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SANTA BÁRBARA COM JESUS CRISTO Novembro 21, 2009

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Vamos erguer de novo o testemunho de Santa Bárbara, em mais esta Novena que vai começar na próxima quarta feira, para celebrarmos a Festa da nossa Padroeira. O nosso Bispo, Patriarca de Lisboa, propôs a toda a Diocese “fomentar o encontro com Cristo – rosto da Palavra”. Ora o que aconteceu, com Bárbara, foi exactamente um verdadeiro encontro com Cristo, na Sua Palavra. Ela encantou-se com Jesus Cristo. Descobriu n’Ele o homem novo. Reconheceu que Jesus é que, com o exemplo da Sua humanidade, nos revela a plena verdade de Deus e a plena verdade do homem, de maneira que O reconheceu e se reconheceu como mulher renovada à imagem do Pai. Ela descobriu o mistério da Santíssima Trindade de que se tornou templo pelo Baptismo que recebeu.

Ela descobre que o seu caminho é o de Jesus.  Ela percebeu que pelo seu Baptismo foi sepultada com Ele na morte para como Ele ressurgir para caminhar numa vida nova. Inserida na vida de Cristo, incorporou-se, passou a fazer parte do Seu Corpo que é a Igreja. É nela que alimenta este seu encanto por Jesus. Por isso ela dá tanta importância à Santíssima Trindade nela: escutando a Palavra de Deus, o Evangelho, palavra que converte o seu coração de discípula a Cristo.

É que “a Fé vem da pregação e a pregação surge da Palavra de Cristo” (Rom. 10,17). Ela alimenta-se da Eucaristia. A Palavra de Deus levanta-se sobre nós como um imenso sol. A Eucaristia é um Banquete de festa, onde se reparte e se come a Palavra de Deus como um fantástico prato em que cada um tem a sua própria parte. Cada um leva consigo um segredo de Deus – uma Palavra – oculta no mais íntimo de si mesmo. Mas esta Palavra não nos pertence: é como um pedaço de pão que temos de partilhar com os nossos irmãos.

Santa Bárbara compreendeu bem as palavras de Jesus: “Quem perder a sua vida por causa do Evangelho vai salvá-la”. Perder a vida pelo “Evangelho” é dar a minha vida por Jesus e por um projecto que passa por Ele. Foi o que fez S. Bárbara. É verdade que na nossa mentalidade está marcado a fogo que não gostamos de “perder”. No entanto…, há perdas más e perdas boas, como há bons e maus lucros.

Também Jesus nos previne contra a vontade de ganhar a vida perdendo a alma. Que nada nem ninguém nos roube a alma e, se tivermos de ceder alguma coisa, façamos frente a esse “ladrão” que nos quer roubar Deus e o Seu Reino. Vale a pena “perder” tudo para sermos ganhos por Jesus… Essa “perda”  será o grande negócio da nossa vida. Jesus ensina-nos: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mat. 5, 3…). As bem-aventuranças são o verdadeiro “Código de vida cristã”. Sigamos com Santa Bárbara este Caminho de Jesus.

P. Batalha

JESUS É UM REI TÃO PODEROSO QUE SE INCLINA ATÉ NÓS Novembro 19, 2009

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No 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A Palavra de Deus que nos é proposta neste último domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.

A primeira leitura anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a ambição, a violência, a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de um “filho de homem” que vai aparecer “sobre as nuvens”, Deus vai devolver à história a sua dimensão de “humanidade”, possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade. Os cristãos verão nesse “filho de homem” vitorioso um anúncio da realeza de Jesus.

Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há-de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.

O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatus. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

COMO EDUCAR, HOJE? Novembro 14, 2009

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educar

A semana passada escrevi a Carta aos jovens. Desta vez olhemos os pais, uns e outros. Esta semana recebi este E-mail. Vejam bem: Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. ‘As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações’ sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que ‘ as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira’. Acrescentou ainda que ‘vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos’.

