituições.
Podemos dar dinheiro, disponibilizar tempo para trabalho voluntário, dar bens e organizar acções de solidariedade. Porque devemos dar; como escolher uma causa e contribuir com dinheiro, com tempo ou coisas… sendo úteis a instituições de bem-fazer, analisando as necessidades das pessoas, animais e meio ambiente.
Nós já damos dinheiro por exemplo, na Igreja, em ofertórios destinados à CARITAS, às missões, aos seminários…e para ajudar a resolver problemas resultantes de desgraças.
Nem todos temos dinheiro para dar, mas todos dispomos das 24 horas do dia. Uns têm mais tempo livre do que outros; porém quase todos terão alguma oportunidade. Até é verdade que muitas vezes os que dão mais tempo são os que estão mais ocupados.
Muitos cidadãos, famílias e empresas dispõem de coisas que podem doar a quem delas precisam. O desafio é identificar as doações úteis e fazê-las chegar aonde são necessárias. Há tanto material recuperável. Solicitando donativos directos aos fabricantes, recolhendo material e equipamento junto de médicos, enfermeiros e farmácias,… Por exemplo a Fundação João XXIII/Casa do Oeste, através de Grupos de Voluntários, na Solidariedade com a Guiné, tem levado ali grandes apoios a 4 projectos que acompanha: no Ensino, na Educação, na Saúde e na Agricultura.
Têm sido campanhas junto de Comunidades, Catequeses, Escolas, junto de amigos: material escolar, livros, equipamento desportivo, bolas, jogos, bicicletas, máquinas de costura, alfaias agrícolas (recordo a campanha do tractor) e outros objectos como materiais de construção…
Dar conhecimentos: muitos de nós sabemos fazer coisas que outros não sabem. Transferir esse conhecimento e a habilidade para o usar pode ajudar os outros de formas surpreendentes… ou ajudar a conseguir uma qualificação, nem que seja proporcionar uma bicicleta para poder ir estudar.
Outras dádivas que podemos fazer serão a reconciliação, a capacidade de ver os outros como pessoas, respeitando-as, comunicando e trabalhando com elas, partilhando a vida, promovendo a compreensão mútua, a reconciliação e o perdão…
Estamos a iniciar um novo Ano Pastoral: cultivemos o espírito e a generosidade da doação; e para nós cristãos este dever das Obras da Misericórdia começa em casa. É desde logo na família que este espírito da partilha e esta prática se inicia.
Neste ano dedicado a S. Paulo, encontramos nele este espírito de doação. Sigamos o seu exemplo e os seus ensinamentos. Assim cada um de nós pode ajudar a mudar o mundo para melhor.
P. Batalha




