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CARTA AOS JOVENS Novembro 7, 2009

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jovens-para-cristo-02

Amigos, um dia um jovem da Galileia foi à praia e encontrou-se com uns pescadores. Ele tinha um jeito tão simples de conversar que tocava o coração de quem o escutava. Esse era Jesus de Nazaré. Ele nas praias, no mar ou no rio, em casa de Zaqueu ou mesmo nos caminhos ao sol, contava histórias tão bonitas que enchia o coração de paz infinita. Na rua naquele poço e em casa de Simão, na relva ao entardecer, o mundo viu nascer a paz de uma esperança. A sua maneira de perdoar fazia o coração renascer. D’Ele diz as Escrituras sagradas: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos…Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém…”.Este testemunho é dado por aqueles que um dia Ele encontrou nas terras da Palestina e lhes disse: “Vem e segue-me !”. E eles deixando tudo seguiram Jesus. E na noite de quinta feira, antes de morrer, Jesus jantou, pela última vez, com os seus discípulos. Era o momento da despedida. Os discípulos ficaram tristes e preocupados. Depois de três anos de amizade e de vida comum, não era fácil a ideia de perder o amigo e enfrentar o futuro sozinhos. Jesus vendo a tristeza deles disse-lhes: “O Pai vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade… Fui-vos revelando estas coisas… mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará tudo” (Jo. 14,15-25). “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas, em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo” (Actos1, 8).”Ide fazer discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”(Mt. 28, 19-20).Como continuar ? Como fazer diante duma tarefa tão grande? Jesus tinha deixado esta recomendação: “Pedi ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe!”

Iniciamos hoje a Semana de Oração pelos Seminários. A oração é o meio essencial que o Senhor nos deixou para obtermos vocações sacerdotais e missionárias: oração individual e colectiva. Só a oração pessoal dispõe o nosso coração para ouvir a Palavra e acolher a vontade de Deus a seu respeito, compreender a necessidade da Igreja e descobrir a grandeza de um projecto de vida dedicada ao serviço dos outros. Daí nas nossas Paróquias o que se faz com a LIAM e com o dia de Lausperene, à 5ª feira em Ribamar. Roguemos pois ao Senhor que suscite novos trabalhadores para o seu Reino e mantenha firme a resposta generosa dos que já chamou. Por exemplo das nossas terras: o P. Daniel (na Arruda dos Vinhos), o P. Gianfranco (na Atouguia), o P. Joaquim Pinheiro (no Ribatejo) e o P. Alexandre (Franciscano). Tanto eles como eu nos sentimos muito felizes nesta vocação a que o Senhor chamou. Se precisais de modelos que orientem a vossa vida, olhai para Jesus Cristo que primeiro vos amou e deu a vida por vós, olhai para Maria, sua Mãe, que se entregou sem reservas ao chamamento divino e olhai para tantas figuras da história da Igreja, tais como João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá, etc…

E tu ? Porque não? Aceita ser padre. Se Ele te chamar não tenhas medo. Olha para nós. Sentimo-nos bem realizados, felizes por Jesus nos querer como colaboradores seus. É o Senhor que fixa o Seu olhar amoroso em nós e nos dirige o convite para O seguir de perto.

Queridos jovens peço-vos que, de modo particular, olheis para a nossa Igreja diocesana. Vede nela a Mãe que vos gerou para Cristo, pelo Baptismo, que vos alimenta a Fé na Catequese, que vos comunica a vida espiritual pelos sacramentos, que vos reúne e congrega.

A Igreja de hoje precisa de vós. Transmito-vos o apelo e o convite de Jesus Cristo: “Porque ficais ociosos o dia inteiro ? Ide trabalhar para a minha vinha” (Mt. 20, 6-8).

Peço a quantos virem esta carta: às famílias, às comunidades religiosas, aos padres, aos grupos de apostolado e de espiritualidade, a todos os paroquianos…não podem esquecer, na sua oração de todos os dias, o objectivo essencial das vocações consagradas. “Pedi ao Senhor da messe…”

P. Batalha

O VALOR DEPENDE DO CORAÇÃO DE CADA UM Novembro 6, 2009

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limosna02A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projectos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.

A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projecto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.