A governante garantiu que ‘as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais’. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito ‘claro’ de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a “teoria do coitadinho”. Pergunta-se: Como educar hoje ? E como aprender ? Sabemos que aprender é um processo biológico. Cada ser para existir e para viver tem que se flexibilizar, se adaptar, se re-estruturar,, interagir , criar e evoluir com outros. Educar é fazer experiências de aprendizagem pessoal e colectiva. Por isso, há dias caiu-me nas mãos uma revista dum movimento juvenil que apresenta como é que adolescentes fazem parte de Grupos que analisam a violência na escola e na família. Juntos puseram-se a falar sobre a volência verbal e física, o desrespeito pelos outros, os conflitos e divórcios na família, comportamentos agressivos… e alguns culpam os pais pela má educação que dão aos filhos. Perante estas realidades partilharam uns com os outros o que tinham aprendido com Jesus acerca disto e comprometeram-se a trabalhar em grupo para modificar o ambiente, reconhecendo que os mansos e os pacificadores a quem Jesus se refere no Evangelho podem ser eles… E passaram a rezar: “Senhor fazei de mim um instrumentos da vossa Paz….”.

Para uma nova organização familiar, pais e filhos necessitam de definir novos papéis com flexibilidade. Os pais não devem abdicar da sua autoridade e com afecto e negociação permanente facilitarão a autonomia adolescente.

Pe. Batalha

APRENDER DA FIGUEIRA Novembro 10, 2009

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33_01No Evangelho deste fim-de-semana, Jesus Cristo convida-nos a aprender da figueira.

Que lições podemos receber desta árvore tão simples?

Três lições: uma lição de fé, outra de esperança e outra de caridade.

Tal como aquela árvore tem as suas raízes bem firmes na terra, assim cada crente é chamado a firmar a sua fé, a ser concreto, a ter os pés bem assentes no chão, a ser humilde, a sujar-se com o pó da terra. Embora não se vejam, as raízes estão lá, escondidas no chão. Não basta acreditar no que se vê. Esta é a lição de fé.

Quanto à esperança, quando os seus ramos ficam tenros é sinal que há mais vida. Surge então a esperança no verde persistente. O tempo do verão estará próximo, é preciso esperar. Ter esperança é acreditar em pequenas coisas, potenciais de vida nova, em sinais tão simples como rebentos para olhar mais além.

A lição de caridade vem dos seus frutos. Uma figueira não produz para si mesma. Está em função dos outros. E até parece que a generosidade a comove pois sempre que partilha um figo, não consegue esconder uma lágrima de satisfação.

No fim dos tempos seremos julgados quanto à fé, esperança e caridade. Até lá é preciso aprender da figueira.

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CARTA AOS JOVENS Novembro 7, 2009

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jovens-para-cristo-02

Amigos, um dia um jovem da Galileia foi à praia e encontrou-se com uns pescadores. Ele tinha um jeito tão simples de conversar que tocava o coração de quem o escutava. Esse era Jesus de Nazaré. Ele nas praias, no mar ou no rio, em casa de Zaqueu ou mesmo nos caminhos ao sol, contava histórias tão bonitas que enchia o coração de paz infinita. Na rua naquele poço e em casa de Simão, na relva ao entardecer, o mundo viu nascer a paz de uma esperança. A sua maneira de perdoar fazia o coração renascer. D’Ele diz as Escrituras sagradas: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos…Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém…”.Este testemunho é dado por aqueles que um dia Ele encontrou nas terras da Palestina e lhes disse: “Vem e segue-me !”. E eles deixando tudo seguiram Jesus. E na noite de quinta feira, antes de morrer, Jesus jantou, pela última vez, com os seus discípulos. Era o momento da despedida. Os discípulos ficaram tristes e preocupados. Depois de três anos de amizade e de vida comum, não era fácil a ideia de perder o amigo e enfrentar o futuro sozinhos. Jesus vendo a tristeza deles disse-lhes: “O Pai vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade… Fui-vos revelando estas coisas… mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo” (Jo. 14,15-25). “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas, em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo” (Actos1, 8).”Ide fazer discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”(Mt. 28, 19-20).Como continuar ? Como fazer diante duma tarefa tão grande? Jesus tinha deixado esta recomendação: “Pedi ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe!”

