MARCADOR PARA A 4.ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Diante do Senhor, sabendo que Ele te ama, pede-Lhe a graça de rezares com o coração, que as palavras sejam a chave para o teu interior, para essa profundidade tantas vezes ignorada, onde verdadeiramente és tu. É aí que pode dar frutos o teu encontro com Deus.
Diante do Senhor, no silêncio prolongado pelas palavras ou até pela música, bem recolhido no teu interior, começa a tua oração diária.
Marcador da Palavra para a 4.ª semana do Tempo Comum – ano B
Escola Paroquial de Ribamar e Santa Bárbara – 5.º ano
Iniciámos o 5.º ano da Escola Paroquial com 71 participantes.
O seu tema geral “A CRISE DESAFIA A ESPERANÇA”.
A escolha deste tema foi motivada pela realidade que se vive e de que tanto se fala. O pároco, P. Joaquim Batalha, na abertura do novo ano escolar, ao apresentar o tema, referiu-se à mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz ao dizer que esta crise é cultural e antropológica, atingindo o homem no seu ser. O homem anda muito confuso. Por isso esta sociedade secularizada desafia-nos para uma Nova Evangelização que implica cristãos apaixonados por Jesus Cristo que nos propõe uma conversão de vida, abraçando o estilo de vida de Jesus. Porque Ele é o Caminho e a Sua Igreja é o lugar da Coragem, da Alegria e da Esperança.
Então, o frei Rui Carlos, op, Dominicano, foi o primeiro mestre que iniciou os ensinamentos. Começou por definir a palavra ‘crise’: distinção e juízo, não é uma fatalidade, mas uma oportunidade, provoca alterações e mudanças. No caminho de Deus com os homens sempre houve crises. A crise na História da Salvação foi sempre caminho de encontro com Deus. Os profetas trouxeram profundidade em momentos de crise. Ele falou-nos de três momentos:
- Crise no contexto do Novo Testamento, citando Jo. 7, 24; 2 Tes 1, 5; Ap 16, 7; Jo 5, 22; Mt 23, 33; Lc 11, 42…;
- Crise no início da história do Povo de Israel (Pentateuco e Juízes), chegada a Canaã Jos 3, 10 com a conquista da terra Nu 24, 8…;
- Crise com a centralização do poder e realização do Povo de Israel, Sam 24…constituindo um Estado com um Rei à frente.
As respostas que se pedem a Deus são em cada momento diferentes. Pois a evolução histórica obriga a uma nova resposta aos desafios de Deus.
1.ª Sessão, em Ribamar – “A crise na História da Salvação“:
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2.ª Sessão, em S. Bárbara, com o frei Herculano Alves, ofm Capuchinho – “O ser humano é um ser em crise”:
Homilia no IV Domingo do Tempo Comum – ano B – 2012
O Evangelho de S. Marcos mostra-nos Jesus a pregar a Boa Nova e a curar, libertando algumas pessoas do mal. Todos aqueles que viam estas coisas ficavam admirados. Nós também ficamos contentes com os ensinamentos de Jesus e com a sua força salvadora que nos quer puxar sempre para cima. Nesta nossa caminhada nunca estamos sozinhos: temos a promessa cumprida do Espírito e os profetas que, em cada tempo, Deus suscita entre o seu povo para anunciar a salvação. Na segunda leitura, S. Paulo continua a exortar o cristão ao desprendimento.
DIANTE DA BONDADE O MAL PERDE FORÇA
A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum garante-nos que Deus não se conforma com os projectos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena.
A primeira leitura propõe-nos – a partir da figura de Moisés – uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, que Deus chama e que Deus envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas.
O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua acção, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.
A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.
MARCADOR PARA A 3.ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Durante a semana reserva uns minutos diários para estares com Deus. Por momentos faz silêncio no teu interior para poderes escutar Deus e partilhar com Ele os teus desejos mais profundos. Deixa que a Paz de Deus esteja contigo e, assim, pacificado, começa a tua oração diária.