AS COISAS PEQUENAS

Um copo de água grátis,
dois minutos ajudando a atravessar a rua,
essas tardes com grupos marginais,
umas horas escutando solidões,
uma compra a menos…
Essas “coisitas”
não acabam com a pobreza,
não tiram do subdesenvolvimento,
não repartem os bens,
não socializam os meios de produção,
não expoliam as minas de Ali Bábá,
não invertem a ordem, não mudam as leis…
Mas desencadeiam a alegria de fazer
e mantêm vivo o “borralho”
do teu querer e do nosso dever.
Ao fim e ao cabo,
actuar sobre a realidade, e mudá-la
ainda que seja um pouquito,
é a única maneira de mostrar
que a realidade é transformável.
Senhor da história e da vida,
não seja eu quem menospreze
e deixe de fazer as coisas pequenas
de cada dia.
(Ulibarri Fl)
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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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O QUE É UMA PARÓQUIA? Outubro 31, 2009

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comunidade-paroquial

fundada na Palavra

Várias pessoas perguntam o que é que quer dizer aquele grande painel que diz “VISITAÇÃO DA PALAVRA” e eu acrescentaria outra pergunta, agora a propósito do início de actividade duma nova Equipa Administrativa da Paróquia de Ribamar: o que é uma PARÓQUIA ?

Estas duas perguntas conjugam-se. E até se poderia acrescentar outra:  a CRISMA para quê ?

Mas vamos responder às duas questões iniciais: a Paróquia e a Visitação da Palavra. A Paróquia é uma comunidade da Diocese entregue aos cuidados pastorais de um padre que recebe o título de pároco. O Pároco deve trabalhar em comunhão com o Bispo diocesano e os seus fiéis baptizados. Os cristãos bem cedo (séc. I ) , nas cidades e aldeias, que levavam uma vida comum casando, exercendo várias profissões, falando a língua local, viviam com a consciência de serem “outros” e sabiam mostrar a diferença cristã no dia a dia, com um comportamento e um estilo de vida diferentes, embora no meio dos homens. Esta mesma consciência é bem cedo assumida pela Igreja como corpo comunitário – o que nos revela que a Paróquia é baseada num intuição bíblica (vd. Ef. 2, 19-22), que brota da Palavra como uma árvore para dar bons frutos.

Jesus disse-nos: Ide por todo o mundo e baptizai!… E a missão dos baptizados é ser “sal da terra e luz do mundo”. Esta missão é comum a todos os cristãos: padres e leigos. João Paulo II disse-nos várias vezes que é através dos cristãos leigos que a Igreja cumpre a sua missão evangelizadora no mundo: na economia, na política, na realidade social, nos meios de comunicação social, na família, na civilização do amor, na escola, na educação das crianças, adolescentes e jovens, no campo da ciência, da arte, da cultura e nas diversas profissões (CL  23).

Por isso, a Paróquia é o seio em que os cristãos são gerados para a Fé, é um espaço para crer, é o lugar onde nos tornamos cristãos… é o modo mais comum de viver o Evangelho.

Pelo Baptismo somos chamados a participar não só nas celebrações litúrgicas da Igreja, mas de toda a missão evangelizadora da Igreja, que se estende a toda a sociedade e a todas as criaturas. Daí a necessidade de os cristãos se prepararem bem para participar de maneira eficaz na “construção de uma sociedade justa e fraterna”. Sem uma formação sólida baseada na Palavra de Deus, no Evangelho, e sem a força do Espírito de Deus, o cristão, por mais bem intencionado que esteja, acabará por cair na jogada dos corruptos, que entram na política, não para servir o povo, mas para se servirem dele.

A Paróquia é o lugar onde recebemos a Fé, onde alimentamos a Fé com a Palavra de Deus e a Eucaristia, onde fazemos a nossa primeira experiência de conviver com os irmãos em Cristo. A Paróquia é o primeiro pedacinho da “Terra Prometida” que pisamos. As ruas que nela percorremos durante a vida, formará o longo caminho que nos leva até à porta do Céu.

Amemos a nossa Paróquia. Apesar das suas falhas e limitações humanas, ela é o lugar que Deus escolheu para, pouco a pouco, ir revelando o Seu Amor por nós.

A Paróquia é, acima de tudo, a Família de Deus, onde fazemos a experiência de viver a fraternidade animada pelo Espírito da unidade. É a “Casa da família acolhedora e fraterna” (CL.26).

A “Visitação da Palavra” é uma das formas de tomarmos consciência da nossa pertença à Paróquia, erguendo a Bíblia que contém a PALAVRA DE DEUS pelas ruas das nossas terras durante duas semanas do Advento a preparar o Natal de Jesus nas nossas vidas.