Iniciamos hoje a Semana de Oração pelos Seminários. A oração é o meio essencial que o Senhor nos deixou para obtermos vocações sacerdotais e missionárias: oração individual e colectiva. Só a oração pessoal dispõe o nosso coração para ouvir a Palavra e acolher a vontade de Deus a seu respeito, compreender a necessidade da Igreja e descobrir a grandeza de um projecto de vida dedicada ao serviço dos outros. Daí nas nossas Paróquias o que se faz com a LIAM e com o dia de Lausperene, à 5ª feira em Ribamar. Roguemos pois ao Senhor que suscite novos trabalhadores para o seu Reino e mantenha firme a resposta generosa dos que já chamou. Por exemplo das nossas terras: o P. Daniel (na Arruda dos Vinhos), o P. Gianfranco (na Atouguia), o P. Joaquim Pinheiro (no Ribatejo) e o P. Alexandre (Franciscano). Tanto eles como eu nos sentimos muito felizes nesta vocação a que o Senhor chamou. Se precisais de modelos que orientem a vossa vida, olhai para Jesus Cristo que primeiro vos amou e deu a vida por vós, olhai para Maria, sua Mãe, que se entregou sem reservas ao chamamento divino e olhai para tantas figuras da história da Igreja, tais como João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá, etc…

E tu ? Porque não? Aceita ser padre. Se Ele te chamar não tenhas medo. Olha para nós. Sentimo-nos bem realizados, felizes por Jesus nos querer como colaboradores seus. É o Senhor que fixa o Seu olhar amoroso em nós e nos dirige o convite para O seguir de perto.

Queridos jovens peço-vos que, de modo particular, olheis para a nossa Igreja diocesana. Vede nela a Mãe que vos gerou para Cristo, pelo Baptismo, que vos alimenta a Fé na Catequese, que vos comunica a vida espiritual pelos sacramentos, que vos reúne e congrega.

A Igreja de hoje precisa de vós. Transmito-vos o apelo e o convite de Jesus Cristo: “Porque ficais ociosos o dia inteiro ? Ide trabalhar para a minha vinha” (Mt. 20, 6-8).

Peço a quantos virem esta carta: às famílias, às comunidades religiosas, aos padres, aos grupos de apostolado e de espiritualidade, a todos os paroquianos…não podem esquecer, na sua oração de todos os dias, o objectivo essencial das vocações consagradas. “Pedi ao Senhor da messe…”

P. Batalha

O VALOR DEPENDE DO CORAÇÃO DE CADA UM Novembro 6, 2009

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limosna02A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projectos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.

A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projecto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.

AS COISAS PEQUENAS

Um copo de água grátis,
dois minutos ajudando a atravessar a rua,
essas tardes com grupos marginais,
umas horas escutando solidões,
uma compra a menos…
Essas “coisitas”
não acabam com a pobreza,
não tiram do subdesenvolvimento,
não repartem os bens,
não socializam os meios de produção,
não expoliam as minas de Ali Bábá,
não invertem a ordem, não mudam as leis…
Mas desencadeiam a alegria de fazer
e mantêm vivo o “borralho”
do teu querer e do nosso dever.
Ao fim e ao cabo,
actuar sobre a realidade, e mudá-la
ainda que seja um pouquito,
é a única maneira de mostrar
que a realidade é transformável.
Senhor da história e da vida,
não seja eu quem menospreze
e deixe de fazer as coisas pequenas
de cada dia.
(Ulibarri Fl)
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O QUE É UMA PARÓQUIA? Outubro 31, 2009

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comunidade-paroquial

fundada na Palavra

Várias pessoas perguntam o que é que quer dizer aquele grande painel que diz “VISITAÇÃO DA PALAVRA” e eu acrescentaria outra pergunta, agora a propósito do início de actividade duma nova Equipa Administrativa da Paróquia de Ribamar: o que é uma PARÓQUIA ?

Estas duas perguntas conjugam-se. E até se poderia acrescentar outra:  a CRISMA para quê ?