Solenidade de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa
Neste Domingo, dia 22 de Janeiro, na Diocese de Lisboa celebra-se a Solenidade de São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal da diocese.
- Leituras
- Homilia de D. José Policarpo na solenidade de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa (2011)
Nota histórica:
Vicente, diácono da Igreja de Saragoça, morreu mártir em Valência (Espanha) durante a perseguição de Diocleciano, depois de sofrer cruéis tormentos. O seu culto logo se propagou por toda a Igreja.
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermão 276.1-2: PL 38, 1256) (Sec. V)
Vicente venceu onde o mundo foi vencido
A vós foi concedida a graça, não só de acreditardes em Cristo, mas também de sofrerdes por Ele.
Um e outro dom recebera o levita Vicente; recebera-os e guardara-os. Se os não tivesse recebido, como os guardaria? Tinha confiança na palavra, tinha coragem no sofrimento.
Ninguém se envaideça da sua força interior, quando fala; ninguém confie nas suas forças, quando sofre a tentação; porque, se falamos bem e com prudência, é d’Ele que vem a nossa sabedoria; e se suportamos os males com coragem, é d’Ele que vem a nossa força.
Recordai-vos de Cristo Senhor no Evangelho, exortando os seus; recordai-vos do Rei dos mártires, instruindo nas armas espirituais os seus exércitos, exortando-os para a guerra, fornecendo-lhes auxílio, prometendo a recompensa. Ele, que disse aos seus discípulos: Neste mundo haveis de sofrer, logo os consolou, ao vê-los assustados: Não temais; Eu venci o mundo.
Como nos admiraremos então, caríssimos, que Vicente tenha vencido n’Aquele que venceu o mundo? Neste mundo haveis de sofrer, diz o Senhor: o mundo persegue, mas não triunfa; ataca, mas não vence. O mundo conduz uma dupla batalha contra os soldados de Cristo: lisonjeia-os para os enganar, aterroriza-os para os quebrar. Não nos preocupe o nosso bem-estar, não nos assuste a crueldade alheia, e vencido está o mundo.
A ambas as brechas acorre Cristo, e o cristão não é vencido. Se neste martírio se considera a capacidade humana de o suportar, o facto torna-se incompreensível; mas se se reconhece o poder divino, nada tem de espantoso.
Era tanta a crueldade que afligia o corpo do mártir e tanta a tranquilidade que transparecia na sua voz, era tanta a dureza com que eram maltratados os seus membros e tão grande a segurança que ressoava nas suas palavras, que poderia parecer que, de algum modo maravilhoso, enquanto Vicente suportava o martírio, fosse torturada uma pessoa diferente da que falava.
E era realmente assim, irmãos, era mesmo assim: era outro que falava. Também isto o prometeu Cristo, no Evangelho, às suas testemunhas, quando as preparava para o combate. Na verdade, assim falou: Não vos preocupeis com o que haveis de dizer. Não sois vós que falais, mas o Espírito do vosso Pai que fala em vós.
Portanto, a carne era torturada e o Espírito falava: e enquanto o Espírito falava, não só era vencida a impiedade, mas também era confortada a fraqueza.
Homilia no III Domingo do Tempo Comum B
“O que tenho a dizer-vos é que o tempo é breve” (I Cor.7,29)!
Em pouco tempo, falemos do tempo, que nos parece sempre pouco, numa vida que é breve e fugaz, e que se anuncia, para já, com menos férias e feriados, sem pontes de descanso, para algumas pausas sonhadas! Tão breve é o tempo que nos foge, que de repente, nos acordamos com a pergunta: Qual é afinal o sentido que podemos dar aos nossos dias inquietos, de fadiga e de dor, em “tempos de crise”?
HOJE A BOA NOVA DEPENDE DE NÓS
A liturgia do 3.º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.
A primeira leitura diz-nos – através da história do envio do profeta Jonas a pregar a conversão aos habitantes de Nínive – que Deus ama todos os homens e a todos chama à salvação. A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.