P. Batalha

É A NOSSA FESTA Outubro 29, 2009

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All Saints I. 1911.Celebramos o amor de Deus, que já acolheu em casa os que nos precederam e nos espera com os braços abertos aos que ainda estamos a caminho. Hoje celebramos todos e todas, não só os que constam nas listas oficiais, mas os que estão na lista de Deus, que são muitíssimoss mais.
Entre eles estão os nossos familiares e amigos. É uma festa universal.

Creio em Jesus, o Mestre, o que conhece o caminho da vida.
Creio nas suas palavras, tão simples,
que despertam o melhor de mim mesmo,
que me fazem ser mais pessoa e mais irmão.
Creio que é melhor dar que receber,
é melhor perdoar que vingar-se,
é melhor partilhar que entesourar,
é melhor viver com pouco,
é melhor semear que colher,
é melhor semear-se que conservar-se,
é melhor caminhar que instalar-se,
é melhor confiar que julgar.
Creio que são felizes, sobretudo,
os que escutam a Palavra de Deus
e a põem em prática.

José E. Ruiz de Galarreta, SJ

Com a PALAVRA consigo a VIDA:

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Nota: Informação recolhida em Evangelho Quotidiano, Dehonianos, Paulinas, Benedictines de Catalunya, h2onewspt, Living Space, Lugar Sagrado e Hermanoleón Clipart.

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VAMOS ACOLHER A PALAVRA Outubro 24, 2009

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PAINEL

Nestes dias toda a gente fala do Nobel de Literatura, José Saramago, que, com a idade, está a perder o bom senso. Quis do seu território da literatura invadir o terreno alheio, o religioso. Caiu no precipício. Pode ser muito bom em literatura (para quem gosta), mas de Bíblia não percebe nada. Diz que Deus não existe.  Quis-se armar em mestre e caiu em bobo.

O que é a Bíblia ?

A Bíblia é um pouco semelhante a qualquer obra de arte moderna. Se eu a contemplar sem conseguir entendê-la, tenho que ir pedir a chave ao autor. Ou então sou eu que não dou com o acesso, por falta de conhecimentos, por estar sujeito a limitações ou preconceitos que se foram acumulando ao longo da minha vida. No caso da Bíblia, isto significa: ter-lhe-ei acesso pedindo a outros que me ‘expliquem’ as coisas, mas também – principalmente – derrubando pacientemente os meus preconceitos.

Tenho esperança de que muitos dos que andam à procura, hão-de chegar à certeza daquilo que um crente, há muito tempo anunciou claramente: “Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz”.

Para nós crentes a Palavra de Deus, em primeiro lugar é uma Pessoa – Jesus  Cristo. Como nos diz S. João, no Evangelho: “O Verbo/Palavra fez-se homem e veio habitar connosco”. Deus revelou-se na pessoa de Jesus. Ele é a comunicação de Deus connosco. Jesus é a explicação de todas as Escrituras. Palavra de Deus em palavras humanas. Nestas se descobrem a mensagem de Deus.

É este o sentido do grande painel que diz VISITAÇÃO DA PALAVRA Peregrina em Ribamar e S. Bárbara . de 6 a 20 de Dezembro . A PALAVRA DE DEUS CHAMA”.

A Palavra de Deus – Jesus Cristo chama-nos a seguir a Sua Palavra. Nós somos Peregrinos desta Palavra. Por isso vamos sair à rua com Ela –caminhar com a Palavra de Deus.

Vai ser um tempo forte de atenção à Palavra: escuta ou lê. Há santos e tantos outros que fizeram caminho antes de ti. Podes ter alguém que te acompanhe na compreensão da Palavra. Para o mundo, a Bíblia é um livro de grande valor histórico, de altíssima poesia, um tratado de antropologia… para nós é Jesus Cristo. Ele que assumindo a nossa carne é sabedoria e Palavra do Pai. ELA É LUZ PARA A VIDA. O cristão forma-se com a Palavra. Diz S. Paulo a Timóteo: “Tu conheces a Sagrada Bíblia desde que eras criança: ela pode dar-te a sabedoria que leva à salvação, por meio da Fé em Cristo Jesus. Tudo o que está escrito na Bíblia é inspirado por Deus. Por isso é útil para ensinar a verdade, para corrigir os erros e educar a viver na justiça”. Se encostarmos o ouvido à Palavra, ela começa a dizer-nos coisas muito interessantes para a nossa vida. A Palavra pede-me: como estás a viver na tua vida esta Palavra que leste ou ouviste? O que fizeste até agora? Não seria bom, para ti, orientar a tua vida, a partir de agora, segundo esta Palavra que ouviste ?   A Palavra nunca nos deixa indiferentes. Diante daquilo que o Senhor me disse, descobri os meus pecados e os meus limites. Então devo pedir-lhe perdão.