Mas vamos responder às duas questões iniciais: a Paróquia e a Visitação da Palavra. A Paróquia é uma comunidade da Diocese entregue aos cuidados pastorais de um padre que recebe o título de pároco. O Pároco deve trabalhar em comunhão com o Bispo diocesano e os seus fiéis baptizados. Os cristãos bem cedo (séc. I ) , nas cidades e aldeias, que levavam uma vida comum casando, exercendo várias profissões, falando a língua local, viviam com a consciência de serem “outros” e sabiam mostrar a diferença cristã no dia a dia, com um comportamento e um estilo de vida diferentes, embora no meio dos homens. Esta mesma consciência é bem cedo assumida pela Igreja como corpo comunitário – o que nos revela que a Paróquia é baseada num intuição bíblica (vd. Ef. 2, 19-22), que brota da Palavra como uma árvore para dar bons frutos.

Jesus disse-nos: Ide por todo o mundo e baptizai!… E a missão dos baptizados é ser “sal da terra e luz do mundo”. Esta missão é comum a todos os cristãos: padres e leigos. João Paulo II disse-nos várias vezes que é através dos cristãos leigos que a Igreja cumpre a sua missão evangelizadora no mundo: na economia, na política, na realidade social, nos meios de comunicação social, na família, na civilização do amor, na escola, na educação das crianças, adolescentes e jovens, no campo da ciência, da arte, da cultura e nas diversas profissões (CL  23).

Por isso, a Paróquia é o seio em que os cristãos são gerados para a Fé, é um espaço para crer, é o lugar onde nos tornamos cristãos… é o modo mais comum de viver o Evangelho.

Pelo Baptismo somos chamados a participar não só nas celebrações litúrgicas da Igreja, mas de toda a missão evangelizadora da Igreja, que se estende a toda a sociedade e a todas as criaturas. Daí a necessidade de os cristãos se prepararem bem para participar de maneira eficaz na “construção de uma sociedade justa e fraterna”. Sem uma formação sólida baseada na Palavra de Deus, no Evangelho, e sem a força do Espírito de Deus, o cristão, por mais bem intencionado que esteja, acabará por cair na jogada dos corruptos, que entram na política, não para servir o povo, mas para se servirem dele.

A Paróquia é o lugar onde recebemos a Fé, onde alimentamos a Fé com a Palavra de Deus e a Eucaristia, onde fazemos a nossa primeira experiência de conviver com os irmãos em Cristo. A Paróquia é o primeiro pedacinho da “Terra Prometida” que pisamos. As ruas que nela percorremos durante a vida, formará o longo caminho que nos leva até à porta do Céu.

Amemos a nossa Paróquia. Apesar das suas falhas e limitações humanas, ela é o lugar que Deus escolheu para, pouco a pouco, ir revelando o Seu Amor por nós.

A Paróquia é, acima de tudo, a Família de Deus, onde fazemos a experiência de viver a fraternidade animada pelo Espírito da unidade. É a “Casa da família acolhedora e fraterna” (CL.26).

A “Visitação da Palavra” é uma das formas de tomarmos consciência da nossa pertença à Paróquia, erguendo a Bíblia que contém a PALAVRA DE DEUS pelas ruas das nossas terras durante duas semanas do Advento a preparar o Natal de Jesus nas nossas vidas.

P. Batalha

É A NOSSA FESTA Outubro 29, 2009

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All Saints I. 1911.Celebramos o amor de Deus, que já acolheu em casa os que nos precederam e nos espera com os braços abertos aos que ainda estamos a caminho. Hoje celebramos todos e todas, não só os que constam nas listas oficiais, mas os que estão na lista de Deus, que são muitíssimoss mais.
Entre eles estão os nossos familiares e amigos. É uma festa universal.

Creio em Jesus, o Mestre, o que conhece o caminho da vida.
Creio nas suas palavras, tão simples,
que despertam o melhor de mim mesmo,
que me fazem ser mais pessoa e mais irmão.
Creio que é melhor dar que receber,
é melhor perdoar que vingar-se,
é melhor partilhar que entesourar,
é melhor viver com pouco,
é melhor semear que colher,
é melhor semear-se que conservar-se,
é melhor caminhar que instalar-se,
é melhor confiar que julgar.
Creio que são felizes, sobretudo,
os que escutam a Palavra de Deus
e a põem em prática.