No Evangelho aparece o convite que Jesus faz a todos os homens para se tornarem seus discípulos e para integrarem a sua comunidade. Marcos avisa, contudo, que a entrada para a comunidade do Reino pressupõe um caminho de “conversão” e de adesão a Jesus e ao Evangelho.
A segunda leitura convida o cristão a ter consciência de que “o tempo é breve” – isto é, que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. Deus convida cada cristão, em marcha pela história, a viver de olhos postos no mundo futuro – quer dizer, a dar prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do “Reino”.
MUDAR É URGENTE
Perante a crise, nos tempos que correm, muitos andam desanimados e pessimistas. A resignação não pode ser o deixar correr. Para nós cristãos, esta realidade é um desafio à criatividade e à solidariedade.
Temos de assumir compromissos concretos, renunciando ao consumo irracional e egoísta, vivendo com sobriedade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise. É um apelo à sobriedade e uma oportunidade de mudança.
Uma sociedade em que os cidadãos só pensam em si e nos seus interesses e segue a lei da selva, é uma sociedade que caminha para a ruína. Esta crise social e económico-financeira é fruto disso.
Então a primeira coisa das nossas preocupações é educar as novas gerações para um novo humanismo. Há que educar os jovens para a justiça e para a paz; e a justiça não se pode mover tão só por relações feitas de direitos e deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. Os seus primeiros educadores são eles mesmos, começando a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam; depois a família que deve ser a escola da justiça e da paz. Também o contributo de outras instituições educativas que devem promover a abertura a Deus e aos outros, lugar de diálogo e desenvolvimento da pessoa.
A educação faz-se fazendo. Como ? Pela fraternidade e solidariedade, mudando de forma radical a cultura e o costume que nos são muito comuns e estão muito difundidos que é um estilo de vida construído sobre o consumismo que todos somos convidados a alterar para regressarmos a uma sobriedade que é sinal de justiça. Claro que isto implica uma conversão, uma mudança, implica mudar de direção, de caminho; e a primeira mudança é cultural. Queremos construir o futuro? Queremos deixar o mundo um pouco melhor do que está? Estamos dispostos a fazer uma revisão profunda? Não basta pôr remendos novos em pano velho (Mc 2,21). Então, que sobriedade para resolver a nossa crise económica ? Deve começar nas palavras. A sobriedade não tem apenas a ver com a quantidade de bens materiais que consumimos ou não, com tudo o que compramos ou não. Não é uma questão só económica, pois mexe numa esfera muito mais ampla do nosso pensar e do nosso agir, do nosso próprio ser. A sobriedade nasce e cresce através de um sábio e corajoso discernimento, que a mantém intimamente ligada à sua finalidade: a de estar ao serviço do bem, começando pelo amor ao outro, pelo dom de si ao outro, pela partilha fraterna que me conduz à solidariedade. Não podemos ser solidários se não formos sóbrios.
É necessário redescobrir a sobriedade e a solidariedade, como valores evangélicos. Não se pode combater eficazmente a miséria, quando não se faz o que nos diz S. Paulo, isto é, quando não se procura “fazer igualdade”, reduzindo o desnível entre quem desperdiça o supérfluo e quem não tem sequer o necessário. Isto exige opções de justiça e de sobriedade. Esta é a oportunidade ! Mudar é preciso !
P. Batalha
MARCADOR DA PALAVRA – 2.ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Começa esta segunda semana do Tempo Comum invocando a presença de Deus, Senhor da vida e do teu tempo.
Cultiva com prazer a graça destes dias:
- tu, disponível para acolher a Palavra de Deus e deixares que ela seja a luz do teu caminho;
- Deus, amorosamente debruçado sobre ti, cuidando de ti como só Ele sabe e pode fazer.
Deixa que estes sentimentos tomem conta de ti, para que possas viver com alegria e paz esta semana, também ela de oração.
Marcador da Palavra para a 2.ª semana do Tempo Comum – ano B