A propósito lembro aquela história que Jesus contou dum pai que tinha dois filhos e um dia o mais novo pediu a sua parte da herança e foi-se embora; e como depois caiu em si e voltou pedindo perdão (Lc.15,11-32). O Pai fez festa quando o filho regressou.

“A PALVRA DE DEUS CHAMA”. Então ouve aquele cântico: “Deixa Deus entrar…”. Ele bate à tua porta e chama. Deixa-O entrar !

P. Batalha

MESTRE, QUE EU VEJA! Outubro 21, 2009

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cegoA liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

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À BEIRA DO CAMINHO Outubro 20, 2009

Posted by (VM) in Um pouco de céu.
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Aqui estou, Senhor,beira-caminho
como o cego à beira do caminho
- cansado, transpirado, cheio de pó-;
mendigo por necessidade e ofício.

Mas ao sentir os teus passos,
ao ouvir a tua voz inconfundível,
todo o meu ser estremece
como se um manancial brotasse
dentro de mim.

Ah, que pergunta a tua!

Que deseja um cego senão ver?

Que veja, Senhor!

Que veja, Senhor, as tuas sendas.

Que veja, Senhor, os caminhos da vida.

Que veja, Senhor, antes de mais,

o Teu rosto, os teus olhos,

o teu coração.

Ulibarri, Fl.

MOSTRA QUE ÉS CRISTÃO Outubro 18, 2009

Posted by (VM) in Editorial.
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Outubro_missionario_2009_cartazEste fim de semana é muito rico ao invocar temas fundamentais da nossa fé cristã: Dia Mundial Missionário (18 Outubro) - Dia do Apostolado Laical da Acção Católica na nossa Região Pastoral, celebrado com a Festa das Colheitas na Casa do Oeste, e Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 Outubro). Estes temas levam-nos a levantar a cabeça e a ver o mundo como uma família que precisa da Boa Nova de Cristo e da solidariedade de todos. Viver neste mundo apenas a pensar na nossa felicidade, indiferentes aos que sofrem e aos mais pobres, não é marca cristã! Daí a Encíclica do Papa “A Caridade na Verdade”.

Por isso, especialmente nestes dias 17 e 18, mostra que és cristão. Participa na Eucaristia e alimenta-te de Cristo para O anunciares.

Participa activamente no Apostolado da Igreja, quer na Campanha contra a Pobreza, quer organizado nos Grupos da Acção Católica ou outros, quer em Grupos Missionários, quer em Grupos de Acção Social, etc… No mundo continuam a crescer os que não conhecem a Boa Nova de Cristo. O número de pobres no mundo chegou aos mil milhões.

As estruturas da sociedade precisam de cristãos militantes que proponham a justiça, a rectidão, a verdade, a solidariedade, a paz… Não podemos ficar indiferentes. Cristo quer a tua ajuda para amar, como tantas vezes cantamos. Não te importes da raça nem da cor da pele. Ama a todos como irmãos e faz o bem. Ao que sofre e ao triste, dá-lhe amor… Ao humilde e ao pobre, dá-lhe amor.

Todos, pelo Baptismo que recebemos, somos enviados a colaborar com Cristo, na construção deste Seu Reino. É o que nos vem recordar o Papa neste dia com a sua mensagem: É necessário renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, de fraternidade, união e paz. A tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja – tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes.

O Papa, Pastor da Igreja Universal chama-nos a contagiar com o “espírito do Evangelho” esta sociedade que precisa de mudar,  promovendo a dignidade das pessoas e das instituições.

Na sua encíclica “Caridade na Verdade”, Bento XVI propõe um desenvolvimento humano integral adequado ao nosso tempo que implica mudanças de atitudes e de estilos de vida. A economia tem de tomar um rumo diferente.

A justiça diz respeito a todas as fases da actividade económica e deve incluir formas de distribuição. O lucro é útil se, como meio, for orientado para um fim que lhe indique o sentido e o modo como o produzir e utilizar.