José E. Ruiz de Galarreta, SJ

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VAMOS ACOLHER A PALAVRA Outubro 24, 2009

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PAINEL

Nestes dias toda a gente fala do Nobel de Literatura, José Saramago, que, com a idade, está a perder o bom senso. Quis do seu território da literatura invadir o terreno alheio, o religioso. Caiu no precipício. Pode ser muito bom em literatura (para quem gosta), mas de Bíblia não percebe nada. Diz que Deus não existe.  Quis-se armar em mestre e caiu em bobo.

O que é a Bíblia ?

A Bíblia é um pouco semelhante a qualquer obra de arte moderna. Se eu a contemplar sem conseguir entendê-la, tenho que ir pedir a chave ao autor. Ou então sou eu que não dou com o acesso, por falta de conhecimentos, por estar sujeito a limitações ou preconceitos que se foram acumulando ao longo da minha vida. No caso da Bíblia, isto significa: ter-lhe-ei acesso pedindo a outros que me ‘expliquem’ as coisas, mas também – principalmente – derrubando pacientemente os meus preconceitos.

Tenho esperança de que muitos dos que andam à procura, hão-de chegar à certeza daquilo que um crente, há muito tempo anunciou claramente: “Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz”.

Para nós crentes a Palavra de Deus, em primeiro lugar é uma Pessoa – Jesus  Cristo. Como nos diz S. João, no Evangelho: “O Verbo/Palavra fez-se homem e veio habitar connosco”. Deus revelou-se na pessoa de Jesus. Ele é a comunicação de Deus connosco. Jesus é a explicação de todas as Escrituras. Palavra de Deus em palavras humanas. Nestas se descobrem a mensagem de Deus.

É este o sentido do grande painel que diz VISITAÇÃO DA PALAVRA Peregrina em Ribamar e S. Bárbara . de 6 a 20 de Dezembro . A PALAVRA DE DEUS CHAMA”.

A Palavra de Deus – Jesus Cristo chama-nos a seguir a Sua Palavra. Nós somos Peregrinos desta Palavra. Por isso vamos sair à rua com Ela –caminhar com a Palavra de Deus.

Vai ser um tempo forte de atenção à Palavra: escuta ou lê. Há santos e tantos outros que fizeram caminho antes de ti. Podes ter alguém que te acompanhe na compreensão da Palavra. Para o mundo, a Bíblia é um livro de grande valor histórico, de altíssima poesia, um tratado de antropologia… para nós é Jesus Cristo. Ele que assumindo a nossa carne é sabedoria e Palavra do Pai. ELA É LUZ PARA A VIDA. O cristão forma-se com a Palavra. Diz S. Paulo a Timóteo: “Tu conheces a Sagrada Bíblia desde que eras criança: ela pode dar-te a sabedoria que leva à salvação, por meio da Fé em Cristo Jesus. Tudo o que está escrito na Bíblia é inspirado por Deus. Por isso é útil para ensinar a verdade, para corrigir os erros e educar a viver na justiça”. Se encostarmos o ouvido à Palavra, ela começa a dizer-nos coisas muito interessantes para a nossa vida. A Palavra pede-me: como estás a viver na tua vida esta Palavra que leste ou ouviste? O que fizeste até agora? Não seria bom, para ti, orientar a tua vida, a partir de agora, segundo esta Palavra que ouviste ?   A Palavra nunca nos deixa indiferentes. Diante daquilo que o Senhor me disse, descobri os meus pecados e os meus limites. Então devo pedir-lhe perdão.

A propósito lembro aquela história que Jesus contou dum pai que tinha dois filhos e um dia o mais novo pediu a sua parte da herança e foi-se embora; e como depois caiu em si e voltou pedindo perdão (Lc.15,11-32). O Pai fez festa quando o filho regressou.

“A PALVRA DE DEUS CHAMA”. Então ouve aquele cântico: “Deixa Deus entrar…”. Ele bate à tua porta e chama. Deixa-O entrar !

P. Batalha

MESTRE, QUE EU VEJA! Outubro 21, 2009

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cegoA liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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