A vida económica tem várias dimensões, e em todas elas tem de estar presente o princípio da reciprocidade fraterna. Esta não pode estar apenas reservada para a “economia da gratuidade” ou para a “economia social”. Tem de estar presente em todas as componentes do sistema económico: estado, mercado e sociedade civil. São necessárias mudanças no próprio conceito de empresa. Os gestores não têm que prestar contas somente a quem nela investe e a maximização do lucro do capital não pode ser o único critério de desempenho. A empresa tem (deve ter) uma responsabilidade social.

P. Batalha

SERVES OU ESCRAVIZAS? Outubro 16, 2009

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caliz3A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projectos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira.

A primeira leitura apresenta-nos a figura de um “Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.

No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.

Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.

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JOÃO XXIII e MARIA, MÃE DE JESUS Outubro 12, 2009

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Visita do Cardeal Roncalli ao Santuário de Fátima em 13 de Maio de 1956

Visita do Cardeal Roncalli ao Santuário de Fátima em 13 de Maio de 1956

Neste “Ano Sacerdotal” em que “O nosso ideal é Cristo, o Bom Pastor” é oportuno neste dia recordar a figura do pastor que foi o Papa João XXIII, desde sempre procurando agir como sacerdote animado por uma piedade sincera que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar. Foi um bom pastor atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, que praticou cristãmente as obras da misericórdia, visitando presos e doentes, recebendo toda a gente.

João XXIII, foi o Papa que conquistou o mundo pela afabilidade dos seus modos, dos quais transparecia a singular bondade de ânimo.

Do Papa João permanece, na memória de todos, a imagem de um rosto sorridente e de dois braços abertos num abraço ao mundo inteiro. Quantas pessoas foram conquistadas pela simplicidade do seu ânimo, conjugada com uma ampla experiência de homens e de coisas! rajada de novidade dada por ele não se referia decerto à doutrina, mas ao modo de a expor; era novo o estilo de falar e de agir, era nova a carga de simpatia com que se dirigia às pessoas comuns e aos poderosos da terra. Foi com este espírito que proclamou o Concílio Vaticano II, com o qual iniciou uma nova página na história da Igreja:  os cristãos sentiram-se chamados a anunciar o Evangelho com renovada coragem e com uma atenção mais vigilante aos “sinais” dos tempos. O Concílio foi deveras uma intuição profética deste idoso Pontífice que inaugurou, no meio de não poucas dificuldades, uma nova era de esperança para os cristãos e para a humanidade. Nos últimos momentos da sua existência terrena, ele confiou à Igreja o seu testamento:  “O que tem mais valor na vida é Jesus Cristo bendito, a sua Santa Igreja, o seu Evangelho, a verdade e a bondade“.

Devoto de Nossa Senhora, veio a Fátima, como legado do Papa, ainda era Patriarca de Veneza, a 13 de Maio de 1956, dois anos antes de ser eleito papa e que declarou Nossa Senhora de Fátima padroeira da Diocese de Leiria (13 de Dezembro de 1962).

Também ele aprendeu na “Escola de Maria” a dar ouvidos à Palavra de Deus. Cedo percebeu quanta importância tem a Palavra da Sagrada Escritura. Vimos isto também no Tríduo de Pregação a preparar-nos para a Festa da Padroeira.

Pela Sua Palavra, Deus chamou Maria para fazer desta jovem a Mãe de Deus, gerando pelo Espírito Santo, Jesus, o Redentor da humanidade; e Deus chamou também João XXIII para fazer deste homem idoso a renovação da Igreja. Nesta Festa da Padroeira fitamos o nosso olhar em Maria descobrindo a mulher de Fé que deu primazia à Palavra de Deus, na Bíblia e na vida. Por isso ela foi Discípula e Mãe da Palavra de Deus.

Assim, ela percebeu que Deus precisa si, querendo a sua colaboração activa no Plano da Salvação. Coisa semelhante se passou com João XXIII, cujo nome de baptismo era Ângelo Roncalli.

Maria escuta com os dois ouvidos para perceber bem o que Deus quer dela e para melhor entender faz perguntas; porque nem tudo foi fácil; porque acreditou: “eis a serva do Senhor faça-se em mim segundo a vossa Palavra”, foi Mãe de Deus. “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”. Maria ouvia e guardava, meditando em seu coração. A Palavra de Deus entrando na vida de Maria (como em João XXIII) fez dela uma pessoa muito atenciosa e preocupada com os problemas dos outros.

Como Nossa Senhora e João XXIII demos ouvidos à Palavra de Deus que é Jesus Cristo: “Fazei o Ele vos disser!”

P. Batalha